04/06/2009
tempo que também pode ser time
Sinto-me a asfixiar. Desde que cheguei a Portugal faz cinco anos este mês, depois de alguns meses em Londres e cerca de um ano em Nova Iorque, de onde cheguei cheio de força, vejo-me na eventualidade de voltar a sair daqui. Não sou pessoa de projectos, deixo isso para engenheiros e arquitectos entre outros, mas faço coisas e gosto das coisas que faço, não porque ache que têm alguma importância, amanhã cai um calhau na terra e lá se vão as importâncias, mas, enquanto por cá se vai andando, não me apetece ficar, apenas, com a cabeça entre as orelhas a olhar o céu à espera que o calhau caia. Aqui é o que sinto, cada vez mais me vejo a espreitar por entre as nuvens à espera do nada e, apesar de tudo o que me prende e como para nada já chega o pouco que sou, apetece-me partir. Alguém muito próximo diz-me que quer ser feliz, a questão nem é essa, quero lá saber de ser feliz mas tentar seria bom. Na falta de sentido que esta vida tem, Portugal não faz sentido nenhum, é assim como uma espécie de fruta muito colorida e apetitosa mas que o veneno provoca uma morte lenta e dolorosa. Com a morte posso eu bem, a lentidão da dor é que já se torna um pouco pesada. Então preciso da distância, preciso deste divórcio, desta liberdade para poder amar ao largo e dizer, aos que ignoram, a mentira de que Portugal é uma terra muito bonita de gente boa, tornando-me assim mais português que os portugueses na hipocrisia que tanto prezamos e sofremos. Depois é o tempo que me fode, sempre o tempo, esse bastardo sereno e implacável em todos os segundos que tem. Olho para o passado e não vislumbro mais que algumas memórias, já falhadas na precisão e, até, nos sentimentos, o muito que esqueci não existe, o pouco que lembro é vago e difuso, vidas que já não sou nem me lembro de ter sido. O presente não é muito mais que um olhar para o ar a ver se não me falta a respiração e se o calhau não cai. O futuro é onde me fixo, onde sempre me fixei, é o espaço onde me fico e transformo, na certeza de que o futuro, além de não existir, cada vez está mais próximo fim. Assim sou eu nestes dias, asfixio neste tempo que desfaço. Resta-me a canção, aquela que, há 6 anos dedilhada no controle de entrada, me abriu as portas das Americas com um forte aplauso dos policias e todos os presentes. TIME It’s peace and it’s a fight It’s the dark and it’s the light It’s the sun and it’s the rain But it’ll never be the same It’s the grass and it’s the stone Losing hope like anyone It’s a joke and it’s a game But it’ll never be the same It’s the red and it’s the grey It’s a wall and it’s the way It’s the stars and it’s a shame But it’ll never be the same And it’s time, time, time It is love and it is kindness It’s so clear and it’s the blindness It’s the ice and it’s the flame But it’ll never be the same It’s the blue and it’s the black She is Rose and he is Jack It’s the world and it’s a shame But it’ll never be the same And it’s time, time, time I’m alive I’m alive
02/06/2009
29/05/2009
28/05/2009
27/05/2009
contemporâneo ou nem tanto
Isto é Portugal, no melhor e no pior, mais um grande retrato dos contemporâneos.
voltando a almada
O problema do pequeno comércio é o mesmo de todas as micro/pequenas empresas, ou a oferta/serviço tem mais qualquer coisa ou ninguém quer saber, esta é a realidade.
Medidas sérias terão de vir do governo, principalmente baixa de impostos.
A CMA fez uma campanha, a da cidade aberta, pela qual até deve ter pago bastante ao atelier do Henrique Cayatte, mas depois não se passa nada.
Claro que em casa onde não há pão todos ralham e etc, só que agora já não é de pão que falamos mas de migalhas. Um padeiro que conheço diz que existem pessoas a comprar duas carcaças por dia, já nem o pão se vende.
Este é que é o País real não aquele que se vai passear para o fórum.
21/05/2009
o que é que o Mexia tem a ver com isto
Hoje recordei-me de 2 bons professores que tive no 9.º ano, de física-química e biologia.
Lembrei-me do primeiro, um simpático homem de quase 70 anos na altura, por causa da frase "Já me tinha constado que vocês gostavam muito de ir aos anos uns dos outros", depois de um aluno ter dito que tinha de ir a uns anos. Do segundo, outro delirantemente simpático, lembrei-me por uma vez ao dar uma pequena régua a uma colega minha, a ter posto mais ou menos à altura da cintura mesmo ao centro onde se encontra aquilo que todos sabemos e ter dito "agarra na pontinha mas com cuidado".
Com estes 2 cromos muitas mais existiram, não eram bons, eram excelentes pessoas e professores também. Ainda bem que não era uma altura de queixinhas, meninos da mamã e gravadores.
Zeus me valha se o puto não é o Pedro Mexia, assim para o mais novo.
20/05/2009
almada
Vi, ontem, em quatro cafés de Almada, um cartaz com a frase Comércio Mal Apoiado, com destaque, em maiúsculas azuis, para CMA, numa crítica óbvia à Câmara Municipal de Almada.
Realmente, que interessa o facto de, nestes últimos vinte e tal anos, Almada ter passado de uma cidade dormitório para uma cidade com teatros, centros de exposições, bibliotecas, escolas, universidades, auditórios, piscinas, pavilhões desportivos, um razoável planeamento urbanístico tendo em conta a média portuguesa, saneamento básico coberto em mais de 90%, vários eventos culturais e desportivos, como o festival de teatro em Julho, o que interessa é o comércio mal apoiado, principalmente a quatro cafés seguidos, juntos num espaço de 40 metros, além de que, segundo sei, as leis que possam beneficiar as micro empresas, bem necessárias diga-se, são aprovadas no parlamento e não pelas Câmaras Municipais.
Oiço agora na rádio que as queixas são por causa do metro. Melhor ainda, que interessa os transportes públicos, o facto de este ser um meio de transporte menos poluente, mais prático, mais rápido, além de que os quatro cafés ficam a cerca de 1 km da linha do metro.
O pessoal não tem dinheiro para beber uma bica e a culpa é do metro, tá bem. E, já agora, será que nenhum dos proprietários dos estabelecimentos em causa se lembrou que quatro cafés num espaço tão curto era demais.
Querem criticar a Câmara, que o façam onde realmente ela falha, ou seja, nos compradios, apadrinhamentos e pseudo-concursos, mas, apesar desse lado tão português, pelo menos trabalham.
13/05/2009
ai Jesus
Depois de um cigano anormalmente racional e com o bonito nome de Flores, o meu Benfica prepara-se para trazer a Nossa Sra. do Caravaggio ou mesmo Jesus himself. Parece que o Rui Costa ainda está a tentar Deus, mas não só o passe é muito caro, como este lhe respondeu que não se quer meter em mais alhadas.
Haja fé.
12/05/2009
mais uma viagem
Ontem, em mais uma viagem a Coimbra, um pouco mais do mesmo.
Se sem chuva a nossa condução é o que é, com tudo molhado as estradas tornam-se autênticas pistas de skarros de choque, o que sendo mais perigoso é também mais divertido, então se for com um "Chama o António" em versão disco-feira ainda melhor.
Apesar de tudo passei fino, por entre skarros desalmados e umas coisas estranhas de colete amarelo ou laranja a passar nas pontes, que a minha namorada garantia serem peregrinos, a quem eu contradizia que não eram peregrinos nenhuns, mas sim devotos, em marcha pelo poder, daquela senhora daquele partido novo, acho que a Nossa Senhora Laurinda. Enfim, por volta da uma e qualquer coisa já estava sentado num restaurante simpático em Pombal, onde gosto de regressar, a comer uma açorda de ovas e a beber um Alento muito bom, sempre tinto seja peixe ou carne, mariscos já é outra conversa.
Como é hábito o serviço naquele espaço é eficiente e com grande simpatia, mas ontem até os clientes eram de uma amabilidade extrema, ao que não devia ser alheio o facto de a minha namorada andar de andarilho, ainda em recuperação de uma cirurgia que fez há um mês, e ao facto de terem todos ar de revolucionários do tal partido e, pensarem que, por causa do andarilho, também éramos devotos em marcha pela Nossa Senhora Laurinda na procura de um qualquer milagre. Mas não, como não somos interesseiros, íamos só ao nosso senhor Prof. Dr. Abel Nascimento mostrar umas radiografias para saber se podia começar a fisioterapia.
Acabado o almoço, com algum Alento mas não muito para não sair da estrada, resolvi fazer o restante caminho pela Nacional 1, também conhecida pela Scary Movie Road. Nisto, desato a ver centenas de revolucionários com paus, cajados, todos fardados a rigor, com aquelas cores berrantes para quê armas, a vitória é nossa, aliás deles. Ainda pensei que tentassem converter umas senhoras muito simpáticas que estavam, calmamente sentadas, a ver os carros passar só para os cumprimentar mas não, a fúria revolucionária era tal que não paravam por nada.
A minha namorada insistia com os peregrinos, e coitados, e que não tenho fé mas respeito, e que os condutores tinham de ter cuidado redobrado e mais não sei quê. Eu só lhe dizia que não respeito muito o respeito, defeito da geração reguadas, e que se acontecesse algum despiste triste, não seria mais que a vontade de uma nossa senhora qualquer, mas que tinha fé que não, pelo menos comigo a conduzir.
E consegui, a minha fé foi maior que qualquer vontade macabra de uma nossa senhora, cheguei a Coimbra pouco depois.
08/05/2009
Verdi
O meu primeiro contacto com a música clássica deu-se através de uma série sobre Verdi, devia ter por volta de uns 11 anos. Lembro-me que não perdia um episódio, via tudo com uma atenção e um sentir assim género Clearasil, absorvia e voltava a absorver.
Se a vida do homem me parecia fascinante a música ainda parecia muito mais, um mais tão forte que me transportava para espaços amplos onde, apesar das tragédias, tudo era belo e superior. No fundo é como a vida, de tragédia em tragédia a brisa fresca depois de um mergulho num dia quente vale o empreendimento.
Com o Verdi senti essa brisa muito cedo.
Ainda hoje é assim.
05/05/2009
04/05/2009
I'm so sorry
Sempre pensei que desculpas era coisa de criança.
- Bateste no menino, seu mauzão, agora vai lá pedir desculpa, imediatamente. Já pediste, assim é que é. Ele desculpou, sim, óptimo, então agora já podes bater outra vez.
Estamos entregues aos bichos.
Why do you come here?
And why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
Why do you telephone?
And why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
You had to sneak into my room
'just' to read my diary
It was just to see, just to see
All the things you knew I'd written about you
And so many illustrations
I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now
It was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay...
28/04/2009
The Voice
A voz, esse instrumento único, na altura nem sabia que a voz era um instrumento e não percebia porque é que aquele homem era a Voz, mas era e ainda é.
Neste momento, em que nascem vozes como cogumelos em karaokes de luxo que chegam a milhares de pessoas de forma fria via internet, temos tendência a pensar que vozes há muitas. E há, voz é que é um pouco diferente.
Uma voz não pode nascer em programas manhosos, uma voz transporta uma vida, os sucessos, os momentos altos mas, principalmente, os baixos e o fracasso ou, ainda melhor, a normalidade de tudo isso cantada como se fosse um respirar fundo antes de um copo de água fresco.
Nesta Voz comecei, muito novo, a respirar tudo isso.
Ainda hoje é assim.
22/04/2009
16/04/2009
and I love her
O álbum vermelho e o álbum azul dos The Beatles eram outros discos que me deixavam prostrado horas agarrado ao gira-discos, agarrado é o termo certo.
Do primeiro, o vermelho, existia uma música à qual a agulha voltava vezes sem conta, não me lembro porquê mas sei que voltava. De inglês só sabia que love era amor, mas era novo demais para o amor excepto o que sentia pela aquela canção.
Depois dessa primeira fase, com o tempo e a insistência, os sons mais estranhos do azul foram penetrando mais profundamente, como aquela frase batida em que primeiro estranha-se depois entranha-se, e entranhou-se fundo.
Tão fundo que ainda hoje respiro aquelas melodias.
04/04/2009
fly me to the moon
Outro LP que o meu pai tinha era um disco do Nat King Cole, diziam-me, na altura, que King era Rei.
Quando ouvia aquela música parecia-me mesmo música para Reis e imaginava palácios, salas cheias de mulheres com vestidos elegantes, tão bonitas que o meu coração saltava para dentro daquelas salas. Já adulto, com as mãos aquecidas naquela voz quente, uma agarrava outra mão e a outra passava nas costas húmidas parando na cintura, dançava.
Com o tempo os dois pés esquerdos fizeram a devida descida para realidade, mas aquela voz insistiu e continuou a fazer o que sempre fez.
Ainda hoje é assim.
03/04/2009
all I really want to do
Não, não fiquei encalhado no passarinho(a).
Uma semana em Coimbra a tratar de assuntos muito importantes e, apesar do portátil, pouco fui a net, mas, pela primeira vez, não senti falta nenhuma.
Muitas vezes penso que se pudesse fazer a vida que gostava, o tempo que me sobraria para a net seria escasso.
Sempre fui mais do fazer.
27/03/2009
26/03/2009
what have i done to deserve this
Um gajo fica prostrado em casa com uma gastroenterite deprimente, põe-se a ver os canais de documentários e no Odisseia é o gelo que está a derreter todo, mudo para o Discovery e são os Vulcões, no N. Geographic são os furacões, volto ao Odisseia e agora já são os asteróides que podem foder isto tudo, ainda por cima passou um aqui perto recentemente.
Já sabemos que somos muito pequeninos, mas também não é preciso estarem sempre a lembrar-nos disso.
Fica aí um teledisco onde, de vez em quanto, aparecem umas miúdas giras. Menos mal.
suzanne
Outra música que andava lá por casa na altura era esta, e eu ouvia voltava a ouvir e ouvia outra vez. Não fazia a mínima ideia do fascínio por esta música, uma voz morna, monocórdica, repetitiva como uma lengalenga. Tudo muito sóbrio e morno menos aquele impulso de a ouvir novamente.
Aprendi com o tempo?
Não.
Ainda hoje é assim.
25/03/2009
era um redondo vocábulo
Mais ou menos na mesma altura, por volta dos 9 anos, o Venham Mais Cinco era um LP que estava sempre a tocar lá em casa. Apesar de gostar de todo o disco, esta música assombrava-me, quando digo que me assombrava não é só no sentido do deslumbramento, assombrava-me mesmo, especialmente a parte dos coros ia comigo para a cama e sonhava, ainda acordado, com sombras agrestes e tinha medo e queria entender.
O que seriam sombras agrestes?
Seriam aquelas harmonias que me enfeitiçavam?
Ainda hoje não sei.
PS: Parabéns ao autor das imagens.
24/03/2009
good vibrations
Quando era puto, p'ra aí 9/10 anos, e o meu pai punha este 45 rotações a tocar, eu pensava que esta música vinha de outro planeta.
Oiçam lá se isto não parece de outra galáxia.
Ainda hoje tenho dúvidas.
23/03/2009
pancadas
Como adepto do Benfica, penso que o meu clube devia oferecer a taça da liga ao adversário Sporting, indigitando para essa entrega, junto com um curso de como defender e marcar grandes penalidades, o Quim e o Cardozo, mas na condição de ser o Pedro Silva a receber o caneco.
O Cardozo explica. É assim pá.
Lloyd Cole
Quando tinha 18 anos vi o Lloyd Cole no pavilhão do dramático de Cascais, ainda me lembro desse concerto como se tivesse sido ontem, principalmente este Forest Fire com que acabou, numa versão mais longa e cheia de guitarras em feedback no solo final.
Parece que o homem só tem 114 fãs, fã não sei se sou mas gosto muito dele, até porque quando o conheci revelou uma simpatia ímpar.
Esta versão ao vivo não será a melhor mas foi a única que encontrei.
19/03/2009
Lento, tento ultrapassar
Em mim aquilo que sou
Como a brisa que passou
E me disse a sussurrar
A natureza que são as coisas todas
Leva o tempo que o tempo faz
Assim, perco e ganho a paz
Como o cair perene das folhas
Lento, tento ignorar
Em mim o sono que despertou
Como o sonho que acordou
E me disse a sussurrar
A vida que é tudo o que temos
Leva o tempo e o tempo traz
Assim, perco e ganho a paz
Como tudo o que ganhamos e perdemos
Lento, tento aproximar
Em mim a alma que sou
Como o espírito que voou
E me disse a sussurrar
O amor que são as coisas que fazemos
É todo o tempo que o faz
Assim, ganho sempre a paz
Como a eternidade que queremos!
Insónia: FIM
Depois do estado civil o insónia também fecha as portas, num texto onde o Henrique escreve claro e com a frontalidade habitual.
Alguns apontaram-lhe defeitos e fizeram birras, sendo a principal acusação a de vaidade, nunca percebendo que essa vaidade era um orgulho mais que justificado no facto de não fazer favores a ninguém, nem aos amigos ou pseudo-amigos ou, ainda, amiguinhos se preferirem, quando digo favores sabem a qualidade e o tipo a que me refiro.
Não sou advogado do Henrique, nem tão pouco o conheço pessoalmente, nunca quis nada dele nem ele de mim, nunca lhe enviei o que escrevo nem a minha música, embora se o fizer não vou querer mais do que a tal frontalidade tão rara e subestimada nos dias de hoje.
Fartou-se, está cansado, é normal, este País cansa, deixa-nos demasiadas vezes a falar sozinhos, corta-nos as pernas e o pensamento, senão pela inércia contorna pela mediocridade ou apanha um atalho pela inveja banhada em hipocrisia.
Neste momento, também estou a prolongar um limite, não deste blog, nunca dei tanta importância à blogagem como o Henrique, até por falta de empenho e talento (às vezes gosto mesmo mais de coçar os tomates), mas de um sonho que entendi concretizar quando regressei dos EUA cheio de força e vitalidade, com bastante prejuízo para mim e para os meus. Apesar do esforço enorme nestes 4 anos, a mediocridade e, principalmente, a hipocrisia estão prestes a arrebatar-me para saltar daqui para fora outra vez, preciso urgentemente de uma injecção de adrenalina e, sobretudo, dinheiro que sei não ser aqui que encontro.
Portugal é mesmo triste.
18/03/2009
16/03/2009
28
Well we know where we're going, but we dont know where we've been
and we know what we're knowing, but we can't say what we've seen
and we're not little children, and we know what we want
and the future is certain, give us time to work it out
we're on a road to nowhere, come on inside
we'll take that ride to nowhere, we'll take that ride
feeling ok this morning, and you know
we're on a road to paradise, here we go, here we go
we're on a ride to nowhere, come on inside
taking that ride to nowhere, we'll take that ride
maybe you want me while i'm here, i dont care
even when time isnt on our side, i'll take you there, take youthere
we're on a road to nowhere
we're on a road to nowhere
we're on a road to nowhere
there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright
and its very far away, but its going day by day and its alright, baby its alright
would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright
they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you,and its alright, baby its alright
there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright
and its very far away, but its going day by day and its alright,baby its alright
would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright
they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you, and its alright, baby its alright
we're on a road to nowhere
we're on a road to nowhere
we're on a road to nowhere
we're on a road to nowhere
15/03/2009
Perdi-te e perdi-me, agora, na abstracção que interpreto.
Nesta madrugada tardia, fria, sombria, vazia,
onde me perco a ver viver o que não vivo,
a não ser em sensações e pensamentos que me obrigam.
As palavras não param procurando uma quietude racional,
assim aniquilo-me, fingindo um renascimento que não sinto,
um despojamento que, mais do que vejo e penso, é o que sou.
Invisível absolvo a vida, que serena corre obstinada.
Despojado de mim, faço-me nesta abstracção que interpreto.
Entrego-me a uma liberdade tão casual como virtual,
rendendo-me à desolação isolada da solidão erma,
construindo teias emaranhadas de um nada que não controlo.
Nesta aflição, onde agonio, deixo a simpatia que não tenho,
troçando alarve da insignificância que figuro.
Não sou mais que um molde destroçado de mim próprio,
uma matriz sem regras que não o desespero,
que dissolvo em opostos pragmáticos da razão.
Tanto logro que liberto na prisão em que estou.
E, como sempre, ela volta, essa puta.
Cheia de manhas e artimanhas nas manhãs que não tenho,
nas tardes que tardiamente tardo em encontrar,
nas noites claras que anseio e não descubro
e madrugadas onde perdido me desassossego.
Sempre sem piedade, dó ou compaixão, esta ditadora ávida,
que, com devoção, me mostra o precipício que aparento,
principiando um fim que não antevejo porque o represento.
Rumo ao nada que sou, mais um empurrão da puta.
Deliro perdido, sem o barco que não vem e o vento que me leva.
Derivo à deriva em demanda de mim próprio,
vencido pela fraqueza franca que sofro e suporto,
pela intimidade solitária da solidão que vivo e faço,
pela certeza pragmática de uma razão teimosa.
Aqui estou e assim me afiguro, num voo perpétuo,
de fragilidade obtusa,
de perda irreparável,
de arrependimento irremediável,
de remorso obstinado,
de consolo conveniente,
de contrição penosa,
de entrega sublimada,
de poesia fingida,
de fracasso decifrado.
Nesta diluição infrutífera sou um porto sem barcos.
Neste vento divago, prostrado, sem rumo e felicidade.
Assim, contemplativo, diverge todo o meu ser, corpo e alma.
Amanhã vou passear, desentorpecer as pernas e o espírito.
14/03/2009
I confide to anything
So I have to hide from everything.
Everybody wants a piece of me.
Rinse the origin and cease to be
Sit back and let it happen,
Let us take your time away
I don't understand you.
I don't want your time of day.
If you're gonna walk, might as well walk your way,
Always walk the whole ways,
Forget the punk, I pack the funk.
I'm gonna take a piece of you.
Making money for good health, but first I learn to see myself
You've promised me poems
I rue the day that I ever met you,
And deeply regret you getting close to me.
I cannot wait to deeply neglect you,
Deeply forget you, Jesus believe me,
You promised me poems.
You might have been my reason for livin'
I gave up ungivin', gave up everything.
We were a right pair of believers
A couple of dreamers, so how come
You hate me?
You promised me poems
Dreamed of ringing voices,
They contemplated choices.
Taste like a rare kiss,
To heighten my awareness.
With all fairness, greatness, with gratitude.
And simply rhymes with attitude
Now do promotion and TV, and ya still can't see. We
Down the hill cascade
And keep away the masquerade,
Dreamed of ringing voices,
And you promised me poems
13/03/2009
coisas impossíveis
Como se não bastasse a proliferação rasca, em versões mais ou menos parecidas, de "yes we can" por todo o lado, ontem veio o Rui Mandela Lincoln Santos comparar a defesa da introdução das novas tecnologias no futebol à luta contra o apartheid e escravatura nos EUA.
Mas que gente é esta que anda nas nossas TV's.
12/03/2009
O som pegou na memória e embalou-a dilacerando-a,
desprevenido, aviltei o desassossego sossegado que gozo,
emprestando uma ânsia ansiosa à ânsia que faço.
De repente afundo-me, ainda mais, a pique,
perco-me dentro de tudo o que sinto que sou,
falho todas as ideias e, também, os sentidos, menos aquele,
que é passado,
que foi exclusivo,
que é tristeza,
que foi alegre,
que é definido,
que foi feito,
que é recordação,
que foi lugar
e que é presente.
Nesta memória abrem-se gavetas fechadas de sentimentos,
daqueles reles, vulgares, sem apelo, sem paisagem, sem nada.
Só o som que o ar traz.
10/03/2009
mais psicopatias
O primeiro quer-nos a pão e água, os segundos restaurar a confiança para consumirmos mais.
Eu vou pelos segundos se não se importam, todos os domingos bebo um chá de camomila, café já era por causa da ansiedade, e um bolo de arroz aqui na pastelaria da esquina. Ao primeiro peço desculpa pela extravagância, aos segundos prometo que se financiarem a fundo muito perdido começo a comer dois bolos em vez de um.
psicopatias
Como se não bastasse o fds, ontem foi mais um dia de parvoíces e grande baboseira generalizada.
O Medina Carreira continua a saga da miserabilidade, por ele era tudo posto a pão e água (não sei se ele também) para recuperar a economia, quando recuperada já poderemos, pelo menos, por manteiguinha, inha mesmo. Lá chegaremos, pá, com a tua ajuda, eu aqui já comecei, nem ponho manteiga na torrada que ando de caganeira.
Depois, curioso, vi o 2.º episódio da série Prolongamento na TVI24. Achei aquele actor de cabelos brancos, com pronúncia do norte, muito bom, embora o argumentista que lhe escreve as deixas me pareça demasiado embrenhado num humor negro, assim tão escuro tão escuro que me provocava um grau elevado de permanente ansiedade, ao mesmo tempo que um riso absurdo quase demoníaco me saltava do rosto. E só me lembrava de uma frase que o meu velhote diz desde que nasci "Chama-lhe puta, antes que ela te chame a ti." E ria mais.
Tentei acalmar o riso angustiado com a sapiência dos convidados do Contras com os Prós, mas ou eu ando maluco ou aquela gente é mais bolos, tortas, brioches ou qualquer coisa assim, porque crise é mentira. O espanhol então quase que me matava a rir quando disse que Espanha estava pior que esta coisa à beira-mar plantada, como farto de humor negro já eu estava fui para a cama acabar o Psicopata Amaricado, aliás Americano, que merda de livro este, mas comecei acabo.
09/03/2009
coisas sérias
Fiquei ontem a saber que o meu avô paterno recebeu indicações, pelo PCP, para matar um polícia, daqueles que gostavam de ser ainda piores que os pides. Respondeu que isso não fazia.
Falta de coragem não terá sido pois imprimia e distribuía o jornal Avante, tendo sido preso e levado umas porradas valentes por isso, nunca denunciando ninguém. Só me resta a questão humanitária. Existe alguma mais importante?
Mas fica a dúvida, o mundo não seria melhor e mais humano sem aquela pessoa?
futebol, crise, solteiros e casados
No Sábado tive um dia santo e deu-me para ver futebol, enquanto via o jogo do Real com o Atlético de Madrid ia passando pelo Sporting x Paços Ferreira, para ver o que se passava.
Foi deprimente, no primeiro jogava-se futebol a sério, com velocidade, profissionalismo, muitas oportunidades de golo, garra e, principalmente, sem paneleirices nem repetições infinitas de lances duvidosos. Quando mudava, via jogadores a caírem porque o adversário soprava, jogo sempre parado com faltas e discussões, repetições constantes de lances banais, a velocidade era como sair de uma corrida de fórmula 1 para a Volta a Portugal em triciclo.
Este exercício, involuntário, foi esclarecedor e, como se não bastasse, em Portugal vimos um estádio vazio de gente carrancuda, em Espanha estádio cheio de gente alegre, porque isto no que toca a crise, apesar de mundial afecta mais uns mundos do que outros.
Acabei bem a noite, com uma soberba estética no canal 2. 2001 Odisseia no Espaço é um filme impressionante, não existe um plano falhado, não existe uma imagem onde fique a sensação que o realizador podia ter feito melhor, as cores, os alinhamentos, a música, tudo é perfeito, que infelicidade nunca ter visto este filme no cinema. A Laranja Mecânica já não deu para rever.
Domingo de manhã, os meus putos do andebol continuaram a senda de vitórias, a semana passada foi o Sporting e desta vez o Loures, por uns esclarecedores 28-4, como o jogo foi em casa e tínhamos o pavilhão livre, os pais resolveram fazer uma espécie de solteiros e casados que, pareceu-me mais ao nível do derby espanhol, tal era a rapidez com que ficávamos exaustos, este escriba desajeitado ainda meteu 2 golos, mas não estava lá nenhum olheiro do SLB.
O que já não esperava, era assistir a outro solteiros e casados à noite, sendo que os casados eram de certeza os de vermelho, cada vez que tocavam ou não tocavam na bola pareciam-me mais preocupados com as fraldas que tinham para mudar. A excepção foi o Aimar, esse parecia mais preocupado pela possibilidade de vir a ser avô, vá lá que ainda conseguiu dar uma valente bengalada na bola, só possível naquele minuto de jogo.
Nem o glorioso me salva, vou mas é para Espanha.
06/03/2009
ouvido na escola
"Vai lamber a cona de uma mulher."
Aluno com 9 anos para outro puto depois de levar um pontapé.
04/03/2009
03/03/2009
on the verge of the word encore
on the verge of the word XXI
Fotografia: M
Apetece-me terra que me apetece ser e a pertença ao lugar onde estou.
Ser todos os grãos de vida que não é e o magma perene de solidão.
Destruir o abismo de medo, o desassossego e, também, os conceitos e preconceitos, os desenganos e desesperos, as angústias e os devaneios, as alegrias temperadas em sal insonso, ou as mágoas todas que sou e faço.
Adubar-me do nada que não sei e transformar esta vida que tem que ser, porque existe, no lugar terra a que pertenço.
Angel calls on me set to take me out, angel with no face. the end of the line; beginning of time, a matter of faith. I see all my friends from distance afar on another plane, mourning over me: a sickness of heart - a sense of betrayal. have you seen the twilight close so slow.. (I rose over them so light). men in black suits dressed – cold soft wood and marble silk, to take me away. no heaven or hell. the memory behind lingers on a face.
02/03/2009
on the verge of the word XX
on the verge of the word IX
Fotografia: MP
Volto ao passeio sem calçada, na apatia sou mais um entre muitos,
mas sei, que do alto do Empire State Building,
não fui mais que uma Midletown de mim próprio.
Look at me look at you
Inside the House of Blues.
Without faith or control,
Breaking out in our soul.
Look at me look at you
Losing hope in the House of Blues.
Cracking out – drift away,
With no means or words to say.
Will you take me out tonight?
Shall we dance the blues away?
Will you take me out tonight?
So please, show me that we can.
Look at me look at you
In this House of lonely blues,
Without style or even grace,
Drowned in time and out of space.
Look at me look at you.
This is an empty House of Blues
Where the song is the same,
Always blue in this lost game.
Will you take me out tonight?
Shall we dance the blues away?
Will you take me out tonight?
So please, show me that we can.
28/02/2009
on the verge of the word VIII
Fotografia: MP
Preciso da ausência que sou,
e de todos os sonhos onde faço o sonho que prefiguro,
arrebate falhado de um espírito inconsequente.
Esvoaço sem tino, sempre ausente nesta ausência que sou.
Oh wert thou in the cauld blast,
On yonder lea, on yonder lea,
My plaidie to the angry airt,
I'd shelter thee, I'd shelter thee;
Or did misfortune's bitter storms
Around thee blaw, around thee blaw,
Thy bield should be my bosom,
To share it a', to share it a'.
Or were I in the wildest waste,
Sae black and bare, sae black and bare,
The desart were a paradise,
If thou wert there, if thou wert there.
Or were I monarch o' the globe,
Wi' thee to reign, wi' thee to reign,
The brightest jewel in my crown
Wad be my queen, wad be my queen
http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Burns
27/02/2009
on the verge of the word VII
> Fotografia MP
Ao vento conto segredos, em sigilo disfarçado resguardo-os
e disperso-os em grãos finos de areia fina.
E as dunas embalam-me.
No céu escrevo cartas, todas as cartas com todas as letras que encontro,
cartas de paixão e amor, enrolo-as em metáforas papel e sopro.
E o céu abre-se.
Nesta ausência feita de sonho construo a eternidade.
Slow down, you’re innocent and frail,
Words may make you fail,
You’re green before the world.
Limitless in pain but precious just the same,
Life’s from skies above.
Easy, you know my life is yours;
You’ve heard it all before.
It’s true – can’t be denied.
Limitless in pain, life’s a dying game,
You’ll play it well I’m sure.
You’ll learn sweet Love from scratch,
You’ll scream and dream and laugh,
And then you may come back
and do it all again.
26/02/2009
on the verge of the word VI
Fotografia: MP
Sempre este desassossego que levo e trago em mim, só, sozinho,
sem barco, sem partida, sem porto, sem chegada.
E tu no outro lado a rir.
You look at me and see my soul,
See my mind, feel my soul.
Eager in your world beneath,
You take no care, you take no heed.
Centered in your own belief,
You disrespect what I may feel.
Irreflected and unreal,
You spin my world into ordeal.
Stay with me now, every single day, every single way;
Stay with me now, and make me believe I am more than just a game.
Using and abusing fate,
One night stands
All seem ok.
20 years passed on this way
You look behind, now it’s too late.
Stay with me now, every single day, every single way.
Stay with me now, and make me believe I am more than just a game.
With me now, and depend on me, and make me believe.
Stay with me now and hang on to this,
That will always be like this.
on the verge of the word V
Fotografia: MP
Neste abismo de ânsia e desassossego que sou,
marina o tédio que sinto em mim.
E o vento que os leva, quando chega?
Tonight you can hate me,
I know that you have to.
In this war you might beat me
‘cause I feel that you have to.
Temporarily, I forget the emptiness,
Looking for myself in your soul.
Tonight nobody loses:
There ain’t no lies,
There ain’t no tears
to hold on to.
In this war there’s no surrender.
We feel rage but there are no fears.
Temporarily, I forget the emptiness,
Looking for myself in your soul.
25/02/2009
Não queria interromper esta série on the verge of the word, mas preciso de dizer isto. Apesar de ter achado o slumdog um bom filme, o facto de este ter ganho as principais estatuetas ao Beijamim só pode ser anedota.
Assim, quase que fico com vontade de concordar com os escatológicos.
Não adianta nada mas fica registado.
on the verge of the word IV
Fotografia de Mafalda Paiva tal como as anteriores
O mundo é esta roupa que visto e me cai mal.
Assim, procuro a simplicidade,
o breve momento em que me confundo
com uma gota húmida do orvalho!
All you wanted was my name.
All you wanted was to feel insane;
And we walked and we drifted all night long.
And we talked and we drifted all night long:
The rain came down on me
All I wanted was the same:
All I wanted was to burn in flames.
And we spoke, and we waited until dawn.
Then we woke and we listened to some songs.
The rain came down on me.
The rain came down and set me free;
The rain came over, made me stronger, set me free.
The rain came down on me.
All I wanted was your name;
All you wanted was to feel insane;
And we walked and we drifted all night long.
And we talked and we drifted all night long:
The rain came down on me.
The rain came down and set me free;
The rain came over, made me stronger, set me free.
The rain came down on me.
24/02/2009
on the verge of the word III
Apetece-me partir de mim, sem volta que não a ida.
E se no caminho todos os passos se apagarem,
e se na chegada todos os pensamentos se perderem,
será que aquele que de mim parte nunca terá existido?
All you motherfuckers have been wrong:
Put a weight on me, left me to drown.
I’m not going down
All you senseless bastards, all you crones
Put a weight on me, left me alone.
I’m going home.
All the times I needed you were gone;
Every cry for help was so forlorn
But I pushed along, pushed along…
In time you’d feel so fine,
(It was so much more than fine –
‘cause in that time you’d feel Love shine)
There was so much more to find
So alone, on my own, or so it seems.
All you MF have been wrong:
Put a weight on me, left me to drown.
I’m not going down
All the times I needed you were gone;
Every cry for help was so forlorn
But I pushed along, pushed along…
In time you’d feel so fine,
There was so much more to find.
In that time you’d feel just fine
There was so much more to find.
So alone, on my own,
I just play it again, play it again on my own
This is the end, or so it seems,
The end.
23/02/2009
on the verge of the word II
“Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer”
Fernando Pessoa
Fill the blanks with your eyes
In a picture full of light.
Draw this life in red and blue,
A trace of blood that is you;
In the sky, asking why.
Don’t stop this flow in vain
Copy that picture again and again.
Draw this life in red and blue,
A trace of blood that is you;
In the sky, asking why.
Don’t you care about grace?
Just take your place.
Don’t be scared, it’s just you in red and blue.
Seal the pages, off your pride.
In a picture you can’t hide;
Blow the silence through the rain;
Whisperings / shouts beneath the blame
Asking why, under the sky.
Don’t you care about grace?
Just take your place.
Don’t be scared, it’s just you in red and blue.
Feel your feet over the ground;
This moving image ain’t no sound;
Silent picture of you,
Traces of red and blue.
Don’t you care about grace?
Just take your place.
Don’t be scared, it’s just you in red and blue.
22/02/2009
on the verge of the word I
Diz-se que uma pessoa que viva o suficiente acaba por ver passar os cadáveres dos seus inimigos, a verdade é que dos amigos também, e se existe alguma certeza nesta vida, a perda é o certo centro dessa certeza…
Words are just words,
Left in the paper,
Written anywhere;
And you know no one cares.
Words are surreal,
Spoken in the air;
And you know you don’t care.
There are stars in the sky shining for you;
There are stars in the sky, they’re shining for you;
There’s an angel in the sky, for you.
There’s a song in the sky, for you.
…e não existe solidão maior que perder alguém que queremos.
Words are just words,
Left in the paper,
Written anywhere;
And you know no one cares.
Words are surreal,
Spoken in the air;
And you know you don’t care.
There are stars in the sky shining for you;
There are stars in the sky, they’re shining for you;
There’s an angel in the sky, for you.
There’s a song in the sky, for you.
…e não existe solidão maior que perder alguém que queremos.
21/02/2009
20/02/2009
terra
Ainda nessa festa do avante lembro-me que depois dos Faiport Convention, a caminho de qualquer lado, vejo-me noutro palco a assistir a cantares alentejanos, passado um pouco pedi ao meu pai para ir embora que aquilo era uma seca. Um homem atrás de mim, barbudo como se usava na época, começou a dar-me uma lição da importância e significado daqueles cantares para as pessoas, de história, tradição, raízes, tudo com uma clareza e simplicidade de discurso que, apesar da tenra idade, ainda hoje não esqueci.
Fiquei até ao fim aprender a importância do que via e não custou nada.
PS: Entretanto já me esquecia, esta estória a propósito de ainda ficarmos espantados por sermos um país de queixinhas, de pequenos déspotas, moralistazinhos e, agora mais que nunca, de verdadeiros saloios.
coisas boas
Um dos melhores concertos que vi na minha vida, Fairport Convention na festa do avante, era uma criança imberbe de cerca de 9 anos. Mas lembro que foi no Jamor e não parei de saltar com o meu pai e o meu irmão ao lado.
save what you can
Estamos prestes a entrar na fase do salve-se quem puder.
Well it doesn't look much like we'll see the new year
Cos all the bright young faces are here
And I can't see us rising to their occasion any more
No, not their Christmas cheer
Time is against us, even love conspires to disgrace us
And with things being what they are ...
Yes and things being what they are
Oh my friend, we used to walk in the flames
Now somebody's taken my arms
The shadows are taller you're missing your halo
With your face in the half-light you look like a stranger
You made me catch my breath just then
You made me catch my breath
Is that you... is that still you?
If you cannot run, then crawl
If you can leave, then leave it all
If you don't get caught, then steal it all
If you don't get caught. then steal it all
Steal it all
The final time we touch
I watch as you enter the church
You turn and you wave, then you kneel and you pray
And you save of yourself what you can save
If you cannot run, then crawl
If you can leave, then leave it all
If you don't get caught. then steal it all
If you don't get caught. then steal it all
Steal it all
And between ourselves, and the end at hand,
Save what you can
19/02/2009
californication
Hoje começa a série californication no canal fx, às 23.10 h., se a segunda temporada for tão boa como a primeira é de não perder.
18/02/2009
casamentos
Casamento homossexual incestuoso poligâmico, isso é que era um grande copo-de-água e uma rebaldaria na noite de núpcias, o que vale é que ficava tudo em família (boa matéria para os contemporâneos).
A parte homossexual dispenso, infelizmente o corpo de um homem excita-me tanto como uma parede, mas a parte da poligamia agrada-me.
A palavra homossexual é bonita porque é que insistem no gay, palavra feia, mesmo feia.
Mais a sério sigam estes links.
Insónia: CONTRA O CASAMENTO e depois sigam o link da adenda
16/02/2009
o vira do minho
A minha filha foi ao Gerês passar um fim-de-semana dos namorados. Ontem quando chegou disse-me que gostou mas aconteceu um episódio engraçado, quando chegou depois das 3 da tarde sem local para comer, foi a um café e pediu um pão de leite com queijo e manteiga pelo qual lhe pediram 5.50 €, claro que filha de quem é, perguntou se estavam a brincar com ela, então o dono disse para ela dar o que quisesse, deu 2 € e bye bye.
E assim continuamos nós portugueses, iguais a nós próprios.
professor ppz
Lembram-se do meu texto das superstições, meditismos e quejandos, não dos avós com a quarta classe, mas gente com cursos superiores. Agora, inesperadamente, aparece um Pacheco Pereira messiânico, qual Zandinga a prever que o clube de azul vai ser campeão.
Exmo. Dr. PPZ o que prevê já me aconteceu a mim e a muitos, que nos próximos anos vai acontecer a mais não é novidade, portanto esse preto não me assusta. Anedótico é querer parecer que só o desajeitado Sócrates tem responsabilidades. Como é que o primeiro pacote de dinheiro comunitário, Cavaco primeiro-ministro, foi aproveitado, e os outros depois e este agora, o preto só tem andado mal disfarçado de um pantone que resvala entre o cinza desbotado e um verde fé parva em não sei quê.
Esperem, afinal nem tudo é negritude, ao longe vejo uma luz. Quem será?
É um avião, é um raio, é um meteorito, será uma estrela?
Não, é a Manuela Ferreira Leite, ufa estamos salvos!
15/02/2009
slumdog
Slumdog é um bom filme porque tem uma boa fotografia, realização, uma edição e direcção de actores excelente e, por fim mas mais importante, a estória é bem contada.
O resto interessa-me pouco.
o que vale
Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I heaven't got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see lights
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because is not my home, is their home
And I'm welcome no more
And if a double decker bus
Crashes into us
To died by your side
It's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To died by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine
Take me out tonight
Oh, take me anywere, I don't care
I don't care, I don't care
And in the darkned underpass
I tought 'Oh God, my chance has come at last'
But then a strange fear gripped me
and I just couldn't ask
Take me out tonight
Don't take me anywere, I don't care
I don't care, Idon't care
Driving in your car
I never, never want to go home
Because I heaven't got one, no, no
Oh, I heaven't got one
And if a double decker bus
Crashes into us
To died by your side
It's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck
Kills the both of us
To died by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
There is a light that never goes out
And if a double decker bus, crashes into us
To died by your side it's such a heavenly way to die
And if a ten ton truck, kills the both of us
To died by your side, well the pleasure and the
privilege is mine
There is a light that never goes out...
everyday is like sunday
Acordar tarde e ir à fnac comprar um jogo da nitendo para o puto, pagar o gás e pôr gasolina.
jogo: 39 €
gás: 22 €
gasolina: 20 €
Total: 81 €
Mais uns trocos para café, bolos. Se de tarde for ao cinema vão 100 €, não me parece já são excentricidades a mais, o melhor é ficar a coser meias.
Afinal, não foi só o Salazar, isto continua tudo fodido.
Haja fé!
Trudging slowly over wet sand
Back to the bench
Where your clothes were stolen
This is the coastal town
That they forgot to close down
Armageddon - come Armageddon!
Come, Armageddon! Come!
Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey
Hide on the promenade
Etch a postcard
"How I Dearly Wish I Was Not Here"
In the seaside town
...that they forgot to bomb
Come! Come! Come - nuclear bomb!
Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey
Trudging back over pebbles and sand
And a strange dust lands on your hands
(And on your face...
On your face ...
On your face ...
On your face ...)
Everyday is like Sunday
"Win Yourself A Cheap Tray"
Share some greased tea with me
Everyday is silent and grey
13/02/2009
mais fé
Só com muita fé não se gosta do Slumdog Millionaire.
Como diz um amigo meu, tão próximo que quando me vejo ao espelho o vejo a ele.
A vida é uma merda.
E depois, sempre gostei de cu.
fé
"...É mesmo possível que a fé remova montanhas, não há informação de que tal tenha acontecido alguma vez, mas isso nada prova, dado que Deus nunca se dispôs a experimentar os seus poderes nesse tipo de operação geológica. O que, sim, sabemos é que as religiões, não só não aproximam os seres humanos, como vivem, elas, em estado de permanente inimizade mútua, apesar de todas as arengas pseudo-ecuménicas que as conveniências de uns e outros considerem proveitosas por ocasionais e passageiras razões de ordem táctica. As coisas são assim desde que o mundo é mundo e não se vê nenhum caminho por onde possam vir a mudar. Salvo a óbvia ideia de que o planeta seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus. Claro que, sendo a natureza humana isto que é, não nos faltariam outros motivos para todos os desacordos possíveis e imagináveis, mas ficaríamos livres dessa ideia infantil e ridícula de crer que o nosso deus é o melhor de quantos deuses andam por aí e de que o paraíso que nos espera é um hotel de cinco estrelas. E mais, creio que reinventaríamos a filosofia."
aqui: http://caderno.josesaramago.org/2009/02/10/ateus/
Penso muito nisto, um mundo sem fé, sem o absurdo pensamento de possibilidades que não aquelas que fazemos e sonhamos, seriamos um nada melhores e mais responsáveis.
12/02/2009
deZafinando
Não há nada que me console, neste momento
Não há felicidade, não há tristeza
Não há amargura nem tão pouco raiva
Neste momento não há nada que me console...
DeZafinando em MIm, só em mim
Nesta vida de uma nota só
Sozinha, perdida, deZafinada
Só em mim deZafinando em MIm...
Não há nada que queira, agora
Não há vontade, não há inércia
Não há mágoa nem tão pouco fúria
Agora não há nada que queira...
DeZafino em MIm, só em mim e em toda a escala
Nesta bruma feita vida
Gasta, corroída, errada
Em toda a escala deZafino em MIm, só em mim...
Não há nada que lembre, sempre
Não há desafio, não há derrota
Não há vitória, muito menos glória
Sempre não há nada que lembre...
DeZafinando sempre todas as canções
Todas as letras e poemas de uma vida
Feia, falhada, cansada
Todas as canções deZafinando sempre...
Não há nada que faça, todos os dias
Não há desejo, não há interesse
Não há memória nem tão pouco pensamento
Todos os dias não há nada que faça...
DeZafinando em MIm, sempre e só em mim
Não há felicidade, não há tristeza
Não há amargura, não há raiva
Não há vontade, não há inércia
Não há mágoa, não há fúria
Não há desafio, não há derrota
Não há vitória, não há glória
Não há desejo, não há interesse
Não há memória, não há pensamento
Sempre e só em mim, deZafinando em MIm
Não há amor, não há verdade!
Fotografias: Mafalda Paiva
11/02/2009
Na escuridão escura que vejo,
tento aprender apreendendo todos os lugares,
todas as cores, todos os cheiros, todas as razões,
que fazem esta existência isolada.
E sinto o vento que se levanta devagar,
sinto as nuvens que regressam sem pressa,
a chuva que não cai mas se anuncia,
o gelo que não está mas represento.
Assim, faço-me sombra escura na escuridão.
A esta escuridão dobro-me sem esplendor,
aparto-me de tudo e de todas as coisas,
penso nas curvas turvas que esta sombra aparenta,
e, dos lábios, forjo palavras vagas.
Nesta chegada sem verdade, sem partida,
desejo a folha, o fruto, a força, o abstracto,
arranco árvores pelas raízes profundas,
que seguro fazendo-me braços e mãos,
que, nesta escuridão, te descobre e agarra.
Assim,
solto o tempo e o espaço
faço o sol e a chuva,
recolho-me feto
ou sábio grisalho,
divido o natural e o além,
sou o espírito e sou a alma,
sou a mãe, sou o pai,
e o amor também.
ao rff
massive attack
teardrop
Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
Night, night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
You're stumbling a little
10/02/2009
marcelo camelo
Tal como eu tinha dito aquando do Rock em Stock, apesar do mau som a que esteve sujeito, este Marcelo de Camelo não tem nada. Belo disco este nós.
um trompete que respira
Billy Bragg
Levi Stubbs' Tears
When the world falls apart some things stay in place
Levi Stubbs' tears...
mais do mesmo ou esta merda não tem cura ou ainda que faço aqui
Ontem no prós e contras um empresário da indústria têxtil, talvez daqueles com Ferraris à porta de casa, dizia que há 1 ano que procurava pessoas para trabalhar e não tinha, porquê perguntaram, porque o povo não quer trabalhar.
Exmo. Sr.
Venho por este meio informá-lo que desejo ser integrado na sua empresa, e apesar do meu currículo ser o que poderá ver, se assim o desejar, aceito qualquer trabalho. Garanto que aprendo com rapidez e eficiência, consigo criar bom ambiente e informo ainda que em todos os trabalhos que tenho tido ao longo da vida uma mão chega e sobra para contar as vezes que faltei, todas muito bem justificadas.
Como contrapartida a única coisa que lhe peço é um ordenado que dê para pagar uma renda de casa e despesas correntes, a minha alimentação e dos meus filhos, roupas, calçado (nada de exageros não se preocupe), educação, livros, uma ida ou outra ao teatro, cinema, concertos, exposições (não quero morrer estúpido nem os meus filhos), por último já que o Sr. anda tão bem instalado nesse carro bonito que tem, um qualquer Fiat que ande, para mim e para as crianças, chega.
Assim sendo fico disponível para iniciar funções quando e onde quiser.
Com os melhores cumprimentos,
eu mesmo
PS: De tão saudáveis que temos sido, quase me esquecia da saúde, pelo menos para o dentista, concerteza não quer desdentados e cariados na sua empresa.
Billy Bragg
There Is Power In A Union
There is power in a factory, power in the land
Power in the hands of a worker
But it all amounts to nothing if together we don't stand
There is power in a Union
Now the lessons of the past were all learned with workers' blood
The mistakes of the bosses we must pay for
From the cities and the farmlands to trenches full of mud
War has always been the bosses' way, sir
The Union forever defending our rights
Down with the blackleg, all workers unite
With our brothers and our sisters from many far off lands
There is power in a Union
Now I long for the morning that they realise
Brutality and unjust laws can not defeat us
But who'll defend the workers who cannot organise
When the bosses send their lackies out to cheat us?
Money speaks for money, the Devil for his own
Who comes to speak for the skin and the bone
What a comfort to the widow, a light to the child
There is power in a Union
The Union forever defending our rights
Down with the blackleg, all workers unite
With our brothers and our sisters together we will stand
There is power in a Union.
09/02/2009
mais do mesmo ou onde está a honestidade ou que merda é esta ou ainda isto é Portugal
Depois de muitos anos a praticar desporto, andebol e futebol, nunca vi nem vivi, nem num desporto nem no outro, a experiência de alguém sofrer uma falta para um castigo máximo e prescindir desse mesmo castigo.
Também poderia aqui explicar que para os jogadores de andebol, desporto que pratiquei mais anos, muitas das grandes penalidades assinaladas no futebol nos fazem rir, então para os de rugby faço ideia o fartote.
Isto a propósito daquela brincadeira que o Lucho percebeu quase a tempo que não devia fazer, naquela fracção de segundo apalhaçada conseguiu discernir que aquilo não era o circo e recompôs-se, mas no intervalo disse ao compatriota, bem isto hoje não vamos lá, os gajos estão a defender muito bem e a contra-atacar melhor, tu que andas mais pela área na primeira vez que um adversário soprar mandas-te para o chão, o árbitro como já viu que eu sou assim mais ou menos honesto vai marcar de certeza, senão marcar o mais que pode acontecer é levares amarelo mas eu continuo mais ou menos honesto.
Por fim, fico muito feliz que o professor, responsável pela equipa, tenha a visão que teve do jogo, parece que os parâmetros de exigência este ano estão bem mais baixos, mas mais satisfeito fico com o pragmatismo do espanhol Flores (bonito nome) do Benfica.
honestidade onde andas?
Este sábado tive mais uma confirmação do Portugal de hoje.
Os meus meninos do andebol tinham um mini-torneio marcado no colégio Salasiano-Oficinas de S. José, nos Prazeres. Acordar às 8 da manhã, tropas reunidas no pavilhão do Almada às 8.45, junto ao Cristo-Rei, miúdos e pais com carro, que o Almada não tem dinheiro para autocarros, e lá fomos.
Em 20 minutos chegamos ao destino, entramos e ninguém nos recebe, encontramos o colégio S. João de Brito, que também não percebiam o que se passava, a equipa da casa ou responsáveis não se deixavam ver. Depois de uns minutos à nora lá consigo encontrar alguém que me dá o número do coordenador das instalações desportivas, telefono e peço indicações. Resposta, quais indicações não temos nada agendado, nem sequer temos andebol e eu com o fax da Associação de Andebol de Lisboa com tudo marcado, tento ligar para a Associação mas é sábado. Espantado, mas não muito, digo aos pais e miúdos que, tristes, regressam a casa.
Já noite, telefona-me um pai a dizer que no site da Federação está marcado outro mini-torneio domingo às 11 horas no pavilhão do Ginásio do Sul com o clube da casa, o Almada, o Sporting e o Coop. Escola, já tarde e presumindo nova confusão, porque só costuma existir um torneio por fim-de-semana, não convoco ninguém.
Domingo de manhã vou até ao pavilhão do Ginásio, 5 minutos a pé, e deparo-me com a comitiva do Sporting, todos equipados a rigor na rua com o pavilhão fechado e fechado continuou, o Ginásio sei eu que tem andebol mas não apareceu ninguém, provavelmente foram enganados para outro lado, tal como nós no dia anterior.
Não satisfeito, telefono e procuro informações com dirigentes mais velhos, resposta, estes gajos recebem subsídios para organizar estes torneios e como em todos os subsídios existem prazos a cumprir, então fazem tudo em cima do joelho originando confusões como a deste fim-de-semana.
Esclarecido de algo que já suspeitava, reduzi-me à insignificância de quem se dedicou a treinar os putos, sem ganhar um tostão, só porque sim.
Assim, pergunto àqueles que dizem, num contexto mais vasto, que o único caminho possível é a honestidade. Qual honestidade?
08/02/2009
mais do mesmo
O jornalista diz que o clube que jogou com o Benfica segurou o comando do campeonato, não me pareceu que fosse o clube mas se calhar vi mal.
Nem fico chateado com os pontos oferecidos ao adversário, nunca me preocupei com os pontos dos outros clubes, mas aborrece-me que tirem pontos ao meu Benfica.
Tirando o Leixões, de longe a melhor equipa deste campeonato, destes dois só vi uma equipa com estofo de campeão.
07/02/2009
esquecidos ou nunca lembrados
The MIGHTY LEMON DROPS
Into The Sun
Numa altura em que todos queriam parecer os Smiths.
06/02/2009
Time, life itself goes on
Portishead
Half Day Closing
In the days, the golden days
When everybody knew what they wanted
It ain't here today
Through the times of lasting love
when parents talked of things tried and tested
They don't feel the same
Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on
From beyond the shrinking skies
Where money talks and leaves us hypnotized
It dont' pave the way
Underneath the fading sun
The silent sum of a businessman
Has left us choking
Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on
In the days, the golden days
When everybody knew what they wanted
It ain't here today
Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on
04/02/2009
impressões
O mundo parou, qual crise económica, falências, desemprego, miséria, fome, doenças, o Michael Phels fumou uma ganza.
Há 3 dias que não se fala noutra coisa, e depois de um pedido de desculpas ridículo até querem levar o homem a tribunal, cada vez fico mais choné.
02/02/2009
meditando
Cada vez mais, tal como no tempo dos meus avós, volto a ouvir falar de mau olhado, superstições, bruxas, mezinhas. Conheço pessoas, quase todas relativamente bem e instruídas, que não param de me falar de auto-ajuda, feng shuis, meditismos e uma panóplia de situações que me deixam em estado de contracção para não ser indelicado e a abanar a cabeça ao jeito de pois, pois, tentando disfarçar o ar parvo com que fico.
Porra pá, eu também gosto muito de Yoga, mas só porque aquilo estica-me o corpo todo depois do ginásio, quando começam a chamar não sei por quem desligo.
Por outro lado, de forma mais séria, existem pessoas a organizar-se em movimentos cheios de boas intenções, mas completamente obscurantistas.
Vou a uma entrevista de trabalho e a Sra. que me entrevista(que tem trabalho e não tão mau quanto isso) começa a desabafar comigo, à velocidade da luz, durante 2 horas. Tenho uma reunião com vista a definir uma linha de trabalho para atingir determinados objectivos e está tudo completamente noutro planeta ou lugar espiritual sei lá.
Com isto tudo, começa a parecer-me que o maluco sou eu, como os desgraçados deste estudo De Rerum Natura: Conformidade ou conformismo?, que apesar de saberem que a resposta estava mal, seguem com a maioria.
Apesar desta campanha, os medos são muitos e sinto um retrocesso civilizacional enorme, mas se calhar sou eu que estou a ficar choné.
31/01/2009
o amor
Naquela coisa do BI musical, interessou-me, especialmente, a questão do amor, não por ser fodido mas mais por ser a foda que é.
O Henrique diz que, Until you've flipped your heart and you have lost, you don't know what love is. – George Benson
A Maria João
E eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um canto sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você, meu amor
Eu não sou ninguém - Vinícius de Moraes
Eu mesmo, peço mais uma dança
Look at me look at you
Loosing hope in the house of blues
Cracking out and drift away
With no means or words to say
Will you take me out tonight
Shall we dance the blues away
Will you take me out tonight
Show me that we can
A Ana, mais feliz, dá-nos essa espécie de dança, onde o que mais retenho dessa cena, já vista e revista na minha cabeça vezes sem conta, é que para dançar temos de ser mesmo heróis. Grande Ana.
David Bowie
Heroes
29/01/2009
Woody Allen
Tendo em conta o post anterior, fiquei muito desiludido com a cena da loira e da morena no Vicki Cristina Barcelona, beijinhos daqueles dou aos meus filhos.
De resto, gosto que o Woody Allen ande a espalhar as objectivas pela Europa fora, acho uma lufada de ar para ele e para nós espectadores.
Gostei daquele casal maravilha, Javier Barden e Penélope Cruz, estes dois sim dominam o filme, qual Scarlett boazona tonta (que raio de cena aquela do regresso no avião em que Scarlett parecia mais o Woody Allen do que ele próprio) ou Rebecca boazona boazinha. Aquele casal sim, óptimos os tempos daqueles devaneios em espanhol/inglês/inglês espanhol.
Final sonso, bem como as risadas meio envergonhadas, meio chocadas, meio excitadas das duas moçoilas jovens na fila de trás, esta mentalidade que não anda.
28/01/2009
acorrentado pela 1.ª vez
O desafio veio daqui Insónia
1 - És homem ou mulher?
I'm your man - Leonard Cohen
2 - Descreve-te
The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
murderous desire for love – The Smiths
3 - O que as pessoas acham de ti?
I'm a loser, I'm a loser - The Beatles
4 - Como descreves o teu último relacionamento?
With or without you With or without you
I can't live With or without you With or without you - U2
5 - Descreve o estado actual da tua relação.
Are you ready to be heartbroken? Lloyd Cole
6 - Onde querias estar agora?
New York New York - Frank Sinatra
7 - O que pensas a respeito do amor?
Look at me look at you
Loosing hope in the house of blues
Cracking out and drift away
With no means or words to say
Will you take me out tonight
Shall we dance the blues away
Will you take me out tonight
Show me that we can
The Verge - a música vão conhecer brevemente :)
8 - Como é a tua vida?
A formiga no carreiro andava à roda da vida
caiu em cima de uma espinhela caída
furou furou à brava numa cova que ali estava - José Afonso
9 - O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
Time - Tom Waits
10 - Escreve uma frase sábia.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
continuar a corrente é mais difícil, nem sei quem me lê, vou tentar aqui http://wittgensteinsvienna.blogspot.com/
27/01/2009
Insónia: DIA 27
O dia acorda claro e intenso,
sol que brilha em mim, apesar da geada.
Com os pés na terra faço-me ao caminho,
subo, paro e desço avenidas, ruas, becos, atalhos,
calçada que calcorreio em pedra dura e fria.
Nas encostas destas colinas passo por pessoas,
muitas pessoas, todas numa azáfama de cá para lá,
de lá para cá e de todo o lado para nenhum,
que o meu caminho só eu sei e eles os deles.
O céu está azul, tão azul que mais azul não podia estar,
as gaivotas rodeiam o rio, quase mar de salgado que é.
Em voos picados na procura de sustento atiram-se à vida.
Detenho-me nesta imagem, um segundo, dois segundos,
talvez uma vida, agora não que não posso,
cinco segundos, dez segundos e atiro-me ao caminho,
picado por uma ânsia que arranco ao tédio.
Neste frenesim, ando e procuro procuro e ando,
membros soltos em movimentos lineares desatinados,
passos desarranjados que liberto ao ar,
que, brisa fria, me inunda e aquece o corpo.
Ossos, ligamentos, tendões, músculos, pele,
monte de carne que sua, sonha e segue.
Se encontrar as escadas, feitas de degraus,
que me levem a ti, a claridade brilhante serei eu.
Nesta loucura, abraço as cores, todas as cores.
Abraço o preto roupa que sou e me cai mal,
abraço o azul que do céu cai sobre mim,
abraço o marfim da calçada que percorro,
abraço o lilás do arco-íris que imagino,
abraço o roxo escuro misterioso do rio,
abraço o verde das árvores que cheiro,
abraço o castanho das raízes profundas,
abraço o laranja fogo, paixão em mim,
abraço o púrpura do poente tardio,
abraço o ocre desbotado que sou,
abraço o amarelo dourado do sol,
abraço o prata reflexo complexo,
abraço o azul mar do horizonte,
abraço o turquesa teus olhos,
abraço o rosa que são lábios,
abraço o bronze que é carne,
abraço o vermelho coração,
abraço o encarnado paixão,
abraço o branco gelo,
abraço o cinza pó.
Papel ao vento,
transparente,
desordenado.
E a vida,
toda a vida.
Comédia trágica que trago dentro do peito.
anedotas
Uma carta das finanças diz que tenho de regularizar umas dívidas, caso contrário seguirá uma penhora de bens e direitos.
Bens só se for a pele e os cabelos, direitos (penso que o ordenado) só se for o direito que tenho tido nos últimos 4 anos em fartar-me de trabalhar sem ganhar um tostão e viver recluso no meu sonho.
Assim sendo, façam favor, já chega o que andam a comer ao meu velhote.
Leonard Cohen
Fingerprints
I touched you once too often
Now I don't know who I am
My fingerprints were missing
When I wiped away the jam
Yes I called my fingerprints all night
But they don't seem to care
The last time that I saw them
They were leafing through your hair
Fingerprints, fingerprints
Where are you now my fingerprints?
Yeah I thought I'd leave this morning
So I emptied out your drawer
A hundred thousand fingerprints
They floated to the floor
You know you hardly stopped to pick them up
You don't care what you lose
Ah you don't even seem to know
Whose fingerprints are whose
Fingerprints, fingerprints
Where are you now my fingerprints?
And now you want to marry me
You want to take me down the aisle
You want to throw confetti fingerprints
You know that's not my style
O sure I'd like to marry you
But I can't face the dawn
With any girl who knew me
When my fingerprints were on
Fingerprints, fingerprints
Where are you now my fingerprints?
Fingerprints, oh fingerprints
Where are you now my fingerprints?
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