24/12/2008
boas festinhas
Contemporâneos
Salvem os Ricos
O RFF do hipocrisias indígenas que me desculpe o decalque, mas esta não podia deixar passar. Parece-me que aqui os contemporâneos atingem o máximo da crítica do que é o mundo de hoje e, ainda por cima, conseguem por-nos a rir por isso.
Vi quase todos os programas, mas esta tinha deixado passar e parece-me o melhor momento de todo um conjunto já de si muito bom.
Por isso boas festinhas que as festas estão caras e a crise é grande.
23/12/2008
que se lixe o árbitro, vivão os trenadores coltus
O treinador do Nacional é um tipo culto e engraçado, disse logo a seguir ao jogo o seguinte: claro que a subtracção de um jogador nosso dificultou, etc e etc (palavras difíceis)...
rapaz da sport tv: então e o lance polémico no fim do jogo?
treinador: sinceramente do lugar onde estava, com 22 jogadores à minha frente, não consegui ver e etc (mais palavras de cinco tostões como se dizia quando existiam tostões).
22 jogadores, então e a subtracção já não contando com o Moreira entre outros.
Depois ainda falou da mão do Nuno Gomes e que não era golo e mais não sei o quê. Não foi o Nuno foi o Miguel Vítor ó sinceramente subtraído pá.
Que é que se pode esperar de uma pessoa que ficou chateada com um sketch dos gatos fedorentos sobre a forma peculiar como este fala dos jogos.
errata
No post anterior referi o texto como pertencendo ao insónia mas não, era o estado civil do Pedro Mexia. Foi engano de simpatia, acho que já várias vezes demonstrei que o blog do hmbf é aquele pelo qual sinto uma maior afinidade, não conheço o Henrique pessoalmente, mas garanto que se passar pelas Caldas lhe faço uma visita à livraria e me identifico com um abraço se ele me permitir.
Posto isto, as minhas desculpas a todos pela troca, a porra da tesão deu-me a volta à cabeça.
22/12/2008
ainda a tesão
Bem f
Ele conta-me que uma mulher lhe disse: «eu gosto de ser bem fodida». Não sei se foi um statement, um clin d'oeil, um caveat ou qualquer outra coisa em estrangeiro. Sei que ele ficou como ficam os homens quando as mulheres usam linguagem reles: surpreendido, chocado e excitado. É verdade que, tirante o vocábulo, ela não disse nada do outro mundo. Toda a gente gosta de foder ou ser fodida, de preferência bem. A falta de manutenção ou o serviço deficiente já não são tolerados, especialmente pelas mulheres, que antes tinham de suportar o que lhes calhasse em azar. Hoje em dia uma mulher perdoa tudo a um homem, até violências e traições, mas não perdoa ser mal fodida. Abençoadas.
Texto de Pedro Mexia no estado civil
Na realidade, o que não se desculpa é a falta de vontade e dedicação no acto, no fundo é uma questão de tesão, seja homem ou mulher.
18/12/2008
2009
Nestes dias, tenho recebido votos de felicidade, sucesso, entre outras palavras mais ou menos bonitas, sucesso é muito feia por acaso.
Não se cansem, para o próximo ano só quero uma coisa.
Continuar com tesão.
Nirvana
Lithium
15/12/2008
Manoel de Oliveira
No meu último ano do curso de Ciências da Comunicação, farto de publicidade e, ainda mais, de jornalismo, optei por realização e produção de cinema. Num estágio final de três meses no Cenjor, tive de fazer um documentário.
Nas primeiras semanas, enquanto aprendíamos a editar, o formador, penso que o editor chefe da TVI, pôs-me a alcunha de Manoel de Oliveira, segundo ele os meus planos eram demasiado longos. Apesar de ser só uma brincadeira deu para constatar dos preconceitos que, até os profissionais do ramo, têm para com o cineasta.
A piada até esbarrou no facto de conhecer mal a obra do centenário realizador, quatro filmes apenas, e a minha indiferença traduziu-se em acabar a realizar o documentário sozinho, os meus colegas assustaram-se penso eu.
Por azar tive a melhor nota, mas o referido formador ainda me disse que o documentário era demasiado triste, como para mim demasiado nunca foi demais agradeci.
O pior é que fiquei com a sensação, quase certeza, que o rapaz nunca tinha visto um filme de Manoel de Oliveira.
12/12/2008
ainda o natal
O meu pai teve uma bela prenda de natal.
Como tem uma reforma bastante alta, cerca de 450 €, as finanças resolveram cortar 160 € devido a uma dívida, tudo bem quem deve tem de pagar, eu acho que ao Estado nem sempre mas enfim deve, deve.
O problema é que não deve, a referida dívida está paga e foi paga há mais de três anos, mais de 36 meses, mais de 1080 dias.
Muitos meses, dias, horas, minutos para entrar num sistema de computadores obsoleto e não foder o natal a uma pessoa, que mais do que a honestidade, se fartou e ainda farta de trabalhar (desde os 10 anos) para este estrume à beira mar plantado.
Sei que as finanças andam atrás das pessoas como os cães atrás de gatos, já era tempo dos gatos que não têm carros desportivos último modelo soltarem as garras e deitarem fogo a umas quantas repartições, principalmente a sede, porque parece que o problema é sempre na sede.
Entretanto, num pequeno negócio que ele tem em nome individual porque 450 € só dão para metade da prestação da casa, água, luz, etc, ou seja não chega para comer, faz umas vendas para umas escolas, como estas pertencem ao Estado, os serviços só pagam se a pessoa (empresa) não tiver dívidas, nem às finanças nem à segurança social. Para receber é preciso apresentar de 6 em 6 meses, não é ano a ano, é mesmo 6 em 6 meses uma declaração de cada instituição em como não existem dívidas. Tudo bem também, ele tem as declarações, o que só por si invalida a "estória" dos parágrafos anteriores mas, mas sei lá, como não sou nenhum Kafka não consigo fazer melhor, de qualquer forma tudo bem, não, tudo mal, porque o prazo das declarações expirou e era suposto terem renovado automaticamente, pois o meu pai tinha posto uma cruz para esse efeito mas nada.
Ou seja não só não recebe do Estado como ainda lhe gamam 150 € da reforma, por isso:
Viva o natal;
viva as finanças;
viva a segurança social;
viva Portugal, aliás portugal;
viva a Puta que os Pariu
e, principalmente,
viva o fogo nas sedes.
10/12/2008
o natal o lindo natal
Só saiu esta porcaria, não sei se a minha tia vai gostar, muito menos a professora
De ano para ano,
todos os anos segue em ritual.
São as luzes, os enfeites ou o engano,
do calor que queríamos,
talvez divino, talvez humano,
talvez esta cor não fique mal.
Compra, compra,
se não te serve dá, oferece.
Não tens notas ou moedas tens cartão,
ou inventas qualquer coisa,
que o comboio já está na estação,
se não entras ele vai e esquece.
Lembra, lembra,
não te deixes ficar, caminha.
Nesta paragem todos podem entrar,
mas vai cedo e prevenido,
que a lotação pode esgotar
e a entrada não se adivinha.
Perde, perde,
se não perderes não há pobres.
E queremos muitos pobres para ajudar,
ou uma coisa assim,
que fique bem e dê um ar,
de sentimentos puros e nobres.
De ano para ano,
todos os anos segue em ritual.
É a certeza da ilusão da esperança,
ou de uma vontade qualquer,
talvez uma mão, talvez a mudança,
que queres sempre e não só no Natal.
natal
Uma tia minha pediu-me um poema de natal, não sei bem para que efeito, o meu puto idem, para a escola, duas alunas de guitarra pediram-me para ensinar uma música de natal. Isto anda seco, ainda por cima com a hipocrisia que esta época representa mais seco fica.
Como é que se explica isto a quem não merece que lhes estraguem a festa.
05/12/2008
em stock
O Festival Super Bock em Stock foi uma desilusão, grande confusão para organizar o programa, salas esgotadas e duas delas manifestamente más para este tipo de evento, o Teatro Variedades e o Maxime, incluindo para os desgraçados dos técnicos de som.
Na primeira noite no São Jorge, vi uma Ladyhawke com uma banda muito bem ensaiada, um baterista muito bom, 2 ou 3 boas canções mas pouco mais. Do outro lado, no Tivoli, sala bonita e com boas condições, ainda cheguei com um José James em palco e para surpresa minha assisti a uma boa actuação de um jazz muito cool, pena o som demasiado baixo, dizia o técnico que não podia usar os compressores, só para a Santogold, coisa que achei estranho mas enfim. A dita, de santa tinha pouco, mas de diabo também não tinha nada, novamente algumas boas canções, mas a falta de músicos torna o concerto demasiado digital para mim, tenho a certeza que com uma banda seria bem melhor. Ainda fui ao Maxime para os El Perro del Mar, até consegui entrar sem dificuldade mas desisti, o som é muito mau nesta sala, conseguir sair é que foi mais difícil.
No segundo dia de festival comecei com a Lykke Li no Variedades, a sala não ajudou, mas não foi o que estava à espera, meio desiludido saltei para o Tivoli, pelo menos dá para curtir o espaço, e estava a cantar um Camelo, mais propriamente um Marcelo Camelo. O que faltava à Santogold aqui sobrava, oito músicos em palco, sendo que o guitarrista ao lado do trompetista persistia em estragar uma música muito bem feita e sobretudo sincera, com muitas das virtudes da boa música brasileira, mas, infelizmente, também alguns dos defeitos, mais uma vez o som boicotado, não consigo mesmo entender.
Por fim a banda onde depositava mais esperança, fruto de um bom recente disco, mas com os Walkman apanhei a desilusão maior. O som que faltava aos desgraçados das primeiras partes aqui sobrava e a banda não ajudava, muita tesão descontrolada, o rock também é isso, mas aqui não funcionou, além de alto o som estava embrulhado, só que vinha embrulhado dos próprios músicos, nas primeiras filas conseguia ouvir o som de palco. Diria que a vontade estragou um conjunto de boas e até muito boas canções.
Ainda fui ao Variedades, mas não consigo gostar dos X-Wife e ainda menos da sala, 3 músicas foram suficiente.
Parece que para o ano esta ideia um pouco parva de por as pessoas de um lado para o outro é para continuar, ainda por cima a pagar 40 € é que os sapatos não estão baratos.
01/12/2008
convergências
Gosto tanto quando os chamam de sectários enquanto arrumam a casa num piscar de olhos.
Uns gostam de convergências, outros gostam de fazer coisas como por exemplo, arrumar a casa assim, num piscar de olhos.
Gente mais sectária só pensa em trabalhar.
28/11/2008
digital e outras coisas
Daí a nostalgia. Faz-nos falta essa capacidade de inventar outros mundos que, no limite, nos devolvam o sabor da epopeia (veja-se ou reveja-se, justamente, O Rei Leão). Às vezes, até sentimos que o digital pode ser uma limitação: faz-nos falta a “imprecisão” dos traços desenhados pelas mãos humanas.
Texto integral de João Lopes no Sound & Vision
A questão do digital não se verifica apenas nas soluções precisas para o produto final, neste momento já existe uma geração de criativos e profissionais que cresceram, apreenderam e aprenderam somente esta técnica, ou seja, independentemente da técnica, o próprio pensamento já é digital. É aqui que reside o problema, pelo menos para quem estava habituado a uma forma de estar muito mais orgânica, não só nos processos de trabalho, mas, principalmente, no resultado final.
A rapidez dos métodos significa uma maior rapidez de pensamento que, mal gerida, torna-se inimiga de epopeias ou da capacidade de inventar outros mundos que não seja qualquer coisa rápida, barulhenta e, muitas vezes, vazia ou pouco mais que vazia.
Vi acontecer nas artes gráficas há cerca de 15 anos, na música pouco depois e no cinema logo a seguir. Muitos dirão que sempre existiu má música, filmes ou criações gráficas, é um facto, mas a questão aqui é toda uma mudança de mentalidade à qual dificilmente fugimos. Noto nos meus alunos de guitarra, nos miúdos do andebol que treino, nas bandas de bares que encontro por aí, aprendem e assimilam com uma rapidez impressionante, mas, de uma forma geral, são demasiado formatados, apesar do esforço que faço para procurarem outras soluções, imaginadas e criadas por eles, dificilmente saiem do previsto.
Cebola num macdonalds? Nem lhes passa pela cabeça.
Não pretendo com este texto criticar esta geração mas, por trabalhar bastante com crianças e jovens, tem sido algo com que me tenho debatido nestes últimos anos, até porque estou convencido que a criatividade, independentemente dos meios e da forma, existirá sempre.
27/11/2008
ao Nuno
de profundis
I
Navegando pelo mar, ausente,
perdido na razão contraditória de uma ficção real,
avisto uma paisagem que parece um sonho,
que me pertence.
Talvez?
Mas é imensa e real esta sensação,
de um lugar amplo onde o vento sopra,
acolhendo o corpo como um braço macio,
que penetra fundo,
envolvendo-o profundamente na confusão.
De repente, o mar cresce, atormenta-se,
baloiçando ainda mais a ténue convicção
desta imagem fantástica.
Raros são os momentos de tão pura harmonia,
em que os sentidos não são sentidos,
em que ser não é ser.
Ausência, total ausência.
Mas será assim?
Será possível?
No fundo é só um sonho,
o imaginário da ilusão
que inunda o corpo de sensações.
Mas depois há sempre um sinal qualquer
que estremece esta opinião...
Um pouco depois, vejo-me enrolado nas ondas,
mas já não estão revoltas,
simplesmente embalam-me, ternamente.
Eu confundo-me com o meu sonho,
se é que de um sonho se trata.
Súbito,
sem qualquer motivo,
afundo-me,
com tal rapidez que perco os sentidos.
Mas nos sonhos não se perdem os sentidos.
Acorda-se.
Estranho!
II
Que luz é esta que tudo ofusca
e não deixa ver nada,
estarei dentro da minha própria ilusão.
Que ausência é esta,
serei uma ilusão iluminada por uma clareza cega.
Mas lentamente começo a ver.
Que enorme alucinação!
Caberá tamanha alucinação dentro de um sonho?
Vejo um mundo de cristal
envolto numa grande bolha de água.
E eu perdido,
sem saber que caminho tomar,
mas noto não existirem caminhos.
Vagueio, vagueio sem sentido aparente...
Sem dar por isso,
encontro-me ao lado de pessoas
e parecem-me familiares,
mas não consigo distinguir feições.
Parecem demasiado envolvidas em algo.
Devagar começo a ver um pouco mais,
nesta claridade vislumbro alguma nitidez.
Parece que escrevem.
Canetas iguais à minha?
Porquê?
Estranho!
Apesar de confuso,
surge-me, nitidamente, a sensação
de que tudo é perfeito.
Desenrola-se tudo dentro de uma cadência
onde apenas a minha confusão diverge.
Que abismo é este?
Estarei dentro de mim?
Serei um estranho dentro de mim?
Entretanto, enquanto vagueio neste entendimento,
um mundo inigualável corre pelos meus olhos.
Como uma música de harmonias infinitas,
como um comboio vagaroso numa linha sem fim...
III
Desfilando calmamente,
como o comboio,
vejo pessoas, muitas pessoas,
com estranhas roupas,
parecem-me roupas antigas,
cada vez mais antigas.
Todas me parecem familiares,
as pessoas
e as roupas também.
Estranho!
Por fim,
apercebo-me que todas as pessoas
são imagens diferentes de mim próprio,
as caras, as roupas, os lugares.
O tempo é diferente,
mas sei que sou eu.
Apesar do total desentendimento dos sentidos,
reconheço, infinitamente,
o meu espírito dentro deste mundo.
Não sei se é sonho, ilusão
ou o que quer que seja,
mas o espírito vagueia,
ausente,
neste mundo
que não sei qual é.
26/11/2008
Esquizofrenia
Richey Edwards, dos Manic Street Preachers, foi, ao fim de 13 anos, declarado morto pelo tribunal. Esquizofrénico talentoso despareceu para não aparecer mais até hoje.
Infelizmente, sei bem o que é ter um esquizofrénico talentoso numa banda, quando partem a paz é maior mas a música não é bem a mesma.
Manic Street Preachers
Motorcycle emptiness
Para o Nuno com amor e saudade.
25/11/2008
hipocondriaco eu?
A hipocondria, do grego hypo- (abaixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até as vezes, à descrença nos diagnósticos médicos.
A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.
Wikipédia
Se nunca pensei padecer de doenças graves, a morte não é coisa que acompanhe muito a minha vida, as únicas obsessões que tenho são aquelas duas que sabes, mas também se podem chamar desejo ou vontade. Também sabes que a minha orelha de abano sempre foi motivo de troça, mas que eu sou o primeiro a rir disso, raramente me vejo ao espelho e tenho uma crença quase absurda nos médicos, embora passem anos sem visitar um.
Ansioso sou bastante, mas tirando uma excepção em 39 anos, sempre foi essa ânsia que me fez andar, querer, desejar, fazer.
Hipocondriaco eu, porquê?
24/11/2008
quem pediu?
Vaticano "absolve" John Lennon
Artigo do ‘L’Osservatore Romano’ elogia a banda britânica The Beatles.
Chegou ao fim a Guerra Fria entre a Igreja Católica e um dos maiores grupos musicais de sempre.
Notícia do Correio da Manhã
Já vou dormir mais descansado e o John Lennon, a arder no inferno, também.
The Beatles
Bad Boy
22/11/2008
álbum colorido
Quarenta anos depois do álbum branco um álbum muito colorido, venham mais quarenta.
The Fireman
Electric Arguments
Nothing Too Much Just Out of Sight
Lovers in a Dream
Two Magpies
21/11/2008
Loverman
A propósito deste Loverman, faz 4 anos que vi esta versão ao vivo em New York. Grande versão e grande concerto.
De resto tudo na mesma Cause I am what I am what I am what I am.
Metallica
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