28/07/2008

aos meus meninos de férias em Moçambique

Para a Mafalda A minha menina é linda. Linda e mágica como um arco-íris. E é linda porque teve a sorte de nascer assim. É o vermelho sangue vivo, feito de força e garra. É o laranja fogo, criativo e empreendedor. É o amarelo alegre como os raios de sol. É o verde estável e seguro das árvores. É o azul celeste, sereno como o céu. É o azul escuro, arrebatador como o mar. É o violeta mágico e descomprometido. É a junção feliz de todas elas, o branco paz de uma folha de papel, onde escrevo o carinho sem fim e o todo o amor terno que sinto. É linda a minha menina. Linda como as papoilas vermelhas que se espalham na primavera, inundando os campos de alegria e cor enchendo-nos de sonhos e vida. Linda como as árvores verdes que cobrem montanhas, vales, planícies e, robustas e sem idade, nos purificam a alma e o espírito. Linda como o céu azul, onde na sua calma vastidão se prostra um sol amarelo quente, que nos aquece e nos lembra, que o tempo passa e um novo dia vai chegar. A minha menina é linda. Linda como as histórias de encantar, onde tudo pode acontecer, mas no fim os príncipes e as princesas se amam e são felizes para sempre. Linda como as palavras todas que só um poeta sabe escrever expondo toda a vida que sabe numa folha vazia de sentimentos. Linda como um filme de aventuras, onde os heróis não têm medo e atravessam as maiores dificuldades, passando rios, montanhas e desertos agrestes. Como a vida, mas ganhando sempre. É linda a minha menina. Linda como o espaço e o tempo, passado, presente e futuro, todo o tempo e todo o espaço onde se fazem os sonhos e a vida. Linda como o sossego da noite, em que as luzes são mágicas e a eternidade se encontra e pensa nas estrelas que brilham no céu. Linda como as cores todas que existem, e dão alegria, brilho e esperança, fazendo sorrir as crianças e não só, tornando o mundo tão lindo como a menina que tu és! Para o Miguel Queria fazer-te um poema, dizer-te mil e uma coisas, em linhas trocadas, pensadas com forma de estilo com figuras. Porém, só me lembro das expressões figuradas, suaves, alegres, sempre alegres, feitas nas palavras e jogos habituais de quem se ama e conhece. A música que calo para te ouvir, porque nesta pequena viagem o centro és tu, e, naturalmente, vais sendo. E neste compasso, só, na vacuidade abstracta, espero o relance do teu sorriso, como uma lua junto à escarpa, que de tão cheia e amarela mais parece um sol a nascer, sorrindo como tu. Queria fazer-te um poema, dizer-te todas as coisas em forma de metáforas, daquelas bonitas, como só os poetas sabem. Queria fazer-te um poema, Mas não consigo!

16/07/2008

férias

A banhos a ver se acalma. REM & Muppets Furry happy monsters

11/07/2008

esquecidos ou quase 2

Virginia Astley Some Small Hope Aqui com a voz de David Sylvian.

09/07/2008

um soneto

Oh! Que triste deriva sem esperança, encalhado num porto sem abrigo. Tu dizes que o tempo o tempo alcança, mas aqui estou sozinho e não contigo. Neste espaço pego na contradança, acerto o passo com o passo que consigo. Tu gritas, tudo é composto de mudança, mas a vontade é desejo e não castigo. E se com a idade o tempo pesa e cansa e o barco, desnorteado, fica perdido, amanha-se uma réstea de confiança e solto as amarras a que me obrigo, abro as velas ao vento e o vento sigo e, assim, sou o mar me amansa. José Paiva

06/07/2008

eufemismos

Desde sexta-feira que os media dizem que os portugueses começaram a poupar no pão. Poupar onde? No pão? Que raio de cantinho este à beira-mar plantado. Para a semana deve chegar às migalhas.

04/07/2008

também o meu

O corpo avisou - Texto de Pedro Mexia no estado civil Há uma inteligência do corpo que eu descurei, tão inimigos somos. O corpo não é apenas uma figura estética mas também uma entidade orgânica e somática. E tem uma inteligência que eu nem sequer conhecia. Senão vejamos. As coisas corriam francamente bem quando eu entrei em ameaça de colapso. Literato e «psicologista» , imaginei que fosse uma reacção negativa da mente (ou da «alma» ou do «inconsciente»). Na verdade, era uma reacção benéfica do corpo. Enquanto a «mente» (ou alma ou o inconsciente), embarca em ilusões ideológicas, o corpo reage sempre com pragmatismo. Aquele sinal aparentemente «negativo» era um aviso: «vamos ficar por aqui». Porque é que o corpo me avisou «vamos ficar por aqui?». O corpo devia procurar a satisfação dos seus instintos e estar mais entusiasmado que apreensivo. Mas o meu corpo detectou (e eu não) algo de semelhante ao «muro dos nadadores». O «muro dos nadadores» é aquele patamar de resistência que o nadador de longo curso não consegue ultrapassar, ainda que acredite que sim. Quando atinge certa distância, há uma barreira invisível que impede que ele prossiga. Não é apenas «cosa mentale»: é a materialização dos seus limites. Quando eu cheguei ao meu limite, tive um aviso evidente, que achei estúpido ou masoquista. Quando era o contrário disso: inteligente e apostado na auto-defesa. O corpo, no seu funcionamento interno que ignoro e temo, enviou sinais físicos estridentes. Era altura de recuar. Claro que eu podia continuar, se tivesse capacidade para isso (e tive), mas estava avisado: ia ser devorado pelos tubarões. E depois apareceram os tubarões.

mal por mal

Mal por mal prefiro o filósofo ateniense, diz-se no insónia. O problema é esse, mal por mal e, aqui, dois negativos não dão um positivo. E emigrar?

03/07/2008

coisas que me fazem muita impressão

Não é que não goste da palavra coisa, como se torna evidente, mas chamar outra coisa qualquer a uma coisa que não é uma coisa faz-me muita impressão. Parece que regressamos assim a uma coisa tipo era medieval. Frankie Goes to Hollywood Relax

coisas que me fazem impressão II

No desporto quem responde a uma agressão leva um castigo maior, mas eu nunca concordei muito com isto.

coisas que me fazem impressão

Pessoas mais cultas do que eu discutirem quanto gastam num restaurante ou no S. Carlos.

02/07/2008

nome meu

Tenho um nome que não escuto Que carrego no carrego das horas Na chafurda dos dias mansos Como os bois que calam e desistem Tenho um passado que não oiço Que largo no arrependimento Como os nobres touros córneos Mal passados depois da tourada Tenho palavras que não conheço Que falham, erram, resistem e insistem Na pele de todas as raposas matreiras Vestindo senhoras de índole e carácter Tenho ponteiros que não vislumbro Desfeitos enfeites feitos em preceitos De lutas selvagens com galos em fúria No chiqueiro sujo de capoeiras vazias Tenho olhos que não sabem sonhar O vagar lento de intento dos imbecis Cobridores com o cio de pavio frio Pavões errando na urbe da parvónia Tenho um corpo que não deseja Espaço estático de estética orgásmica Não quero mijar em todos os cantos Marcar territórios que não procuro Tenho um nome que não dizem Ainda bem. The Stone Roses I Wanna Be Adored I don't have to sell my soul He's already in me I don't need to sell my soul He's already in me I wanna be adored I wanna be adored I don't have to sell my soul He's already in me I don't need to sell my soul He's already in me I wanna be adored I wanna be adored Adored I wanna be adored You adore me You adore me You adore me I wanna, I wanna I wanna be adored I wanna, I wanna I wanna be adored I wanna, I wanna I wanna be adored I wanna, I wanna I gotta be adored I wanna be adored

Vida

Desde quarta que ando assim. Tricky Ace Of Spades Nem com o valium amargo que me deram.

felicidade

Dizem que construir a felicidade dá muito trabalho, mas a infelicidade também não dá pouco.

28/06/2008

mais coisas boas

Ainda à descoberta, cada vez me parecem melhores. Wild Beasts Sylvia, A Melodrama

coisas boas

Wild Beasts The Devil's Crayon Não os conheço mas vou procurar, porque esta canção é muito boa, até estou a respirar melhor.

27/06/2008

Apetece-me Terra

Apetece-me terra que me apetece ser, e a pertença ao lugar onde estou. Ser todos os grãos de vida que não é, e o magma perene de solidão. Destruir o abismo de medo, e também os conceitos e preconceitos, os desenganos e desesperos, as angústias e os devaneios, as alegrias temperadas em sal insonso ou as mágoas todas que sou e faço, adubar-me do nada que não sei, e transformar esta vida que tem que ser, porque existe, no lugar terra a que quero pertencer. Sétima Legião A um Deus Desconhecido

26/06/2008

afinal às vezes...

Ontem, pela primeira vez nos meus 38 anos de vida, pensei que ia morrer. Acabado de sentar para almoçar com os meus pais, filho e namorada levantei-me e disse. Não estou bem, não estou nada bem, chamem uma ambulância. No momento preciso em que pensei que caía para o lado, chamei o meu pai, sempre o meu pai, desde puto que é assim. Felizmente aguentei, sentei-me com a cabeça entre as pernas, as mãos no peito, respirei fundo e fui-me agarrando ao ar todo que encontrava. Isto porque para chamar a ambulância passou-se cerca de 30 minutos ao telefone, entre a minha mãe, namorada e um farmacêutico amigo que subiu rapidamente da farmácia do prédio, se fosse mesmo para morrer era certinho, qual ambulância, acho que só queriam saber quanto é que eu pesava e coisas do género (1,75 de altura e 68 Kg de peso satisfeitos, pode ser que alguma pessoa do INEM esteja a ler isto). Ao fim de algum tempo lá consegui levantar-me, o meu pai levou-me ao hospital de Almada, público, onde fui muito mas muito bem tratado. Já lá tinha estado há uns anos para levar uns pontos num sobrolho e mais duas ou três vezes com os meus filhos, o atendimento foi sempre excelente, volto a dizer hospital público. Aimee Mann Save me - Parece que foi só um ataque de ansiedade e nervos, mas que me parecia um ataque cardíaco parecia, aliás ainda sinto uma pressão forte no peito. Enfim, deve ser só o peso da vida.

Afinal a vida não é uma merda

Na noite de terça fui ver o Indiana Jones com o meu puto (10 anos), quando voltávamos para casa perguntei-lhe, já sabendo a resposta, se tinha gostado do filme. Afinal ele foi mais longe e diz-me. Claro pai e estou muito feliz, tu também estás? Tu estás eu também estou, respondi. Este filme deixou-me feliz, afinal a vida não é uma merda. Engoli em seco, enrolei o meu braço à volta do pescoço dele e disse. Pois não filho, existe muita coisa bonita para se ver. Para o Miguel a banda e música que ele mais gosta. The Killers mr. brightside

23/06/2008

Reflexo III

n: - Onde estás amor? Rosa: - Não me chames amor. n: - Porquê? Sabes que eu gosto. Rosa: - O amor não se chama faz-se. Reflexo I Reflexo II

FDS

No fds é quando mais tempo estou a olhar para um computador, estou na fase de misturas e é uma trabalheira. Isto está bom, isto não está, isto podia estar melhor, será necessário regravar, um efeito aqui, tira o outro dali e por aí fora. Enfiado no estúdio desligo do mundo, e sabe tão bem. Tom Waits What's he building in there?

20/06/2008

Coldplay

Ao 3.º disco os Coldplay começaram a ser olhados de lado, demasiado mainstream, penso que seja este o pecado. Como eu não sei o que é o pecado continuo a gostar. Agora lançaram um extraordinário, diz neste momento o António Sérgio na Radar, 4.º disco, já ouvi e concordo. O Brian Eno ajudou como tem feito ao longo dos anos com muitos outros. A canção não é das melhores do disco, mas o teledisco vale a pena.

19/06/2008

auto-retrato

Trabalho feito para o curso de fotografia que a minha filha, Mafalda Paiva, está a tirar na ETIC. Teve uma nota muito alta e eu fico feliz, não pela nota mas porque gosto muito do trabalho.

17/06/2008

Esquecidos ou quase

The Woodentops You make me feel why why why

Arejar

Donde sou vejo o Sul, o Sol que me nasce à esquerda,
empina ao meio-dia e, agora que é Inverno, se põe às 6 pm,
obliquando ocidente abaixo donde sou à direita,
pm sim, um estrangeirismo porque o tempo estranha-me
e dezoito é uma eternidade demasiado grande.

Donde sou, parado em movimento, vejo o sol mover-se parado,
desde o alvor da madrugadora até ao declínio do crepúsculo,
e penso na ilusão das coisas, na ilusão de todas as coisas,
no engano de um centro perene que nunca serei,
e no equívoco dos sentidos que nos ensinam a seguir.

E,
desde a névoa que o vermelho da aurora matinal esbate,
ao crescimento de uma luz de um dourado intenso,
transformando este dia numa claridade azul frio de Inverno,
até ao ocidental ocaso vestido de vermelho púrpura,
envolto em nuvens escarlate indefinido fazendo vénias à noite,
donde sou, erro a matéria que me faz e duvido do que vejo.

E
aqui estou,
donde sou,
reflexo inorgânico de solidão parada,
sombra baço desbotada,
embaciada em orvalho madrugador.

Assim, procuro a simplicidade,
o breve momento em que me confundo com uma gota húmida do orvalho.
Fotografia: mp

16/06/2008

Privados

A minha aventura com as telecomunicações continua, telefonemas para cá e para lá e a constatação de um serviço muito mau. Antes era por ser público, horas perdidas nos bancos, nos notários e muitos outros serviços, era preciso e urgente concorrência. Foi tudo privatizado com promessas de maior eficiência, eficácia e produtividade, essas palavras merdosas tão queridas hoje em dia. Comparo preços, serviços prestados, observo a simpatia, o atendimento, analiso os concorrentes e é tudo igual ou muito pior. Alguém me explica para que servem as privatizações? José Mário Branco - FMI

15/06/2008

Digital

Desde quarta sem serviço de internet e telefone, apenas para mudar o titular do contrato e para uma box digital. Isto não me parece nada digital. Não há crise tenho uma paciência analógica.

11/06/2008

Portugal

Pensava que iria faltar combustível aos jogadores portugueses, não faltou. Estão umas elites a falar de transpor os "sucessos" do futebol para o resto da sociedade. O futebol é coisa de xunga, isso mesmo chunga, e o problema de portugal nunca foi a chunga foram sempre as elites, a xunga chunga sempre fez pela vida, aqui e fora daqui, o resto são elites. Amanhã vou a pé ou durmo o dia inteiro, que se lixe, ou melhor, que se foda que eu também sou xunga chunga.

Era bom era, mais não vai ser

It's The End Of The World As We Know It REM Amanhã dão-nos uma pastilha elástica e ficamos todos fine.

07/06/2008

Rock in Rio

Por razões que não interessam, fui, pela primeira e espero última vez, ao Rock in Rio, não que não goste de concertos, mesmo em festivais desta dimensão, mas faz-me assim um bocadinho impressão aquelas coisas de um mundo melhor, a natureza, ajudar os pobres e por aí fora. Fora sim, porque lá dentro era Macdonald's, Pizza Hut, Coca Cola, Vodafone, Millenium enfim, tudo pequenas empresas em dificuldades que não apelam nada ao consumo, essa coisa que não faz mal nenhum ao mundo melhor. Aliás, acho até que os empregados dessas empresas também estavam lá para ajudar, prescindiram do muito que ganham por hora para dar aos pobres e aos animais em vias de extinção, ou para a criação de minhocas que podem fazer falta para os hambruges e a manutenção daqueles postos de trabalho bem remunerados. Bem, mas aquilo era para concertos, som, música, rock, verdade, talvez um bocado de emoção, assim só um bocadinho inho inho, pois era, e também para putos a irevireempurraretelefonaretirarfotografiasemandarmensagensefalar e o raio que os partisse que eu estava a tentar qualquer coisa, talvez ouvir música. Apesar da inflamação nas costas de andar a contruir o meu estúdio, tudo com materiais reciclados (do lixo), por causa dessas coisas da natureza e um mundo melhor e da pobreza, pelo menos a minha, lá me coloquei ao lado da mesa de som, sitio onde o som deve ser o melhor porque está lá a mesa que é do som e do técnico que nela mexe para que som esteja bom, desculpem mas gosto da palavra som, e estava, o som estava bom, menos mal, o pior foi o resto. Primeiro os Orishas, nem com bolinhos, emoçao zero parecia um disco a tocar, música a metro como diz o meu pai. Depois os Kaiser Chiefts, música à balda com muita pseudo-energia, não há pachorra, muito fraco. Finalmente, sem perceber porque já, os Muse, melhor os comprimidos ainda me estão aguentar as costas. Não sei se é porque Matthew Bellamy toca guitarra como quem quer comê-la, se porque toca piano como se estivesse a embalar crianças ou se porque canta como se fosse morrer no fim de cada música, mas gosto deste tipo, além disso não diz baboseiras nem vai agarrar-se com a multidão, apesar de ser quem mais transpirou, suspirou, respirou música naquele palco. Admira-me a organização de apoio à guitarra não se queixar, ele trata-as tão mal que tinha de trocar em cada música, todas negras coitadas. Demasiado épicos? Sim e depois. The Offspring, as costas fizeram-me recuar, nunca tinha visto ao vivo e sempre achei piada a esta banda, deixa ver, sentei-me e esperei. Competentes mas inconsequentes, tirando a voz aquilo parecia UHF nos anos 80, o que só por si não é bom nem é mau. Para o fim melhorou e dizia o meu irmão, isto faz-me lembrar os Flintstones, pois o que me leva aos B-52's, sempre achei estes Offspring uns B-52's mais barulhentos mas menos imaginativos. O que é que isto tem haver com UHF? Não sei, mas vou ali ver e já venho. Não vim, fui, com as costas a doer acham que ia ver Linkin Park, enquanto saía ainda ouvi um puto a cantar e de vez em quanto fazia birra e gritava e farto de putos já estava eu. É verdade parece que os LP fecharam a noite porque são a banda que mais discos vende, o que me parece um bom critério, tendo em conta aquelas coisas de um mundo melhor, a natureza, os pobres e etc, bem para os meus pobres ouvidos foi bom, descansaram mais cedo.

06/06/2008

Hipocrisia

Todas as pessoas com dinheiro que tenho conhecido ao longo da vida, alguns até familiares, são de uma hipocrisia tal com a qual não consigo lidar nem aprender a lidar. Já pensei que perdia muito com isso, mas, cada vez mais, acho que só tenho ganho, apesar dos bolsos vazios e dos sonhos que não realizo. Se calhar tenho tido azar. God's Away On Business Tom Waits I'd sell your heart to the junkman baby For a buck, for a buck If you're looking for someone to pull you out of that ditch You're out of luck, you're out of luck Ship is sinking, the ship is sinking There's a leak, there's a leak in the boiler room The poor, the lame, the blind Who are the ones that we kept in charge? Killers, thieves and lawyers God's away, God's away God's away on business, business God's away, God's away God's away on business, business Digging up the dead with a shovel and a pick It's a job, it's a job Bloody moon rising with a plague and a flood Join the mob, join the mob It's all over, it's all over There's a leak, there's a leak in the boiler room The poor, the lame, the blind Who are the ones that we kept in charge? Killers, thieves and lawyers God's away, God's away on business, business God's away, God's away on business, business Godddamn there's always such a big temptation To be good, to be good There's always free cheddar in a mousetrap, baby It's a deal, it's a deal God's away, God's away on business, business God's away, God's away on business, business I narrow my eyes like a coin slot baby Let her ring, let her ring God's away, God's away on business, business God's away, God's away on business, business

04/06/2008

Vampire Weekend / Modest Mouse

Não percebo a excitação com os Vampire Weekend, talvez um torrão de açucar, usando a classificação gira do Lourenço do blog O Nascer do Sol, mas do amarelo para lhe dar um toque meu. e concordo com ele, os Modest Mouse, banda que acompanho desde o início, tem vindo a escurecer a pérola que são, o Johnny Marr ajudou. O nascer do Sol: Discos preferidos - Ratinho Modesto - A lua e a ant�rctida#links#links#links

Palavras

Parece que os preços da gasolina não são iguais, são paralelos. E um paralelo em cima da cabeça desta gente.

03/06/2008

Assírio & Alvim

Quando tinha 14 anos, o meu pai trabalhava numa gráfica na Passos Manuel onde eram feitos muitos livros para a Assírio & Alvim, Manuel Hermínio Monteiro oferecia sempre um exemplar para o meu pai me trazer, foi assim que passei dos cinco e dos sete para outras leituras. Mais tarde, numa gráfica que tive com o meu pai e irmão, faziamos todo o trabalho de pré-impressão de alguns daqueles livros que eu tanto gostava, foi um prazer trabalhar para e com eles. Isto porque existe um blog novo, está aí e ali ao lado. http://www.assirioealvim.blogspot.com/

Bo Diddley

As grandes guitarradas ficam mais pobres sem Bo Diddley.

02/06/2008

Sufocar

Californication é uma série muito boa por n coisas e muitas razões. Uma das coisas é aquele carro cor de pó. Uma das razões está aí na forma como começou. Vejam.

Respirar

Vejo a tua boca abrir-se ao infinito, os olhos fecharem-se vagando sossego, as mãos abertas nos braços colhidos, os lábios mover e dizerem-se, ao ouvido sussurrando. Foi bom, meu amor, amo-te muito. I Want You Elvis Costello Oh my baby baby I love you more than I can tell I don't think I can live without you And I know that I never will Oh my baby baby I want you so it scares me to death I can't say anymore than "I love you" Everything else is a waste of breath I want you You've had your fun you don't get well no more I want you Your fingernails go dragging down the wall Be careful darling you might fall I want you I woke up and one of us was crying I want you You said "Young man I do believe you're dying" I want you If you need a second opinion as you seem to do these days I want you You can look in my eyes and you can count the ways I want you Did you mean to tell me but seem to forget I want you Since when were you so generous and inarticulate I want you It's the stupid details that my heart is breaking for It's the way your shoulders shake and what they're shaking for I want you It's knowing that he knows you now after only guessing It's the thought of him undressing you or you undressing I want you He tossed some tatty compliment your way I want you And you were fool enough to love it when he said "I want you" I want you The truth can't hurt you it's just like the dark It scares you witless But in time you see things clear and stark I want you Go on and hurt me then we'll let it drop I want you I'm afraid I won't know where to stop I want you I'm not ashamed to say I cried for you I want you I want to know the things you did that we do too I want you I want to hear he pleases you more than I do I want you I might as well be useless for all it means to you I want you Did you call his name out as he held you down I want you Oh no my darling not with that clown I want you, I want you You've had your fun you don't get well no more I want you No-one who wants you could want you more I want you, I want you, I want you Every night when I go off to bed and when I wake up I want you I'm going to say it once again 'til I instill it I know I'm going to feel this way until you kill it I want you, I want you, I want you

30/05/2008

Design

Gosto muito dos trabalhos do meu irmão, espero que não seja só por afinidade.



Vejam ao lado o site dele al-imagin

29/05/2008

Angústia empalada hoje

Preciso que o tempo aja, solte as amarras e leve tudo, o que foi, o que será, abarque o anseio que sou, e transforme o cais no desenrolar dos elementos, onde o céu é o céu, o mar é o mar e a terra a terra, onde uma nuvem é, tão só, uma nuvem, o rio a água que se pode beber, a lua o que dá luz à noite, o sol o que dá luz ao dia, a árvore o espaço da sombra, onde não existam metáforas, ou outras figuras com estilo, nem adjectivos, efabulações, receios, sonhos, nem qualificações, onde as imagens são o que se vê, os sons o que se ouve e os outros sentidos, quaisquer que sejam, fiquem nesta folha que abandono, devagar, com o tempo. The Smiths Reel Around The Fountain It's time the tale were told Of how you took a child And you made him old Reel around the fountain Slap me on the patio I'll take it now Fifteen minutes with you Well, I wouldn't say no Oh, people said that you were virtually dead And they were so wrong Fifteen minutes with you Oh, well, I wouldn't say no Oh, people said that you were easily led And they were half-right It's time the tale were told Of how you took a child And you made him old Oh, reel around the fountain Slap me on the patio I'll take it now Fifteen minutes with you Oh, I wouldn't say no Oh, people see no worth in you Oh, but I do Fifteen minutes with you Oh, I wouldn't say no Oh, people see no worth in you, I do I dreamt about you last night And I fell out of bed twice You can pin and mount me like a butterfly But take me to the haven of your bed Was something that you never said Two lumps, please, You're the bee's knees, but so am I Meet me at the fountain Shove me on the patio I'll take it slowly Fifteen minutes with you Oh, I wouldn't say no Oh, people see no worth in you Oh, but I do Fifteen minutes with you Oh, no, I wouldn't say no Oh, people see no worth in you Oh, I do, Oh, I do, Oh, I do

Reflexo II

Rosa: - O que é que estás a fazer? n: - Estou aqui procurando o meu eu interior. Rosa: - Deixa-te de merdas e vem aqui arranjar o candeeiro do quarto. Reflexo I

28/05/2008

Nem a propósito das Graças

Através da terapia metatísica cheguei a este teste What philosophy do you follow? (v1.03) em http://quizfarm.com/test.php?q_id=2549N. Eu pensava que tinha uma relação complicada com Deus, o que não sabia é que não tinha relação absolutamente nenhuma. 0% de Divine Command, não hei-de eu andar aqui perdido. Entretanto, acho que sou um existencialista fervoroso 80%. Serei? Mr. Bungle - Existential Blues (Sacramento 1991)

26/05/2008

Graças a Deus, deus ou já agora dEUS

- Bom dia, a Dra. Amélia ainda pode ver a minha filha? - Chegou mesmo a tempo está quase de saída, tem ficha. - Já não venho cá há bastante tempo mas deve ter, sabe é raro ela estar doente. - Graças a Deus. - Ou graças aos genes do pai e da mãe espero eu. - Ah, pois, não leve a mal é uma força de expressão. - Pois é e não levo mas parece que está na moda outra vez. Eu que até inicialmente tinha encalhado nos olhos dela, acabei encalhado aqui.

25/05/2008

Anedotas de Maio

O Alberto João Jardim pensou candidatar-se a presidente do PSD. O menino guerreiro cadidatou-se mesmo. São uns santos estes rapazes da RTP, não fizeram mais planos de pormenor, na grande entrevista do outro candidato que é candidata, do que o normal. O Primeiro deu umas passas dentro de um avião e não abriu a janela, o povo gostou e a desinformação social também. Os gajos da direita e o Mário Crespo embirraram com um dicionário muita fixe do Instituto da Droga e Toxicodependêcia num site chamado "Tu alinhas". Então não alinho, nunca gostei muito de betinhos. A saga, a angústia, o drama, a tragédia do Chalana e do 4.º lugar.(merecias melhor por tudo, mas principalmente pelas palavras) O primeiro disse que ia deixar de alinhar. Por causa do problema das janelas. A saga, a angústia, o drama, a tragédia do Rui Costa. (merecias melhor) O Santana Lopes ainda não abandonou nenhuma entrevista. A saga, a angústia, o drama, a tragédia do novo treinador do Benfica. O Valentim Loureiro continua a ser convidado para berrar aos portugueses em horário nobre. A saga, a angústia, o drama, a tragédia do glorioso ele mesmo. Os directos de Viseu, que nos dizem que um jogador da selecção espirrou e o outro disse santinho em vez de saúde, que é o que eles e todos nós mais precisamos. Por fim, o grande e sempre igual a si próprio Jorge Nuno, recebido na Assembleia da República, onde disse que os 6 minutos que tinha perdido no tribunal eram iguais aos que perdia no WC. Parece-me que não era a desfazer a barba. O Porto foi campeão. Ah, os gajos querem que sejamos sócios da selecção. Viva Portugal! E ainda falta uma semana.

23/05/2008

and it's time that you love


Fotografias: mp

Insónia

O Insónia foi dos primeiros blogues que conheci, ainda era um Universo Desfeito, estava fora de Portugal e procurava poesia, encontrei muito mais. Parabéns pelos 3 anos.

Ainda o tempo

Começou a Primavera e tudo parece mais claro e intenso, olho os meus plátanos de braços abertos, ainda despidos, tento um contraste com o gelo cristalino de Takk, e sinto-o derreter, desfazendo-se em gotas de água límpida. Nesta noite morna alcanço tudo e a ti também. Esqueço o desassossego, a ânsia, a abstracção e até o tédio, deixo-me seduzir, embalado pelo vento que é brisa suave, estendo os braços aos plátanos defronte de braços estendidos, e tento o abraço que sonho, faz tempo, da minha janela. Aperto-os contra o meu peito e começamos a dançar. Sinto os teus olhos, que me espreitam. Sinto os teus pés, que são chão. Sinto os teus ouvidos, que me escutam. Sinto a tua pele, que é alma. Sinto os teus braços, que me afagam. Sinto o teu hálito, que é boca. Sinto o teu coração, que é tudo. E o pensamento, que te entrega assim.

O original, ele mesmo

21/05/2008

Time

Well, the smart money's on Harlow and the moon is in the street the shadow boys are breaking all the laws and you're east of East St. Louis and the wind is making speeches and the rain sounds like a round of applause Napoleon is weeping in the Carnival saloon his invisible fiance is in the mirror the band is going home it's raining hammers, it's raining nails yes, it's true, there's nothing left for him down here And it's Time Time Time, And it's Time Time Time And it's Time Time Time that you love And it's Time Time Time And they all pretend they're orphans and their memory's like a train you can see it getting smaller as it pulls away and the things you can't remmeber tell the things you can't forget that history puts a saint in every dream Well she said she'd stick around until the bandages came off but these mamas boys just didn't know when to quit and Matilda asks the sailors are those dreams or are those prayers so just close your eyes, son and this won't hurt a bit Well, things are pretty lousy for a calendar girl the boys just dive right off the cars and splash into the street and when she's on a roll she pulls a razor from her boot and a thousand pigeons fall around her feet so put a candle in the window and a kiss upon his lips till the dish outside the window fills with rain just like a stranger with the weeds in your heart and pay the fiddler off till I come back again And it's Time Time Time, And it's Time Time Time And it's Time Time Time that you love And it's Time Time Time Tom Waits

and it's time, time, time



fotografia: mp

Reflexo I

- Foda-se, queres mesmo continuar a discutir? Olhou-a e disse. - Não, mas quero que tu continues a discutir comigo. - Cala-te e beija-me. n começou por beijar-lhe os dedos dos pés, foi subindo devagar demorando-se em toda a carne que encontrou, entre as coxas e o sexo parou. - Vês como eu tinha razão. Rosa agarra-lhe os cabelos, abre os olhos nos dele e os lábios dizem. - Fode-me, come-me o cu todo. n comeu e guardou a razão para toda vida.