25/08/2009

coisas simples

Na vida que tive até aqui, já fui vendedor, empregado de mesa, técnico administrativo (no estado), treinador, professor, distribuidor de congelados, barman e gestor, as três últimas em empresas minhas. Nenhuma destas actividades, excluindo treinador, me proporcionou grande prazer embora também não possa dizer que me tenha sido difícil executá-las, apareceram na minha vida com a mesma naturalidade com que foram desaparecendo. Nunca tive grande dificuldade em fazer e reservei sempre um espaço para o prazer, esse lugar, meu, sempre me sustentou, no resto ganhei dinheiro para o sustento, algumas estórias e pouco mais. Cheguei a uma fase em que tudo me diz pouco e me apetece mais a apreensão de um todo que de tudo. Entenda-se este todo como coisas muito simples, não me pretendo nenhuma Laurinda nem Solnado de trazer por casa, nunca falei com deus nem espero que ele fale comigo a não ser que seja para me pagar um copo, também não me agarro a árvores excepto se for para subir ao encontro da fruta fresca. Sei que o mundo não se pode ver a si próprio em mim, era o que faltava, o mundo tem mais que fazer e eu também, de qualquer forma nunca esperei grande coisa do mundo, até porque me parece uma entidade demasiado abstracta para ter uma relação assim tão intensa. Por agora, saber que uma formiga transporta cem vezes o peso do seu próprio corpo parece-me bem mais interessante que Isaltinos, Ferreiras Leite com ou sem programa, Bonifácios e críticas e críticos dos Bonifácios mais os editores e provedores disto tudo. Já o vinho caseiro feito por uma remota prima agricultora que bebi na Tulha Velha na semana passada me mereceu uma grande atenção e isenção de qualquer crítica, nem que positiva, bebi-o e soube muito bem, saber-me-ia melhor se me alongasse aqui a dizer que foi feito assim e assado e cozido, não me parece. Também penso saber que esta conversa não interessa a ninguém, embora nunca tenhamos a certeza, existem sempre mundos para tudo, até para pensarem perceber onde eu quero chegar ou, pior, quem eu sou, quando aqui escrevo o que quer que seja. Para mais num blog errático, sem critério, com textos, muitas vezes, desfasados no tempos e, até, no espaço. O que por aqui vou deixando não chega a ser uma gota de água do que escrevo quanto mais do que sou. Neste último fim-de-semana enquanto bebia outra excelente vinhaça caseira de uma quinta de uns tios meus em Palmela, perguntei a outro tio que escreve e já editou 3 livros de poemas, extraordinário né, se tem escrito ultimamente. Na sabedoria da idade disse-me que não tem querido ter tempo, entre o trabalho, a música (também é músico), a pesca, ajudar os outros tios na quinta e a atenção dedicada sobre a grande paixão da vida dele, a minha tia claro, o tempo que lhe sobrava era pouco. Já viram o esforço que muitos fazem nos ginásios para ficarem fortes e musculados, ponham os olhos nas formigas. É por tudo isto e muito mais que prefiro as ondas onde mergulho, as ditas formigas ou este simples poema que o meu tio fez para a minha tia. No teu mar de ondas sem fim Cai o céu azul e marfim O desejo, a sede de ti No teu mar, eu nuvem bebi. Lindolfo Paiva, in imagem da palavra, edição de autor, Pinhal Novo 2006.

24/08/2009

esquecidos ou quase

Logo esta que cheguei a tocar muitas vezes pelos bares da Caparica e em que o Nuno se perdia num solo final tão esquizofrénico quanto ele.

20/08/2009

Na TV, em rodapé, diz que os new yorkers ganham mais do dobro dos alfacinhas. Eu quando lá estive era para aí o dobro a dobrar mais duas vezes e sei que não mudou muito mas está bem.

encontrar as diferenças

esquecidos ou nunca lembrados

See the children play by Running try to touch the sky When one falls you hear a cry “You’re dead, you’re dead, you must die” “Take a dream and fly away” she will call They will wait for you not I, see me crawl And sometimes I feel so old I never smile nor do cry Shadows flicker from above “Seeker save your soul” she said She will fly, she will fly He will wait far away A golden key to open the door Behind which the answer lies You sinned in dreams Now awake in deeper, deeper dreams “Take a dream and fly away” she will call They won’t wait for you not I, they will wait for you not I See me crawl, she will fly far away. Decline and fall… Never return… Die… Mary be so proud, things that are not allowed To take your own life, stab it with a knife They put you in a box, send you up to heaven Oh what to do, not to feel and who are you Give me money give me sex Give me food and cigarette What should we do if baby turns blue? You broke my heart, it came in two The faculties of a broken heart I go out on Monday, looking for a Tuesday Nothing ever makes much sense You don’t seem to make much sense It was an accident, I didn’t mean it John had a bomb and he lit it in his head Went to bed for seventeen weeks Took too many drugs now he don’t eat They put you in a box and send you up to heaven The moon has eyes and watches me As I go to sleep I’ve caught so many falling stars There’s holes in my hands Such a tale I could tell you Oh, I will take one more step Get down on your knees, crawl! Another dead soldier - me that’s all Take a chance Take a chance today Fall in love - run away True bliss for a couple of hours Picking up the vainest loving flowers Brothers! Sisters! Mothers too A chip on my shoulder as I get older Hey, buy me a drink and I’ll be like you Can’t walk, can’t sleep, can’t think My eyes deceive me my friends are freaks A lover or a liar in the midnight sun A lover or a liar, oh which one? Oh leave me, or love me, I’m everyone’s fool Confusion! Oh my Jesus guilt “Am I man enough to take this?” Get out of my way Get out of my way You should know better Is pain the only comfort? Is pain the only comfort? My luck is where I fall Acceptance! Deliverance! Who? Who am I fooling? Tomorrows never come I am the meat I am the murder The eye of the fork This man must walk Oh no! Oh no! I’m just one step, two steps, three steps away Oh the moon looked down and laughed… Hey blue moon, you saw me standing alone Without a love of my own

13/08/2009

AUSÊNCIA MOÍDA EM FADIGA CANSADA

Voz que se abre e grita, grita alto, muito alto! Grita a apreensão mais o desespero. A alma é um vulcão adormecido, sem paz e, sobretudo, sem luz. O silêncio apaga-se nos pensamentos e a fadiga repousa nos braços cansados. Voz rouca que se cala, cala alto, muito alto! Cala os conceitos e preconceitos. O espírito é um mar estagnado, superficial, sem ondas, sem sal. O movimento é a paragem sem destino e a fadiga repousa nos braços cansados. Os morcegos roem as flores, tudo escurece, escurece muito! Negro contorno da existência. Assim vai toda a chama, todo o querer, toda a vontade, toda a beleza, desejo ou amor. E, de repente, a ausência vestida de morte que, em qualquer altura, encontra espaço na vida. E esta fadiga que repousa nos braços cansados!

FADIGA MOÍDA EM AUSÊNCIA

Já não sei o que se passa, se o cansaço é tristeza ou a tristeza cansaço, mas sei que estou cansado e alegrias já não encontro faz tempo. Nunca fiz ideia do que é a felicidade, talvez a ausência na abstração, talvez apenas o sol que nasce todos os dias. Mas se até ele, por vezes, se esconde e desaparece tristemente. Já não sei o que é isto, se é a mágoa da vida ou a vida que magoa, mas sei que sinto mágoa e com a vida não me encontro faz tempo. Nunca percebi a causa de certas coisas, talvez seja assim porque é assim, sempre, talvez apenas a razão que teima todos os dias. Mas se até ela, por vezes, se perde e desaparece tristemente. E, assim, não sei o que se passa, se a dor é no corpo ou o corpo a dor, mas sei que dói, e o corpo existe porque está lá faz tempo. Nunca encontrei a esperança de perceber, talvez a inteligência seja isto, talvez seja o inimigo a abater. Mas se até ela, por vezes, se desentende e desaparece tristemente. Pois! Não sei mesmo o que é isto, se é o pensamento da alma ou a alma que pensa pensar, mas sei que penso e a alma desiste porque sim faz tempo. Nunca quis o desentendimento das partes, talvez o cansaço seja o sorriso da derrota, talvez seja como o sol que nasce todos os dias, mas no fim, cansado, desiste e desaparece também.

CANSAÇO MOÍDO EM AUSÊNCIA FATIGADA

Apetecia-me fechar os olhos e dormir, poder descansar embalado num sonho sereno e desistir desta procura vã de um não sei quê que não sei. Sou a ilusão sem encontro, sou uma ficção sem sentido, sou a emoção que se perde com o tempo, menos a mágoa que mói todo o espírito e corpo. Apetecia-me fechar os olhos e dormir, deixar de sentir a desolação que dói na carne, cansa a alma que, desordenada, não se encontra. Parar de viajar sem caminho, parar de estranhar o que já sei e parar de pensar mais que a água fresca, mais o sal das ondas onde mergulho. Apetecia-me fechar os olhos e dormir, conseguir florir, sereno, os meus sonhos e acalmar a ânsia das coisas efémeras. Serenar os sacrifícios, serenar a loucura, serenar a consciência dos erros, mais as atitudes que foram porque existiram. Apetecia-me fechar os olhos e dormir, acabar o pesadelo de não saber chorar e fechar a porta ao desespero traquina. Ser a calma das palavras ausentes, ser a calma das coisas que não vejo, ser a calma do acaso que não sei, mais o sonho que me adormece em seus braços.

04/08/2009

The Verge

neste abismo que somos erra um vulcão de dentro soltamos bramidos estrépitos sem DÓ subimos a escala e escalamos até ao topo no alto do SI que somos olhamos para baixo dizemos adeus e partimos o abismo cresce e a peregrinação começa estridentes enFÁticos procuramos todas as notas que desafinam e desafiam voltamos regressados de LÁ e avistamos o SOL dizemos olá e seguimos o abismo molda-se procura e alcança o mar apanha o barco e vagueia pela RÉ o vento contrapõe um sustenido menor de MIstério harmónico entrelaçado na melodia dizemos agora e gritamos Somos o Abismo e Queremos Ser Ouvidos!

03/08/2009

antologia do esquecimento

Tenho andado distraído, ocupado, com pouca vontade, longe de computadores e, sobretudo, antologicamente esquecido. Isto porque só agora me apercebi que o Henrique voltou aos blogs. Fui curta a espera, ainda bem. Vão lá ler a série do redondo vocábulo e digam lá se não é ainda bem. http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/

02/08/2009

rei que é prince

Passado um primeiro período de nojo e, principalmente, muita nojeira, agora um Rei assim mais Princepe, embora não embarque muito em monarquias e, pelos vistos, ele também já se tenha deixado disso. Ainda bem. Como o original não entra fica aqui o que pode ser.

22/07/2009

glorioso

Ontem estive na Luz e pude comprovar que Jesus além de estar connosco também está entre nós, Irmãos da Catedral da Luz, mais conhecidos pela sigla SLB. Naquela Catedral não existem as novas mariquices da igreja católica do não te abraces, não beijes e sei lá que mais. Embora não tenhamos a hóstia, temos os perdigotos de quando berramos e, ali, pude comprovar, existe fé verdadeira. As pessoas partilharam emoções, com sorrisos, abraços, "cascóis", refrigerantes, gritos, mais os ditos perdigotos, e não eram quatro ou cinco como nas outras igrejas, eram 60 mil. Além da protecção do Nosso Senhor Jesus, ainda tivemos a honra de receber o Judas que, aproveitando uma distracção do Nosso Senhor, entre outras tropelias ainda teve o desplante de assinalar uma grande penalidade que só ele e Belzebu viram. Pouco depois, quase que nos valia o Nosso Querido Santo Mantorras que, assim que pisou o solo sagrado, com uma cabeçada quase fazia a desfeita a estas diabólicas criaturas vestidas de amarelo. Não foi desta mas temos fé que será na próxima, porquê um Santo sem joelhos que consegue fazer coisas destas só pode ser um grande Santo. Talvez a maior maldade que os enviados do Demo conseguiram fazer connosco, foi conseguirem arrancar-te as rótulas, senão nem Cristianos com Ronaldas ou sem, nem Messis, era ver tudo aí a venerar o poder do primeiro toque e os golos do Santo Mantorras. Para primeira missa deste ano na Catedral não estivemos mal, deve-se afinar melhor os finalmente, perdeu-se uma boa oportunidade de despachar os inquisitoriais espanhóis com uns cinco sacramentos sagrados, mesmo com as complicações daquele Judas vestido de palhaço, mas com a fé que demonstrámos, quer nas beiras como no solo sagrado, é não faltar às missas que os sacramentos vão aparecer. Só temos de continuar a rezar alto SLB, SLB GLORIOSO SLB.

13/07/2009

vidas

Numa mesa do optimus alive por entre sons de 3 palcos, enquanto falava de como a vida me tinha desiludido neste últimos cinco anos, oiço um homem, casualmente ao lado, dizer a 2 amigos e a quem mais tinha de ouvir dada a proximidade: "A minha vida sexual é uma merda, uma grande merda!" Registei, dei um pontapé na minha desilusão e fui ouvir música.

01/07/2009

Já é tarde? Onde está o barco que me leva a ânsia, não vem hoje?

25/06/2009

monólogos da pilinha

Em primeiro lugar, tenho de esclarecer que não sou uma pilinha sou um caralho, não tenho é dedos, quem os tem para escrever não tem colhões, assim como os meus, e desata a usar eufemismos paneleironços como pilinha. Pilinha têm os meninos, eu sou um caralho, sério e responsável, mas um caralho, não um como aqueles muitos outros que vão com qualquer coisa que aparece à frente, mas um com atitude, que não quantifica e, sobretudo, não se importa de esperar semanas para saber bem onde se mete. Sim, não sou nenhuma broca, também tenho sensibilidade. Posto esta introdução necessária ao meu orgulho e já que estou a falar de sensibilidade, no outro dia vi um programa onde muitas jovens falavam de zonas erógenas e sensíveis, falaram das orelhas, do pescoço, dos lábios superiores e inferiores também, que aquilo era um programa moderno, do clitóris, dos mamilos, dos dedos das mãos, dos pés, sei lá, tudo e mais alguma coisa. Só achei estranho esquecerem-se do ânus, pareceu-me realmente estranho esquecerem-se daquele orifício cheio de nervo, mas também me lembrei de uma frase que o meu pai diz desde que eu era uma pilinha, ou seja: "Quem tem cu tem medo!" Ok! Tá bem. Mas quem tem medo compra um cão, ou vai a um psicólogo ou, melhor ainda, vai à farmácia e compra um tubo de vaselina, sempre sai mais barato. Bem se fosse uma psicóloga já teria dúvidas, mas isso sou eu e acho que estava era a falar das jovens, com isto do cu fiquei perdido. Outro mito que quero desfazer, é a história dos orgasmos fingidos. As meninas costumam dizer que é fácil fingir orgasmos e que o fazem frequentes vezes. Fazem? Como? Põem-se a gemer como um animal antes da matança, chamam por Jesus como se não existisse amanhã ou ainda, as discretas, a ofegar baixinho ou mesmo as que anunciam: Estou-me a vir! Estou-me a vir! Está bem pá, estás a vir-te mas eu não sinto nada. Está bem, calma, estás aos gritos mas eu não sinto nada. Está bem, chamas por Jesus, mas nem ele me faz sentir nada e já vos disse que sou sensível. Será que não percebem que é totalmente diferente, até podem ser as maiores actrizes do planeta, mas não conseguem inventar o que se passa lá em baixo, só se for com uns efeitos especiais que desconheço. Além disto tudo, a quem interessa fingir orgasmos, eu é que não certamente, onde eu me meto é porque quero muito e, principalmente, me querem muito, caso contrário prefiro contar quantos dedos tem o meu dono. Outra vulgar falácia, não confundir com felatio (lá está a minha cabeça a inflamar-se em divagações), é o tempo, mais concretamente os minutos que aguentamos, firmes e hirtos que nem uma barra de ferro, no acto. Mas que interesse é que isso tem, já tive segundos fantásticos como horas, como já disse que nunca é fantástico para mim se também não for para os sítios onde me meto, deduzo que isso não tem importância nenhuma. Isto não é a maratona, muitas vezes até acontece uma grande sessão onde sinto tudo, mas cuidado para quem não sabe, é mais normal nos grandes percursos perder-se a sensibilidade, perguntem ao Carlos Lopes, além disso o objectivo não é chegar primeiro mas ao mesmo tempo, só assim vale a pena qualquer que seja a hora ou segundo que demore. Bem, agora vou mas é dar um mergulho que estou cheio de frio e preciso de me aquecer.

23/06/2009

k e outras coisas

Como já por aqui disse, não sou nada agarrado ao passado, por vezes até sinto uma grande tristeza por não me lembrar de coisas tão simples como alguns livros que li, por exemplo O Castelo de Kafka, que li teria uns 16 ou 17 anos. Lembro-me da enorme irritação e ao mesmo tempo fascínio ao ler o livro, mas não lembro uma frase que seja. Esta falta de memória agravou-se neste último ano, comecei a esquecer lugares, pessoas, momentos, filmes e até sentimentos, neste vazio salva-se a música e nada mais. Vem tudo isto a propósito de um post sobre a revista K no blog da literatura. Não só tive a colecção inteira dessa revista mas, também, de vários números de jornais como o Musicalíssimo, o Sete, o Blitz entre outros. Algures na minha existência foi tudo para o lixo, que é onde, pelos vistos, começo a deixar toda a minha vida. Será que existe futuro sem passado? Bem, este blog começou há mais ou menos um ano com este post e esta música. Reflexo I - Foda-se, queres mesmo continuar a discutir? Olhou-a e disse. - Não, mas quero que tu continues a discutir comigo. - Cala-te e beija-me. n começou por beijar-lhe os dedos dos pés, foi subindo devagar demorando-se em toda a carne que encontrou, entre as coxas e o sexo parou. - Vês como eu tinha razão. Rosa agarra-lhe os cabelos, abre os olhos nos dele e os lábios dizem. - Fode-me, come-me o cu todo. n comeu e guardou a razão para toda vida. Well, the smart money's on Harlow and the moon is in the street the shadow boys are breaking all the laws and you're east of East St. Louis and the wind is making speeches and the rain sounds like a round of applause Napoleon is weeping in the Carnival saloon his invisible fiance is in the mirror the band is going home it's raining hammers, it's raining nails yes, it's true, there's nothing left for him down here Chorus And it's Time Time Time And it's Time Time Time And it's Time Time Time that you love And it's Time Time Time And they all pretend they're orphans and their memory's like a train you can see it getting smaller as it pulls away and the things you can't remember tell the things you can't forget that history puts a saint in every dream Well she said she'd stick around until the bandages came off but these mamas boys just didn't know when to quit and Matilda asks the sailors are those dreams or are those prayers so just close your eyes, son and this won't hurt a bit Chorus Well, things are pretty lousy for a calendar girl the boys just dive right off the cars and splash into the street and when she's on a roll she pulls a razor from her boot and a thousand pigeons fall around her feet so put a candle in the window and a kiss upon his lips till the dish outside the window fills with rain just like a stranger with the weeds in your heart and pay the fiddler off till I come back again Chorus

22/06/2009

loiras

Pacheco Pereira exige um pedido de desculpa ao jornal i pelo destaque, em título, da frase "Pacheco Pereira é a loira do PSD". Tenho a dizer que, depois de ter passado algumas noites em branco e os dias aterrorizado só por imaginar tal imagem, também quero um pedido de desculpa. Será o dito a lutar contra o situacionismo. Que susto!

19/06/2009

Jesus

Jesus chegou ao Benfica, o que está certo porque todos sabemos que ele encarnou, não esverdeou nem azulou, mas o que mais gosto no novo treinador do Benfica, é que vou poder dizer Jesus me valha sem ser beato.

16/06/2009

Vida nos olhos dentro. Neste deambular distraído entardece. No rio vêem-se quase todas as cores do dia, um dourado púrpura indefinido que, onde o sol não reflecte, se transforma num prata espelhado anunciando a noite. Os cacilheiros num vai e vem ininterrupto de pessoas, com pensamentos, vontades, ambições, sonhos, tudo a cores e em três dimensões, largura, altura e profundidade. Luz que me atravessa a córnea, o humor aquoso e o cristalino, transformando-se em filme fotográfico na retina, ilusão invertida que o nervo óptico leva ao cérebro que processa a imagem como a vejo. Mas como a sinto? Na altura da minha profundidade, cristalino o meu humor, sorrio e retenho o nervo na ansiedade que este todo me faz. Penso, admiro e recomeço o processo invertendo-o. Imagem, cérebro, nervo, retina, cristalino, humor, córnea e, finalmente, luz. Claridade que, devagar, se vai com o sol. Neste entardecer fixo-me nas sombras escusas e na bola de fogo que é sol caindo por trás das colinas. Bom seriam sete sóis, um para cada colina, com sombras infinitas entrecruzando-se na cidade, fazendo desenhos abstractos na abstracção que sou, construídos no corpo, do corpo, para o corpo. Deste pensamento sobra a imagem que deixo lá a atrás, qual vulto peregrino que já não existe, que a luz condensou na claridade e levou para longe. Penso na amálgama de cores que começo a deixar fugir e, a leste de mim, na noite que chega de este, céu escuro à minha esquerda para o rio virado, reflecte-se todo um dia cheio que também vou perder. Mas, por enquanto, ainda tenho uma réstia, uma réstia onde toda a estranheza do dia se concentra, onde toda a dinâmica de sentidos se arruma. Neste breve momento nada nos separa, tu és tudo dentro de mim e as cores que fogem também. Nos meus olhos está tudo, a claridade que consegui encontrar, finalmente, as encenações mal paridas que fiz e faço, os paradoxos sempre irresolúveis, a luz que absorvi sôfrego, as colinas, os deuses, a solidão, a cidade, o rio. A noite são meus olhos, agora sem luz.
When the day is done Down to earth then sinks the sun Along with everything that was lost and won When the day is done. When the day is done Hope so much your race will be all run Then you find you jumped the gun Have to go back where you began When the day is done. When the night is cold Some get by but some get old Just to show life's not made of gold When the night is cold. When the bird has flown Got no-one to call your own Got no place to call your home When the bird has flown. When the game's been fought You speed the ball across the court Lost much sooner than you would have thought Now the game's been fought. When the party's through Seems so very sad for you Didn't do the things you meant to do Now there's no time to start anew Now the party's through. When the day is done Down to earth then sinks the sun Along with everything that was lost and won When the day is done.
Strange face, with your eyes So pale and sincere. Underneath you know well You have nothing to fear. For the dreams that came to you when so young Told of a life Where spring is sprung. You would seem so frail In the cold of the night When the armies of emotion Go out to fight. But while the earth sinks to its grave You sail to the sky On the crest of a wave. So forget this cruel world Where I belong I'll just sit and wait And sing my song. And if one day you should see me in the crowd Lend a hand and lift me To your place in the cloud.

08/06/2009

europa que vale a pena

ganhei com 62%

No sábado, por volta das 17 horas, recebi um telefonema para ir para uma mesa de voto. Logo eu que, com o nojo e repugnância que adquiri, nestes últimos anos, a única coisa que desejo é estar o mais longe possível desta gente. A cidadania nada me diz, o facto de ter pensado que uma merda de uns miseráveis 70 euros até dariam jeito, ainda piorou a repugnância e o nojo por tudo isto. Assim, disse educadamente que não queria saber disso para nada, larguei o telefone e fui tratar de comandar os meus meninos do andebol em mais um jogo, trabalho que venho fazendo sem ganhar um tostão desde Setembro, embora os pais das crianças também já me comecem a provocar umas comichões prestes a transformar-se em alergia grave e duradoura. Se dúvidas existissem porque Portugal é o que é, os portugueses estão sempre a dar-me motivos para não vacilar nas minhas convicções, que se pode esperar de um País onde os únicos comentários inteligentes na noite das eleições vieram de um humorista. Por tudo isto, no domingo, fiquei sossegado mas não sossegando, acompanhado da minha insignificância, a ler, ver uns filmes e assistir àquele episódio cómico dos jotinhas, todos muito tontinhos e cheios de esperança nuns Jobs para o futuro, atrás do Rangel a saltar e cantar a cada cinco palavras. Fuck-se Portugal! PS: Como será a coisa da ministra da educação?

04/06/2009

tempo que também pode ser time

Sinto-me a asfixiar. Desde que cheguei a Portugal faz cinco anos este mês, depois de alguns meses em Londres e cerca de um ano em Nova Iorque, de onde cheguei cheio de força, vejo-me na eventualidade de voltar a sair daqui. Não sou pessoa de projectos, deixo isso para engenheiros e arquitectos entre outros, mas faço coisas e gosto das coisas que faço, não porque ache que têm alguma importância, amanhã cai um calhau na terra e lá se vão as importâncias, mas, enquanto por cá se vai andando, não me apetece ficar, apenas, com a cabeça entre as orelhas a olhar o céu à espera que o calhau caia. Aqui é o que sinto, cada vez mais me vejo a espreitar por entre as nuvens à espera do nada e, apesar de tudo o que me prende e como para nada já chega o pouco que sou, apetece-me partir. Alguém muito próximo diz-me que quer ser feliz, a questão nem é essa, quero lá saber de ser feliz mas tentar seria bom. Na falta de sentido que esta vida tem, Portugal não faz sentido nenhum, é assim como uma espécie de fruta muito colorida e apetitosa mas que o veneno provoca uma morte lenta e dolorosa. Com a morte posso eu bem, a lentidão da dor é que já se torna um pouco pesada. Então preciso da distância, preciso deste divórcio, desta liberdade para poder amar ao largo e dizer, aos que ignoram, a mentira de que Portugal é uma terra muito bonita de gente boa, tornando-me assim mais português que os portugueses na hipocrisia que tanto prezamos e sofremos. Depois é o tempo que me fode, sempre o tempo, esse bastardo sereno e implacável em todos os segundos que tem. Olho para o passado e não vislumbro mais que algumas memórias, já falhadas na precisão e, até, nos sentimentos, o muito que esqueci não existe, o pouco que lembro é vago e difuso, vidas que já não sou nem me lembro de ter sido. O presente não é muito mais que um olhar para o ar a ver se não me falta a respiração e se o calhau não cai. O futuro é onde me fixo, onde sempre me fixei, é o espaço onde me fico e transformo, na certeza de que o futuro, além de não existir, cada vez está mais próximo fim. Assim sou eu nestes dias, asfixio neste tempo que desfaço. Resta-me a canção, aquela que, há 6 anos dedilhada no controle de entrada, me abriu as portas das Americas com um forte aplauso dos policias e todos os presentes. TIME It’s peace and it’s a fight It’s the dark and it’s the light It’s the sun and it’s the rain But it’ll never be the same It’s the grass and it’s the stone Losing hope like anyone It’s a joke and it’s a game But it’ll never be the same It’s the red and it’s the grey It’s a wall and it’s the way It’s the stars and it’s a shame But it’ll never be the same And it’s time, time, time It is love and it is kindness It’s so clear and it’s the blindness It’s the ice and it’s the flame But it’ll never be the same It’s the blue and it’s the black She is Rose and he is Jack It’s the world and it’s a shame But it’ll never be the same And it’s time, time, time I’m alive I’m alive

28/05/2009

- Fraco! - E tu és uma quarentona esfomeada que só se consegue apaixonar por cartões de crédito. - ...??? - Depois interrogas-te porque é que gosto de miúdas de vinte anos.

27/05/2009

contemporâneo ou nem tanto

Isto é Portugal, no melhor e no pior, mais um grande retrato dos contemporâneos.

voltando a almada

O problema do pequeno comércio é o mesmo de todas as micro/pequenas empresas, ou a oferta/serviço tem mais qualquer coisa ou ninguém quer saber, esta é a realidade. Medidas sérias terão de vir do governo, principalmente baixa de impostos. A CMA fez uma campanha, a da cidade aberta, pela qual até deve ter pago bastante ao atelier do Henrique Cayatte, mas depois não se passa nada. Claro que em casa onde não há pão todos ralham e etc, só que agora já não é de pão que falamos mas de migalhas. Um padeiro que conheço diz que existem pessoas a comprar duas carcaças por dia, já nem o pão se vende. Este é que é o País real não aquele que se vai passear para o fórum.

21/05/2009

o que é que o Mexia tem a ver com isto

Hoje recordei-me de 2 bons professores que tive no 9.º ano, de física-química e biologia. Lembrei-me do primeiro, um simpático homem de quase 70 anos na altura, por causa da frase "Já me tinha constado que vocês gostavam muito de ir aos anos uns dos outros", depois de um aluno ter dito que tinha de ir a uns anos. Do segundo, outro delirantemente simpático, lembrei-me por uma vez ao dar uma pequena régua a uma colega minha, a ter posto mais ou menos à altura da cintura mesmo ao centro onde se encontra aquilo que todos sabemos e ter dito "agarra na pontinha mas com cuidado". Com estes 2 cromos muitas mais existiram, não eram bons, eram excelentes pessoas e professores também. Ainda bem que não era uma altura de queixinhas, meninos da mamã e gravadores. Zeus me valha se o puto não é o Pedro Mexia, assim para o mais novo.

20/05/2009

almada

Vi, ontem, em quatro cafés de Almada, um cartaz com a frase Comércio Mal Apoiado, com destaque, em maiúsculas azuis, para CMA, numa crítica óbvia à Câmara Municipal de Almada. Realmente, que interessa o facto de, nestes últimos vinte e tal anos, Almada ter passado de uma cidade dormitório para uma cidade com teatros, centros de exposições, bibliotecas, escolas, universidades, auditórios, piscinas, pavilhões desportivos, um razoável planeamento urbanístico tendo em conta a média portuguesa, saneamento básico coberto em mais de 90%, vários eventos culturais e desportivos, como o festival de teatro em Julho, o que interessa é o comércio mal apoiado, principalmente a quatro cafés seguidos, juntos num espaço de 40 metros, além de que, segundo sei, as leis que possam beneficiar as micro empresas, bem necessárias diga-se, são aprovadas no parlamento e não pelas Câmaras Municipais. Oiço agora na rádio que as queixas são por causa do metro. Melhor ainda, que interessa os transportes públicos, o facto de este ser um meio de transporte menos poluente, mais prático, mais rápido, além de que os quatro cafés ficam a cerca de 1 km da linha do metro. O pessoal não tem dinheiro para beber uma bica e a culpa é do metro, tá bem. E, já agora, será que nenhum dos proprietários dos estabelecimentos em causa se lembrou que quatro cafés num espaço tão curto era demais. Querem criticar a Câmara, que o façam onde realmente ela falha, ou seja, nos compradios, apadrinhamentos e pseudo-concursos, mas, apesar desse lado tão português, pelo menos trabalham.

13/05/2009

ai Jesus

Depois de um cigano anormalmente racional e com o bonito nome de Flores, o meu Benfica prepara-se para trazer a Nossa Sra. do Caravaggio ou mesmo Jesus himself. Parece que o Rui Costa ainda está a tentar Deus, mas não só o passe é muito caro, como este lhe respondeu que não se quer meter em mais alhadas. Haja fé.

12/05/2009

mais uma viagem

Ontem, em mais uma viagem a Coimbra, um pouco mais do mesmo. Se sem chuva a nossa condução é o que é, com tudo molhado as estradas tornam-se autênticas pistas de skarros de choque, o que sendo mais perigoso é também mais divertido, então se for com um "Chama o António" em versão disco-feira ainda melhor. Apesar de tudo passei fino, por entre skarros desalmados e umas coisas estranhas de colete amarelo ou laranja a passar nas pontes, que a minha namorada garantia serem peregrinos, a quem eu contradizia que não eram peregrinos nenhuns, mas sim devotos, em marcha pelo poder, daquela senhora daquele partido novo, acho que a Nossa Senhora Laurinda. Enfim, por volta da uma e qualquer coisa já estava sentado num restaurante simpático em Pombal, onde gosto de regressar, a comer uma açorda de ovas e a beber um Alento muito bom, sempre tinto seja peixe ou carne, mariscos já é outra conversa. Como é hábito o serviço naquele espaço é eficiente e com grande simpatia, mas ontem até os clientes eram de uma amabilidade extrema, ao que não devia ser alheio o facto de a minha namorada andar de andarilho, ainda em recuperação de uma cirurgia que fez há um mês, e ao facto de terem todos ar de revolucionários do tal partido e, pensarem que, por causa do andarilho, também éramos devotos em marcha pela Nossa Senhora Laurinda na procura de um qualquer milagre. Mas não, como não somos interesseiros, íamos só ao nosso senhor Prof. Dr. Abel Nascimento mostrar umas radiografias para saber se podia começar a fisioterapia. Acabado o almoço, com algum Alento mas não muito para não sair da estrada, resolvi fazer o restante caminho pela Nacional 1, também conhecida pela Scary Movie Road. Nisto, desato a ver centenas de revolucionários com paus, cajados, todos fardados a rigor, com aquelas cores berrantes para quê armas, a vitória é nossa, aliás deles. Ainda pensei que tentassem converter umas senhoras muito simpáticas que estavam, calmamente sentadas, a ver os carros passar só para os cumprimentar mas não, a fúria revolucionária era tal que não paravam por nada. A minha namorada insistia com os peregrinos, e coitados, e que não tenho fé mas respeito, e que os condutores tinham de ter cuidado redobrado e mais não sei quê. Eu só lhe dizia que não respeito muito o respeito, defeito da geração reguadas, e que se acontecesse algum despiste triste, não seria mais que a vontade de uma nossa senhora qualquer, mas que tinha fé que não, pelo menos comigo a conduzir. E consegui, a minha fé foi maior que qualquer vontade macabra de uma nossa senhora, cheguei a Coimbra pouco depois.

08/05/2009

Verdi

O meu primeiro contacto com a música clássica deu-se através de uma série sobre Verdi, devia ter por volta de uns 11 anos. Lembro-me que não perdia um episódio, via tudo com uma atenção e um sentir assim género Clearasil, absorvia e voltava a absorver. Se a vida do homem me parecia fascinante a música ainda parecia muito mais, um mais tão forte que me transportava para espaços amplos onde, apesar das tragédias, tudo era belo e superior. No fundo é como a vida, de tragédia em tragédia a brisa fresca depois de um mergulho num dia quente vale o empreendimento. Com o Verdi senti essa brisa muito cedo. Ainda hoje é assim.

04/05/2009

I'm so sorry

Sempre pensei que desculpas era coisa de criança. - Bateste no menino, seu mauzão, agora vai lá pedir desculpa, imediatamente. Já pediste, assim é que é. Ele desculpou, sim, óptimo, então agora já podes bater outra vez. Estamos entregues aos bichos. Why do you come here? And why do you hang around? I'm so sorry I'm so sorry Why do you come here When you know it makes things hard for me? When you know, oh Why do you come? Why do you telephone? And why send me silly notes? I'm so sorry I'm so sorry Why do you come here When you know it makes things hard for me? When you know, oh Why do you come? You had to sneak into my room 'just' to read my diary It was just to see, just to see All the things you knew I'd written about you And so many illustrations I'm so very sickened Oh, I am so sickened now It was a good lay, good lay It was a good lay, good lay...

28/04/2009

The Voice

A voz, esse instrumento único, na altura nem sabia que a voz era um instrumento e não percebia porque é que aquele homem era a Voz, mas era e ainda é. Neste momento, em que nascem vozes como cogumelos em karaokes de luxo que chegam a milhares de pessoas de forma fria via internet, temos tendência a pensar que vozes há muitas. E há, voz é que é um pouco diferente. Uma voz não pode nascer em programas manhosos, uma voz transporta uma vida, os sucessos, os momentos altos mas, principalmente, os baixos e o fracasso ou, ainda melhor, a normalidade de tudo isso cantada como se fosse um respirar fundo antes de um copo de água fresco. Nesta Voz comecei, muito novo, a respirar tudo isso. Ainda hoje é assim.

16/04/2009

and I love her

O álbum vermelho e o álbum azul dos The Beatles eram outros discos que me deixavam prostrado horas agarrado ao gira-discos, agarrado é o termo certo. Do primeiro, o vermelho, existia uma música à qual a agulha voltava vezes sem conta, não me lembro porquê mas sei que voltava. De inglês só sabia que love era amor, mas era novo demais para o amor excepto o que sentia pela aquela canção. Depois dessa primeira fase, com o tempo e a insistência, os sons mais estranhos do azul foram penetrando mais profundamente, como aquela frase batida em que primeiro estranha-se depois entranha-se, e entranhou-se fundo. Tão fundo que ainda hoje respiro aquelas melodias.

04/04/2009

fly me to the moon

Outro LP que o meu pai tinha era um disco do Nat King Cole, diziam-me, na altura, que King era Rei. Quando ouvia aquela música parecia-me mesmo música para Reis e imaginava palácios, salas cheias de mulheres com vestidos elegantes, tão bonitas que o meu coração saltava para dentro daquelas salas. Já adulto, com as mãos aquecidas naquela voz quente, uma agarrava outra mão e a outra passava nas costas húmidas parando na cintura, dançava. Com o tempo os dois pés esquerdos fizeram a devida descida para realidade, mas aquela voz insistiu e continuou a fazer o que sempre fez. Ainda hoje é assim.

03/04/2009

all I really want to do

Não, não fiquei encalhado no passarinho(a). Uma semana em Coimbra a tratar de assuntos muito importantes e, apesar do portátil, pouco fui a net, mas, pela primeira vez, não senti falta nenhuma. Muitas vezes penso que se pudesse fazer a vida que gostava, o tempo que me sobraria para a net seria escasso. Sempre fui mais do fazer.

27/03/2009

em grande recuperação

Olha o passarinho, tás a olhar p'ra onde, olha para cima porra.

26/03/2009

what have i done to deserve this

Um gajo fica prostrado em casa com uma gastroenterite deprimente, põe-se a ver os canais de documentários e no Odisseia é o gelo que está a derreter todo, mudo para o Discovery e são os Vulcões, no N. Geographic são os furacões, volto ao Odisseia e agora já são os asteróides que podem foder isto tudo, ainda por cima passou um aqui perto recentemente. Já sabemos que somos muito pequeninos, mas também não é preciso estarem sempre a lembrar-nos disso. Fica aí um teledisco onde, de vez em quanto, aparecem umas miúdas giras. Menos mal.

suzanne

Outra música que andava lá por casa na altura era esta, e eu ouvia voltava a ouvir e ouvia outra vez. Não fazia a mínima ideia do fascínio por esta música, uma voz morna, monocórdica, repetitiva como uma lengalenga. Tudo muito sóbrio e morno menos aquele impulso de a ouvir novamente. Aprendi com o tempo? Não. Ainda hoje é assim.

25/03/2009

era um redondo vocábulo

Mais ou menos na mesma altura, por volta dos 9 anos, o Venham Mais Cinco era um LP que estava sempre a tocar lá em casa. Apesar de gostar de todo o disco, esta música assombrava-me, quando digo que me assombrava não é só no sentido do deslumbramento, assombrava-me mesmo, especialmente a parte dos coros ia comigo para a cama e sonhava, ainda acordado, com sombras agrestes e tinha medo e queria entender. O que seriam sombras agrestes? Seriam aquelas harmonias que me enfeitiçavam? Ainda hoje não sei. PS: Parabéns ao autor das imagens.

24/03/2009

good vibrations

Quando era puto, p'ra aí 9/10 anos, e o meu pai punha este 45 rotações a tocar, eu pensava que esta música vinha de outro planeta. Oiçam lá se isto não parece de outra galáxia. Ainda hoje tenho dúvidas.

23/03/2009

pancadas

Como adepto do Benfica, penso que o meu clube devia oferecer a taça da liga ao adversário Sporting, indigitando para essa entrega, junto com um curso de como defender e marcar grandes penalidades, o Quim e o Cardozo, mas na condição de ser o Pedro Silva a receber o caneco. O Cardozo explica. É assim pá.

Lloyd Cole

Quando tinha 18 anos vi o Lloyd Cole no pavilhão do dramático de Cascais, ainda me lembro desse concerto como se tivesse sido ontem, principalmente este Forest Fire com que acabou, numa versão mais longa e cheia de guitarras em feedback no solo final. Parece que o homem só tem 114 fãs, fã não sei se sou mas gosto muito dele, até porque quando o conheci revelou uma simpatia ímpar. Esta versão ao vivo não será a melhor mas foi a única que encontrei.

19/03/2009

Lento, tento ultrapassar Em mim aquilo que sou Como a brisa que passou E me disse a sussurrar A natureza que são as coisas todas Leva o tempo que o tempo faz Assim, perco e ganho a paz Como o cair perene das folhas Lento, tento ignorar Em mim o sono que despertou Como o sonho que acordou E me disse a sussurrar A vida que é tudo o que temos Leva o tempo e o tempo traz Assim, perco e ganho a paz Como tudo o que ganhamos e perdemos Lento, tento aproximar Em mim a alma que sou Como o espírito que voou E me disse a sussurrar O amor que são as coisas que fazemos É todo o tempo que o faz Assim, ganho sempre a paz Como a eternidade que queremos!

Insónia: FIM

Depois do estado civil o insónia também fecha as portas, num texto onde o Henrique escreve claro e com a frontalidade habitual. Alguns apontaram-lhe defeitos e fizeram birras, sendo a principal acusação a de vaidade, nunca percebendo que essa vaidade era um orgulho mais que justificado no facto de não fazer favores a ninguém, nem aos amigos ou pseudo-amigos ou, ainda, amiguinhos se preferirem, quando digo favores sabem a qualidade e o tipo a que me refiro. Não sou advogado do Henrique, nem tão pouco o conheço pessoalmente, nunca quis nada dele nem ele de mim, nunca lhe enviei o que escrevo nem a minha música, embora se o fizer não vou querer mais do que a tal frontalidade tão rara e subestimada nos dias de hoje. Fartou-se, está cansado, é normal, este País cansa, deixa-nos demasiadas vezes a falar sozinhos, corta-nos as pernas e o pensamento, senão pela inércia contorna pela mediocridade ou apanha um atalho pela inveja banhada em hipocrisia. Neste momento, também estou a prolongar um limite, não deste blog, nunca dei tanta importância à blogagem como o Henrique, até por falta de empenho e talento (às vezes gosto mesmo mais de coçar os tomates), mas de um sonho que entendi concretizar quando regressei dos EUA cheio de força e vitalidade, com bastante prejuízo para mim e para os meus. Apesar do esforço enorme nestes 4 anos, a mediocridade e, principalmente, a hipocrisia estão prestes a arrebatar-me para saltar daqui para fora outra vez, preciso urgentemente de uma injecção de adrenalina e, sobretudo, dinheiro que sei não ser aqui que encontro. Portugal é mesmo triste.

16/03/2009

28

Well we know where we're going, but we dont know where we've been and we know what we're knowing, but we can't say what we've seen and we're not little children, and we know what we want and the future is certain, give us time to work it out we're on a road to nowhere, come on inside we'll take that ride to nowhere, we'll take that ride feeling ok this morning, and you know we're on a road to paradise, here we go, here we go we're on a ride to nowhere, come on inside taking that ride to nowhere, we'll take that ride maybe you want me while i'm here, i dont care even when time isnt on our side, i'll take you there, take youthere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright and its very far away, but its going day by day and its alright, baby its alright would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you,and its alright, baby its alright there's a city in my mind so come on and take the ride, and its alright, baby its alright and its very far away, but its going day by day and its alright,baby its alright would you like to come along? you can help me sing this song and its alright, baby its alright they can tell you what to do, oh god they'll make a fool of you, and its alright, baby its alright we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere we're on a road to nowhere

15/03/2009

Perdi-te e perdi-me, agora, na abstracção que interpreto. Nesta madrugada tardia, fria, sombria, vazia, onde me perco a ver viver o que não vivo, a não ser em sensações e pensamentos que me obrigam. As palavras não param procurando uma quietude racional, assim aniquilo-me, fingindo um renascimento que não sinto, um despojamento que, mais do que vejo e penso, é o que sou. Invisível absolvo a vida, que serena corre obstinada. Despojado de mim, faço-me nesta abstracção que interpreto. Entrego-me a uma liberdade tão casual como virtual, rendendo-me à desolação isolada da solidão erma, construindo teias emaranhadas de um nada que não controlo. Nesta aflição, onde agonio, deixo a simpatia que não tenho, troçando alarve da insignificância que figuro. Não sou mais que um molde destroçado de mim próprio, uma matriz sem regras que não o desespero, que dissolvo em opostos pragmáticos da razão. Tanto logro que liberto na prisão em que estou. E, como sempre, ela volta, essa puta. Cheia de manhas e artimanhas nas manhãs que não tenho, nas tardes que tardiamente tardo em encontrar, nas noites claras que anseio e não descubro e madrugadas onde perdido me desassossego. Sempre sem piedade, dó ou compaixão, esta ditadora ávida, que, com devoção, me mostra o precipício que aparento, principiando um fim que não antevejo porque o represento. Rumo ao nada que sou, mais um empurrão da puta. Deliro perdido, sem o barco que não vem e o vento que me leva. Derivo à deriva em demanda de mim próprio, vencido pela fraqueza franca que sofro e suporto, pela intimidade solitária da solidão que vivo e faço, pela certeza pragmática de uma razão teimosa. Aqui estou e assim me afiguro, num voo perpétuo, de fragilidade obtusa, de perda irreparável, de arrependimento irremediável, de remorso obstinado, de consolo conveniente, de contrição penosa, de entrega sublimada, de poesia fingida, de fracasso decifrado. Nesta diluição infrutífera sou um porto sem barcos. Neste vento divago, prostrado, sem rumo e felicidade. Assim, contemplativo, diverge todo o meu ser, corpo e alma. Amanhã vou passear, desentorpecer as pernas e o espírito.

14/03/2009

I confide to anything So I have to hide from everything. Everybody wants a piece of me. Rinse the origin and cease to be Sit back and let it happen, Let us take your time away I don't understand you. I don't want your time of day. If you're gonna walk, might as well walk your way, Always walk the whole ways, Forget the punk, I pack the funk. I'm gonna take a piece of you. Making money for good health, but first I learn to see myself You've promised me poems I rue the day that I ever met you, And deeply regret you getting close to me. I cannot wait to deeply neglect you, Deeply forget you, Jesus believe me, You promised me poems. You might have been my reason for livin' I gave up ungivin', gave up everything. We were a right pair of believers A couple of dreamers, so how come You hate me? You promised me poems Dreamed of ringing voices, They contemplated choices. Taste like a rare kiss, To heighten my awareness. With all fairness, greatness, with gratitude. And simply rhymes with attitude Now do promotion and TV, and ya still can't see. We Down the hill cascade And keep away the masquerade, Dreamed of ringing voices, And you promised me poems

13/03/2009

coisas impossíveis

Como se não bastasse a proliferação rasca, em versões mais ou menos parecidas, de "yes we can" por todo o lado, ontem veio o Rui Mandela Lincoln Santos comparar a defesa da introdução das novas tecnologias no futebol à luta contra o apartheid e escravatura nos EUA. Mas que gente é esta que anda nas nossas TV's.

12/03/2009

O som pegou na memória e embalou-a dilacerando-a, desprevenido, aviltei o desassossego sossegado que gozo, emprestando uma ânsia ansiosa à ânsia que faço. De repente afundo-me, ainda mais, a pique, perco-me dentro de tudo o que sinto que sou, falho todas as ideias e, também, os sentidos, menos aquele, que é passado, que foi exclusivo, que é tristeza, que foi alegre, que é definido, que foi feito, que é recordação, que foi lugar e que é presente. Nesta memória abrem-se gavetas fechadas de sentimentos, daqueles reles, vulgares, sem apelo, sem paisagem, sem nada. Só o som que o ar traz.

10/03/2009

mais psicopatias

O primeiro quer-nos a pão e água, os segundos restaurar a confiança para consumirmos mais. Eu vou pelos segundos se não se importam, todos os domingos bebo um chá de camomila, café já era por causa da ansiedade, e um bolo de arroz aqui na pastelaria da esquina. Ao primeiro peço desculpa pela extravagância, aos segundos prometo que se financiarem a fundo muito perdido começo a comer dois bolos em vez de um.

psicopatias

Como se não bastasse o fds, ontem foi mais um dia de parvoíces e grande baboseira generalizada. O Medina Carreira continua a saga da miserabilidade, por ele era tudo posto a pão e água (não sei se ele também) para recuperar a economia, quando recuperada já poderemos, pelo menos, por manteiguinha, inha mesmo. Lá chegaremos, pá, com a tua ajuda, eu aqui já comecei, nem ponho manteiga na torrada que ando de caganeira. Depois, curioso, vi o 2.º episódio da série Prolongamento na TVI24. Achei aquele actor de cabelos brancos, com pronúncia do norte, muito bom, embora o argumentista que lhe escreve as deixas me pareça demasiado embrenhado num humor negro, assim tão escuro tão escuro que me provocava um grau elevado de permanente ansiedade, ao mesmo tempo que um riso absurdo quase demoníaco me saltava do rosto. E só me lembrava de uma frase que o meu velhote diz desde que nasci "Chama-lhe puta, antes que ela te chame a ti." E ria mais. Tentei acalmar o riso angustiado com a sapiência dos convidados do Contras com os Prós, mas ou eu ando maluco ou aquela gente é mais bolos, tortas, brioches ou qualquer coisa assim, porque crise é mentira. O espanhol então quase que me matava a rir quando disse que Espanha estava pior que esta coisa à beira-mar plantada, como farto de humor negro já eu estava fui para a cama acabar o Psicopata Amaricado, aliás Americano, que merda de livro este, mas comecei acabo.

09/03/2009

coisas sérias

Fiquei ontem a saber que o meu avô paterno recebeu indicações, pelo PCP, para matar um polícia, daqueles que gostavam de ser ainda piores que os pides. Respondeu que isso não fazia. Falta de coragem não terá sido pois imprimia e distribuía o jornal Avante, tendo sido preso e levado umas porradas valentes por isso, nunca denunciando ninguém. Só me resta a questão humanitária. Existe alguma mais importante? Mas fica a dúvida, o mundo não seria melhor e mais humano sem aquela pessoa?
Então e o Reyes que joga como quem faz bilu bilu ao bebé mas quando toca a mudar a fralda e limpar a merda quieto. Este é como o Quaresma, enganam bem.

futebol, crise, solteiros e casados

No Sábado tive um dia santo e deu-me para ver futebol, enquanto via o jogo do Real com o Atlético de Madrid ia passando pelo Sporting x Paços Ferreira, para ver o que se passava. Foi deprimente, no primeiro jogava-se futebol a sério, com velocidade, profissionalismo, muitas oportunidades de golo, garra e, principalmente, sem paneleirices nem repetições infinitas de lances duvidosos. Quando mudava, via jogadores a caírem porque o adversário soprava, jogo sempre parado com faltas e discussões, repetições constantes de lances banais, a velocidade era como sair de uma corrida de fórmula 1 para a Volta a Portugal em triciclo. Este exercício, involuntário, foi esclarecedor e, como se não bastasse, em Portugal vimos um estádio vazio de gente carrancuda, em Espanha estádio cheio de gente alegre, porque isto no que toca a crise, apesar de mundial afecta mais uns mundos do que outros. Acabei bem a noite, com uma soberba estética no canal 2. 2001 Odisseia no Espaço é um filme impressionante, não existe um plano falhado, não existe uma imagem onde fique a sensação que o realizador podia ter feito melhor, as cores, os alinhamentos, a música, tudo é perfeito, que infelicidade nunca ter visto este filme no cinema. A Laranja Mecânica já não deu para rever. Domingo de manhã, os meus putos do andebol continuaram a senda de vitórias, a semana passada foi o Sporting e desta vez o Loures, por uns esclarecedores 28-4, como o jogo foi em casa e tínhamos o pavilhão livre, os pais resolveram fazer uma espécie de solteiros e casados que, pareceu-me mais ao nível do derby espanhol, tal era a rapidez com que ficávamos exaustos, este escriba desajeitado ainda meteu 2 golos, mas não estava lá nenhum olheiro do SLB. O que já não esperava, era assistir a outro solteiros e casados à noite, sendo que os casados eram de certeza os de vermelho, cada vez que tocavam ou não tocavam na bola pareciam-me mais preocupados com as fraldas que tinham para mudar. A excepção foi o Aimar, esse parecia mais preocupado pela possibilidade de vir a ser avô, vá lá que ainda conseguiu dar uma valente bengalada na bola, só possível naquele minuto de jogo. Nem o glorioso me salva, vou mas é para Espanha.

seria esta ó puto

Insónia: DIA INTERNACIONAL DO CHOCOLATE

06/03/2009

ouvido na escola

"Vai lamber a cona de uma mulher." Aluno com 9 anos para outro puto depois de levar um pontapé.

03/03/2009

on the verge of the word encore

Fotografia: MP Não vejo o porto, o barco, o tempo, a hora ou o vento que me leve. Songs are just songs Singing anywhere And I know no ones cares.

on the verge of the word XXI

Fotografia: M Apetece-me terra que me apetece ser e a pertença ao lugar onde estou. Ser todos os grãos de vida que não é e o magma perene de solidão. Destruir o abismo de medo, o desassossego e, também, os conceitos e preconceitos, os desenganos e desesperos, as angústias e os devaneios, as alegrias temperadas em sal insonso, ou as mágoas todas que sou e faço. Adubar-me do nada que não sei e transformar esta vida que tem que ser, porque existe, no lugar terra a que pertenço. Angel calls on me set to take me out, angel with no face. the end of the line; beginning of time, a matter of faith. I see all my friends from distance afar on another plane, mourning over me: a sickness of heart - a sense of betrayal. have you seen the twilight close so slow.. (I rose over them so light). men in black suits dressed – cold soft wood and marble silk, to take me away. no heaven or hell. the memory behind lingers on a face.

02/03/2009

on the verge of the word XX

Fotografia: MP Fujo com medo dos passos, do silêncio. Neste salão de baile que são as memorias, assusto-me com a dança das palavras. E, em todos os salões e praças de silêncio encontro todas as palavras que temo, dou-lhe as minhas mãos e aprendo a dançar. I see my dark angel passing by, Singing her melody. Trying hard to touch the sky and fly; Always trying to be strong and free. Don’t be ashamed of anything, Don’t be afraid of anything, In this way. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company. I listen to her voice singing I’m pretty sure, A melody full of grace. I know that you want more Always fighting for your time and space. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company. Fly in the dark or in the bright light, Don’t be scared, you’d never fall. You know that life is a fight And sometimes you’ve got to break the wall. Oh my sweet dark angel, sing this song with me. Oh my sweet dark angel, I just want your company.

on the verge of the word IX

Fotografia: MP Volto ao passeio sem calçada, na apatia sou mais um entre muitos, mas sei, que do alto do Empire State Building, não fui mais que uma Midletown de mim próprio. Look at me look at you Inside the House of Blues. Without faith or control, Breaking out in our soul. Look at me look at you Losing hope in the House of Blues. Cracking out – drift away, With no means or words to say. Will you take me out tonight? Shall we dance the blues away? Will you take me out tonight? So please, show me that we can. Look at me look at you In this House of lonely blues, Without style or even grace, Drowned in time and out of space. Look at me look at you. This is an empty House of Blues Where the song is the same, Always blue in this lost game. Will you take me out tonight? Shall we dance the blues away? Will you take me out tonight? So please, show me that we can.

28/02/2009

on the verge of the word VIII

Fotografia: MP Preciso da ausência que sou, e de todos os sonhos onde faço o sonho que prefiguro, arrebate falhado de um espírito inconsequente. Esvoaço sem tino, sempre ausente nesta ausência que sou. Oh wert thou in the cauld blast, On yonder lea, on yonder lea, My plaidie to the angry airt, I'd shelter thee, I'd shelter thee; Or did misfortune's bitter storms Around thee blaw, around thee blaw, Thy bield should be my bosom, To share it a', to share it a'. Or were I in the wildest waste, Sae black and bare, sae black and bare, The desart were a paradise, If thou wert there, if thou wert there. Or were I monarch o' the globe, Wi' thee to reign, wi' thee to reign, The brightest jewel in my crown Wad be my queen, wad be my queen http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Burns

27/02/2009

on the verge of the word VII

> Fotografia MP Ao vento conto segredos, em sigilo disfarçado resguardo-os e disperso-os em grãos finos de areia fina. E as dunas embalam-me. No céu escrevo cartas, todas as cartas com todas as letras que encontro, cartas de paixão e amor, enrolo-as em metáforas papel e sopro. E o céu abre-se. Nesta ausência feita de sonho construo a eternidade. Slow down, you’re innocent and frail, Words may make you fail, You’re green before the world. Limitless in pain but precious just the same, Life’s from skies above. Easy, you know my life is yours; You’ve heard it all before. It’s true – can’t be denied. Limitless in pain, life’s a dying game, You’ll play it well I’m sure. You’ll learn sweet Love from scratch, You’ll scream and dream and laugh, And then you may come back and do it all again.

26/02/2009

on the verge of the word VI

Fotografia: MP Sempre este desassossego que levo e trago em mim, só, sozinho, sem barco, sem partida, sem porto, sem chegada. E tu no outro lado a rir. You look at me and see my soul, See my mind, feel my soul. Eager in your world beneath, You take no care, you take no heed. Centered in your own belief, You disrespect what I may feel. Irreflected and unreal, You spin my world into ordeal. Stay with me now, every single day, every single way; Stay with me now, and make me believe I am more than just a game. Using and abusing fate, One night stands All seem ok. 20 years passed on this way You look behind, now it’s too late. Stay with me now, every single day, every single way. Stay with me now, and make me believe I am more than just a game. With me now, and depend on me, and make me believe. Stay with me now and hang on to this, That will always be like this.

on the verge of the word V

Fotografia: MP Neste abismo de ânsia e desassossego que sou, marina o tédio que sinto em mim. E o vento que os leva, quando chega? Tonight you can hate me, I know that you have to. In this war you might beat me ‘cause I feel that you have to. Temporarily, I forget the emptiness, Looking for myself in your soul. Tonight nobody loses: There ain’t no lies, There ain’t no tears to hold on to. In this war there’s no surrender. We feel rage but there are no fears. Temporarily, I forget the emptiness, Looking for myself in your soul.

25/02/2009

Não queria interromper esta série on the verge of the word, mas preciso de dizer isto. Apesar de ter achado o slumdog um bom filme, o facto de este ter ganho as principais estatuetas ao Beijamim só pode ser anedota. Assim, quase que fico com vontade de concordar com os escatológicos. Não adianta nada mas fica registado.

on the verge of the word IV

Fotografia de Mafalda Paiva tal como as anteriores O mundo é esta roupa que visto e me cai mal. Assim, procuro a simplicidade, o breve momento em que me confundo com uma gota húmida do orvalho! All you wanted was my name. All you wanted was to feel insane; And we walked and we drifted all night long. And we talked and we drifted all night long: The rain came down on me All I wanted was the same: All I wanted was to burn in flames. And we spoke, and we waited until dawn. Then we woke and we listened to some songs. The rain came down on me. The rain came down and set me free; The rain came over, made me stronger, set me free. The rain came down on me. All I wanted was your name; All you wanted was to feel insane; And we walked and we drifted all night long. And we talked and we drifted all night long: The rain came down on me. The rain came down and set me free; The rain came over, made me stronger, set me free. The rain came down on me.

24/02/2009

on the verge of the word III

Apetece-me partir de mim, sem volta que não a ida. E se no caminho todos os passos se apagarem, e se na chegada todos os pensamentos se perderem, será que aquele que de mim parte nunca terá existido? All you motherfuckers have been wrong: Put a weight on me, left me to drown. I’m not going down All you senseless bastards, all you crones Put a weight on me, left me alone. I’m going home. All the times I needed you were gone; Every cry for help was so forlorn But I pushed along, pushed along… In time you’d feel so fine, (It was so much more than fine – ‘cause in that time you’d feel Love shine) There was so much more to find So alone, on my own, or so it seems. All you MF have been wrong: Put a weight on me, left me to drown. I’m not going down All the times I needed you were gone; Every cry for help was so forlorn But I pushed along, pushed along… In time you’d feel so fine, There was so much more to find. In that time you’d feel just fine There was so much more to find. So alone, on my own, I just play it again, play it again on my own This is the end, or so it seems, The end.

23/02/2009

on the verge of the word II

“Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer” Fernando Pessoa Fill the blanks with your eyes In a picture full of light. Draw this life in red and blue, A trace of blood that is you; In the sky, asking why. Don’t stop this flow in vain Copy that picture again and again. Draw this life in red and blue, A trace of blood that is you; In the sky, asking why. Don’t you care about grace? Just take your place. Don’t be scared, it’s just you in red and blue. Seal the pages, off your pride. In a picture you can’t hide; Blow the silence through the rain; Whisperings / shouts beneath the blame Asking why, under the sky. Don’t you care about grace? Just take your place. Don’t be scared, it’s just you in red and blue. Feel your feet over the ground; This moving image ain’t no sound; Silent picture of you, Traces of red and blue. Don’t you care about grace? Just take your place. Don’t be scared, it’s just you in red and blue.

22/02/2009

on the verge of the word I

Diz-se que uma pessoa que viva o suficiente acaba por ver passar os cadáveres dos seus inimigos, a verdade é que dos amigos também, e se existe alguma certeza nesta vida, a perda é o certo centro dessa certeza… Words are just words, Left in the paper, Written anywhere; And you know no one cares. Words are surreal, Spoken in the air; And you know you don’t care. There are stars in the sky shining for you; There are stars in the sky, they’re shining for you; There’s an angel in the sky, for you. There’s a song in the sky, for you. …e não existe solidão maior que perder alguém que queremos.

21/02/2009

on the verge of the word intro

Na perda encontramos, sempre, a vida, aquela a que somos obrigados porque continuamos cá.

20/02/2009

terra

Ainda nessa festa do avante lembro-me que depois dos Faiport Convention, a caminho de qualquer lado, vejo-me noutro palco a assistir a cantares alentejanos, passado um pouco pedi ao meu pai para ir embora que aquilo era uma seca. Um homem atrás de mim, barbudo como se usava na época, começou a dar-me uma lição da importância e significado daqueles cantares para as pessoas, de história, tradição, raízes, tudo com uma clareza e simplicidade de discurso que, apesar da tenra idade, ainda hoje não esqueci. Fiquei até ao fim aprender a importância do que via e não custou nada. PS: Entretanto já me esquecia, esta estória a propósito de ainda ficarmos espantados por sermos um país de queixinhas, de pequenos déspotas, moralistazinhos e, agora mais que nunca, de verdadeiros saloios.

coisas boas

Um dos melhores concertos que vi na minha vida, Fairport Convention na festa do avante, era uma criança imberbe de cerca de 9 anos. Mas lembro que foi no Jamor e não parei de saltar com o meu pai e o meu irmão ao lado.

save what you can

Estamos prestes a entrar na fase do salve-se quem puder. Well it doesn't look much like we'll see the new year Cos all the bright young faces are here And I can't see us rising to their occasion any more No, not their Christmas cheer Time is against us, even love conspires to disgrace us And with things being what they are ... Yes and things being what they are Oh my friend, we used to walk in the flames Now somebody's taken my arms The shadows are taller you're missing your halo With your face in the half-light you look like a stranger You made me catch my breath just then You made me catch my breath Is that you... is that still you? If you cannot run, then crawl If you can leave, then leave it all If you don't get caught, then steal it all If you don't get caught. then steal it all Steal it all The final time we touch I watch as you enter the church You turn and you wave, then you kneel and you pray And you save of yourself what you can save If you cannot run, then crawl If you can leave, then leave it all If you don't get caught. then steal it all If you don't get caught. then steal it all Steal it all And between ourselves, and the end at hand, Save what you can

19/02/2009

The Rolling Stoned (aka Stones YCAGWYW Soulwax remix)

californication

Hoje começa a série californication no canal fx, às 23.10 h., se a segunda temporada for tão boa como a primeira é de não perder.

18/02/2009

casamentos

Casamento homossexual incestuoso poligâmico, isso é que era um grande copo-de-água e uma rebaldaria na noite de núpcias, o que vale é que ficava tudo em família (boa matéria para os contemporâneos). A parte homossexual dispenso, infelizmente o corpo de um homem excita-me tanto como uma parede, mas a parte da poligamia agrada-me. A palavra homossexual é bonita porque é que insistem no gay, palavra feia, mesmo feia. Mais a sério sigam estes links. Insónia: CONTRA O CASAMENTO e depois sigam o link da adenda

16/02/2009

o vira do minho

A minha filha foi ao Gerês passar um fim-de-semana dos namorados. Ontem quando chegou disse-me que gostou mas aconteceu um episódio engraçado, quando chegou depois das 3 da tarde sem local para comer, foi a um café e pediu um pão de leite com queijo e manteiga pelo qual lhe pediram 5.50 €, claro que filha de quem é, perguntou se estavam a brincar com ela, então o dono disse para ela dar o que quisesse, deu 2 € e bye bye. E assim continuamos nós portugueses, iguais a nós próprios.

professor ppz

Lembram-se do meu texto das superstições, meditismos e quejandos, não dos avós com a quarta classe, mas gente com cursos superiores. Agora, inesperadamente, aparece um Pacheco Pereira messiânico, qual Zandinga a prever que o clube de azul vai ser campeão. Exmo. Dr. PPZ o que prevê já me aconteceu a mim e a muitos, que nos próximos anos vai acontecer a mais não é novidade, portanto esse preto não me assusta. Anedótico é querer parecer que só o desajeitado Sócrates tem responsabilidades. Como é que o primeiro pacote de dinheiro comunitário, Cavaco primeiro-ministro, foi aproveitado, e os outros depois e este agora, o preto só tem andado mal disfarçado de um pantone que resvala entre o cinza desbotado e um verde fé parva em não sei quê. Esperem, afinal nem tudo é negritude, ao longe vejo uma luz. Quem será? É um avião, é um raio, é um meteorito, será uma estrela? Não, é a Manuela Ferreira Leite, ufa estamos salvos!

15/02/2009

slumdog

Slumdog é um bom filme porque tem uma boa fotografia, realização, uma edição e direcção de actores excelente e, por fim mas mais importante, a estória é bem contada. O resto interessa-me pouco.

o que vale

Take me out tonight Where there's music and there's people Who are young and alive Driving in your car I never never want to go home Because I heaven't got one Anymore Take me out tonight Because I want to see people And I want to see lights Driving in your car Oh please don't drop me home Because is not my home, is their home And I'm welcome no more And if a double decker bus Crashes into us To died by your side It's such a heavenly way to die And if a ten ton truck Kills the both of us To died by your side Well, the pleasure and the privilege is mine Take me out tonight Oh, take me anywere, I don't care I don't care, I don't care And in the darkned underpass I tought 'Oh God, my chance has come at last' But then a strange fear gripped me and I just couldn't ask Take me out tonight Don't take me anywere, I don't care I don't care, Idon't care Driving in your car I never, never want to go home Because I heaven't got one, no, no Oh, I heaven't got one And if a double decker bus Crashes into us To died by your side It's such a heavenly way to die And if a ten ton truck Kills the both of us To died by your side Well, the pleasure and the privilege is mine There is a light that never goes out There is a light that never goes out There is a light that never goes out There is a light that never goes out And if a double decker bus, crashes into us To died by your side it's such a heavenly way to die And if a ten ton truck, kills the both of us To died by your side, well the pleasure and the privilege is mine There is a light that never goes out...

everyday is like sunday

Acordar tarde e ir à fnac comprar um jogo da nitendo para o puto, pagar o gás e pôr gasolina. jogo: 39 € gás: 22 € gasolina: 20 € Total: 81 € Mais uns trocos para café, bolos. Se de tarde for ao cinema vão 100 €, não me parece já são excentricidades a mais, o melhor é ficar a coser meias. Afinal, não foi só o Salazar, isto continua tudo fodido. Haja fé! Trudging slowly over wet sand Back to the bench Where your clothes were stolen This is the coastal town That they forgot to close down Armageddon - come Armageddon! Come, Armageddon! Come! Everyday is like Sunday Everyday is silent and grey Hide on the promenade Etch a postcard "How I Dearly Wish I Was Not Here" In the seaside town ...that they forgot to bomb Come! Come! Come - nuclear bomb! Everyday is like Sunday Everyday is silent and grey Trudging back over pebbles and sand And a strange dust lands on your hands (And on your face... On your face ... On your face ... On your face ...) Everyday is like Sunday "Win Yourself A Cheap Tray" Share some greased tea with me Everyday is silent and grey

13/02/2009

mais fé

Afinal Salazar não fodia só Portugal, também fodia as portuguesas. Tudo com muita fé.

mais fé

Só com muita fé não se gosta do Slumdog Millionaire. Como diz um amigo meu, tão próximo que quando me vejo ao espelho o vejo a ele. A vida é uma merda. E depois, sempre gostei de cu.