31/10/2008

o que é uma grande canção

Smells Like Teen Spirit Patti Smith Tori Amos Paul Anka Ukulele Orchestra talvez uma que até só com ferrinhos nos faça vibrar.

peixe:avião

Ainda não conheço o novo disco, 40.02, na totalidade, mas o que conheço não engana, muito bom. peixe:avião a espera é um arame podem ouvir mais aqui, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=224126066

29/10/2008

distrações e outras complicações

O meu amigo e produtor Kalle foi contratado para técnico principal dos Madredeus, como parece que andam numa grande azáfama a preparar 6 concertos em Lisboa até 15 de Novembro, lá vai o meu disco atrasar mais uns dias, logo agora que estava nas misturas finais. De qualquer forma, ainda bem para ele. Entretanto, emprestou-me um disco de uma banda com que andou a trabalhar e que me tinha passado ao lado, ainda por cima tão perto de mim, Setúbal. Acabei de ouvir e, mais macaquinho de imitação ou menos, gostei bastante deste som. Mazgani Lay Down Somewhere Beneath the Sky

contradições

João Gonçalves diz no Portugal dos pequeninos http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/ Existe um défice de confronto por cá. Por todo o lado, no poder, na oposição, nas televisões, pelos jornais, na literatura, entre blogues, etc., etc., nota-se aquele cuidado hipócrita em não ferir a susceptibilidade do Outro. O Outro - uma desgraçada invenção do divã freudiano e da "modernidade" - é a nossa cruz. Como o país é pequenino e toda a gente está mais ou menos comprometida com toda a gente, a amabilidade impede que as relações, públicas ou privadas, sejam adultas. Só a ruptura e a desmesura valem a pena. São um sinal de maturidade e de responsabilidade contra a trivialidade da vida quotidiana falsamente "animada" pelos amáveis de serviço. Por isso gosto de cães grandes e detesto caniches. Por isso não troco o mar por arbustos verdejantes e piqueniques com famílias felizes. Por isso ignoro a maioria das "figuras públicas". Qualquer "mulher-a-dias" que a minha insónia intercepta e que corre debaixo da minha janela às cinco da manhã atrás do primeiro autocarro para o trabalho, merece-me a consideração esdrúxula que não possuo pelos homúnculos do regime. Não conheço melhor libelo contra a amabilidade do que os famosos versos de Botto em homenagem a Pessoa, justamente um dos que, par delicatesse, perdeu literalmente uma vida que nunca chegou a ter. "Isto por cá vai indo como dantes;/O mesmo arremelgado idiotismo/Nuns Senhores que tu já conhecias/- Autênticos patifes bem falantes.../E a mesma intriga; as horas, os minutos,/As noites sempre iguais, os mesmos dias,/Tudo igual! Acordando e adormecendo/Na mesma côr, do mesmo lado, sempre/O mesmo ar e em tudo a mesma posição." Qual contraditório (confronto), aquele que nos fode, aquele que assim que nos apanha de costas nos empurra, usando um eufemismo, para fora de qualquer espécie de argumento, sim porque em frente cala-se, ignora e despreza. Apesar do nada que sou, também eu tenho em consideração a "mulher-a-dias". Mas a consideração também é dada no valor que se paga, quando era um pouco menos nada do que sou agora e tinha uma empregada, não procurei o mais barato e paguei sempre o que me pedia, quando tive uma empresa não andava a esgravatar o degraçado mais barato para me fazer o trabalho. Parece que anda por aí muita gente indignada porque o ordenado mínimo (que nome arrepiante) vai aumentar para a mágica quantia de 450€, essa fortuna para o povo gastar nos centros comerciais, ainda por cima não é na FNAC a comprar os livros que os contraditórios editam. É que a consideração não é coisa para se ter da janela, mas sim com os pés na terra, só da janela parece-me assim, como direi, uma coisa de amabilidades.

28/10/2008

coisas estranhas

Não gosto de um nem do outro, mas isto até está bom. Boss AC & Mariza Alguem me ouviu

completamente esquecidos

Parece que está na moda, outra vez, o roque em português. Iodo Malta à Porta Com o meu amigo Alfredo na bateria. Roquivarios Cristina Com o meu amigo Jorge Loução na guitarra. Quando tinha 11,12 anos, costumava ver estas duas bandas a abrir os concertos dos UHF, com os Xutos entalados no meio.

27/10/2008

incomunicação

A TVI não dá ponto sem nó, depois de uma boa reportagem sobre uma criança com uma doença rara, hoje de manhã enfia essa mesma criança num estúdio sujeita a um ambiente naturalmente hostil. Tentam a todo o custo fazer a menina falar, repetem a mesma história até à exaustão, conseguem por a mãe a chorar, facto que não me apercebi de ter acontecido na reportagem e, como corolário, os pseudo-apresentadores dizem que não podendo resolver o problema, podem, pelo menos, dar uma ajuda ou ajudazita. Sabem qual foi, a fabulosa quantia de 1000 euros. Se fossem bardamerda como dizia o meu avô e fossem explorar o cultivo de uvas em marte. Bem esteve a menina, indiferente a esta palhaçada, mas isso deve ser o peso dos 70 anos num corpo de 10.

24/10/2008

esquecidos ou quase 9

Já agora também estes, com o Nuno Rebelo no baixo. Street Kids Propaganda

esquecidos ou quase 8

Não são as minhas preferidas mas não encontrei outras. Mler if dada Zuvi Zeva Novi Dance Music Esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3 esquecidos ou quase 4 esquecidos ou quase 5 esquecidos ou quase 6 esquecidos ou quase 7

23/10/2008

alma, culpa e outras confissões

"Uma alma que fosse posssível considerar responsável por todo e qualquer acto cometido teria de levar-nos, forçosamente, a reconhecer a total inocência do corpo, reduzido a ser o instrumento passivo de uma vontade, de um querer, de um desejar não especificamente localizáveis nesse mesmo corpo. A mão, em estado de repouso, com os seus ossos, nervos e tendões, está pronta para cumprir no instante seguinte a ordem que lhe for dada e de que em si mesma não é responsável, seja para oferecer uma flor ou para apagar um cigarro na pele de alguém." aqui http://caderno.josesaramago.org/ Um amigo meu dizia-me, (se não me engano a propósito de "gajas") tu é que tás bem, não sentes a culpa, isto por eu não acreditar em Deus, nem no sentido de culpa cristã. O que ele não sabia é que a responsabilidade e o respeito que sempre tentei ter para com os outros, não se absolve em confissões.

22/10/2008

knock on wood

Numa pesquisa que fiz na net, entre outras coisas, knock on wood deu o que vem aí em baixo. Gostava de dizer que o nome do estúdio não tem nada com isto, mas até tem piada. Agora tenho de arranjar uma bola de espelhos. Amii Stewart KNOCK ON WOOD

a minha marca amarela

Este é o logo, feito pelo meu irmão, para o nosso estúdio/escola de música, entre outras coisas que lá vamos fazer. Em Novembro mais um começo, lembrando alguns outros reparo que têm calhado quase sempre com o cair das folhas, quando ficam amarelas.

livros

Aí está um livro muito importante na minha vida A marca amarela. Quando se fala em livros mais importantes ou melhores, andamos sempre pelos clássicos e esquecemos o que nos ajudou a chegar lá. Sigam este caminho, http://abrupto.blogspot.com/2008/10/errata-com-blake-e-mortimer-george.html

20/10/2008

blogs

Estão aí duas moradas novas, a única real tradição viva e casario do ginjal, o primeiro dedicado aos surrealistas, o segundo fala de muitas coisas, mas principalmente do meu ginjal que, pelos vistos, também é do Luís Milheiro. Este foi escrito no ginjal há anos que não lembro. I Não sei para onde vou Sei aquilo que tenho Mas sei também aquilo que não tenho Olho o rio quase parado Correndo lento para o mar Sem força, sem chama Revejo-me nesta imagem E entristeço ainda mais Sinto a minha vida parada Ao menos o rio vai para o mar Eu, não sei para onde vou... Não sei para onde vou Sei aquilo que sou Mas sei também aquilo que não sou Não sei para onde quero ir Nem sequer sei se quero ir O rio sabe para onde vai E devagar chega ao mar Aí transforma-se e fica alegre e pujante Cheio de vida Eu, não sei para onde vou Nem sei onde vou chegar!... II Por vezes os rios têm pontes As pontes são úteis E por vezes bonitas Os rios têm barcos E todos os barcos são bonitos Eu sei aquilo que tenho E o que não tenho Mas também nunca achei útil ou bonito Os rios sabem onde nascem Mas também sabem onde acabam Eu, só sei onde nasci. Por vezes a vida tem aventuras As aventuras são úteis E por vezes bonitas A vida tem sonhos E os sonhos são sempre bonitos Eu sei aquilo que sou E o que não sou Mas também nunca achei útil ou bonito Os rios acabam no mar E o mar é vida Eu, só sei onde nasci.

18/10/2008

jornalismo, jornalistas

"Que a esmagadora maioria da classe jornalística não reaja, todos os dias, a estes atentados aos seus valores mais genuínos, eis o mistério filosófico dos nossos dias televisivos.", diz João Lopes no Sound & Vision. Quais? Quem? Onde? Os que tem medo de perder o lugar, os que nunca conseguiram o lugar, os que estão no lugar, estes não serão de certeza e os outros quem os escuta. E o pior ainda está para vir, que eu bem vi como eles eram feitos para o tal lugar. Na cadeira de Jornalismo e Poder, mais teórica em que era preciso pensar mais e com um bom professor para o efeito, as notas foram uma desgraça. Quem foi o culpado? O professor claro, que logo foi posto a andar porque os meninos não pagavam para chumbar. Depois era vê-los brilhar no atelier em frente às câmaras.

17/10/2008

uma família

Trabalho sobre a família de Mafalda Paiva para o curso de fotografia da ETIC. Esta é assim, a preto e branco e um pouco desfocada, a fotógrafa é a única que não está enevoada, ainda bem para ela.

será uma família

P. vive com R. e P., um casal de canários fêmeas. Será que são uma família?

coisas que me fazem ainda mais impressão

No 5 dias leio uma discussão muita parva sobre Rucas e Pedros, famílias gays, adopções e por aí fora. Tal como dos casamentos, gosto de quem adopta e não me interessa nada o que fazem na cama ou noutro lugar qualquer.

16/10/2008

música

Algumas pessoas perguntam-me porque não escrevo mais sobre música, porque me limito a postar os telediscos sem mais enquadramento algum. Sempre preferi gastar o meu tempo a ouvir e fazer música, quando o faço emprego todos os meus sentidos, começo pelo geral e percorro todos os caminhos, instrumento a instrumento, até aos pormenores mais ínfimos das canções. Seria um chato a falar de música, além disso também escrevo, quando o faço, para me libertar das melodias, embora acabe por tentar fazer música com as palavras, enfim, no fundo é tudo uma questão de ar e já agora de oxigénio também. De qualquer forma, aí ao lado existem pessoas que escrevem muito bem sobre música e da boa, mesmo que pareça filosofia, vejam era um redondo vocábulo 39, aproveitem para ler os outros 38.

coisas que me fazem impressão

Casamentos homosexuais. Como já aqui disse antes, gosto de casamentos, portanto acho que todos deviam poder casar com todos, independentemente do que fazem na cama ou noutro lugar qualquer.