Preciso de prova documental, sempre precisei, talvez por optimismo, talvez por masoquismo. E quem procura provas documentais está condenado a encontrá-las.
aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/2012/01/prova-documental.html
31/01/2012
bom dia
Do passado Manuel Zacarias Segura Viola tenta reter o que a vida lhe ensinou, cada pedra pisada foi um caminho, cada palavra teve um contexto, cada acorde uma motivação, cada acontecimento uma estória, mas, como diz o outro, o passado foi lá atrás. Do presente guarda o sol da manhã tardia que lhe bate nos olhos e as vagas nos pés enterrados nos grãos finos da areia. Do futuro a tentação de voltar a mergulhar sem medo do tamanho da onda, até porque um dia Zacarias não será mais que a terra que gosta de pisar.
Desperto para o mundo, o coração de Zacarias também sabe bater ao sabor do vento.
Desperto para o mundo, o coração de Zacarias também sabe bater ao sabor do vento.
going home
I love to speak with Leonard
He’s a sportsman and a shepherd
He’s a lazy bastard
Living in a suit
But he does say what I tell him
Even though it isn’t welcome
He will never have the freedom
To refuse
He will speak these words of wisdom
Like a sage, a man of vision
Though he knows he’s really nothing
But the brief elaboration of a tube
Going home
Without my sorrow
Going home
Sometime tomorrow
Going home
To where it’s better
Than before
Going home
Without my burden
Going home
Behind the curtain
Going home
Without the costume
That I wore
He wants to write a love song
An anthem of forgiving
A manual for living with defeat
A cry above the suffering
A sacrifice recovering
But that isn’t what I want him to complete
I want to make him certain
That he doesn’t have a burden
That he doesn’t need a vision
That he only has permission
To do my instant bidding
That is to SAY what I have told him
To repeat
Going home
Without my sorrow
Going home
Sometime tomorrow
Going home
To where it’s better
han before
Going home
Without my burden
Going home
Behind the curtain
Going home
Without the costume
That I wore
I love to speak with Leonard
He’s a sportsman and a shepherd
He’s a lazy bastard
Living in a suit
30/01/2012
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola gosta de olhar para todo lado e ter várias perspectivas das coisas, incluindo a periférica. Quando se levanta gosta de olhar para o sol, e, se por um momento pode ter um devaneio sonhador, do que gosta mesmo é de ouvir, aprender, fazer e dizer.
Para o coração de Zacarias chega-lhe a noção de, em todas as formas de olhar, se sentir vivo e acordado procurando fazer sempre o melhor, o que quer que isso seja.
Para o coração de Zacarias chega-lhe a noção de, em todas as formas de olhar, se sentir vivo e acordado procurando fazer sempre o melhor, o que quer que isso seja.
25/01/2012
espécie de qualquer coisa
E o facebook tem a sua piada para alguns de nós seres mortais comuns, agora para coisas sérias como mensagens do sr. sisudo e marcações de manifs faz-me assim uma espécie de qualquer coisa.
o sr. sisudo
Estou-me nas tintas para o que ganha o sr. sisudo, para as reformas do sr. sisudo, para as regalias do sr. sisudo, e até para a demagogia do sr. sisudo, o que não tenho mesmo pachorra é para o péssimo primeiro que foi, para a corja de vigaros, sacanas e bandidos de que se rodeou, que sempre amparou e que sempre o ampararam. Claro que o sr. sempre pairou sobre tudo isto, tanto como primeiro como agora como presidente, nem nunca tirou dividendos desta corja toda, aliás ele é puro como a nossa sra., virgem como o azeite e escorregadio também, aliás nem político é coitado. Podia era ser menos pobre de espírito e de reforma também já agora, 10 mil aérios para um presidente, muito mal está um país que um presidente tem só isto de reforma. Se tivesse trabalhado como deve de ser podia ter uma reforma maior e o povo que infelizmente representa também.
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola gostava de se espantar com algum mundo, mas já não consegue. Entre um presidente tosco e saloio e a saloíce parola de manifestações facebokianas ou láoquéisso, a distância que existe é a de ver quem dá a dentada maior no bolo-rei e o consegue manter mais tempo na boca aberta em frente das câmaras da TV. Claro que este concurso foi ganho há muito tempo pelo sr. presidente, daí ele ser o sr. presidente eleito de todos os portugueses, inclusive do pobre Zacarias. Foda-se!
Nesta conjuntura desconjunturada Zacarias renúncia ao ponto de encontro facebokafkiano, dar asas ao coração e viver uma vida real de guitarra a tiracolo mais uma G3 que dispare balões de água na cara desta gente ser-lhe-á suficiente.
Nesta conjuntura desconjunturada Zacarias renúncia ao ponto de encontro facebokafkiano, dar asas ao coração e viver uma vida real de guitarra a tiracolo mais uma G3 que dispare balões de água na cara desta gente ser-lhe-á suficiente.
24/01/2012
alturas existem em que não há palavras
em que as canções se tornam frágeis
a poesia uma ilusão de ritmo ou futuro
e no mármore se cravam epitáfios mais ou menos banais
alturas existem em que ficamos pequenos
tão pequenos como o grão mais ínfimo
como o mais ínfimo átomo que somos
e na terra cravamos as mãos um lugar para o corpo
alturas existem que não existimos
por segundos desfaz-se o tempo
nada se faz útil nada se pensa útil
e a inutilidade é um pensamento tão vago como tudo
alturas existem que as flores são feias
de um odor indefinido a vazio
e o vazio uma canção sem nome
que um dia cantaste a alguém
http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/rui-costa-1972-2012.html
em que as canções se tornam frágeis
a poesia uma ilusão de ritmo ou futuro
e no mármore se cravam epitáfios mais ou menos banais
alturas existem em que ficamos pequenos
tão pequenos como o grão mais ínfimo
como o mais ínfimo átomo que somos
e na terra cravamos as mãos um lugar para o corpo
alturas existem que não existimos
por segundos desfaz-se o tempo
nada se faz útil nada se pensa útil
e a inutilidade é um pensamento tão vago como tudo
alturas existem que as flores são feias
de um odor indefinido a vazio
e o vazio uma canção sem nome
que um dia cantaste a alguém
http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/rui-costa-1972-2012.html
19/01/2012
para o D.
Depois de duas semanas muito tristes e complicadas, chegar de levar um filho rabugento à escola ligar o computador e ver um comentário do Daniel é o tipo de coisa que considero extraordinário, não só pela surpresa como pelo timing.
Quando vivi em Mamaroneck em 2003-2004, trabalhei num restaurante em Yonkers http://www.lusitaniarestaurant.com/, em dias de grandes festas acompanhavam-me no serviço às mesas um cinquentão bonacheirão e anafado de bigode retorcido e o Daniel, um puto de 18 anos que no final ficava a arrumar a sala comigo. Enquanto varríamos tinha paciência para ouvir os meus dilemas existências, as mágoas e angústias da altura, lembro-me de uma noite em que depois de uma festa de bombeiros, ainda ressacados do 11 de Setembro, depois de pôr no lixo mais garrafas de cerveja do que alguma vez verei na vida, ficámos a contar a alta gorjeta e a conversar até tarde. A tudo o que eu dizia respondia com uma simplicidade desarmante, o espaço para grandes metafísicas ficava ali despojado na nossa simples realidade. Uma brincadeira que eu e o anafado bigodes tínhamos era despedirmo-nos dele com beijinhos, coisa que o rapaz não gostava nada, com a azáfama dos anos fomos perdendo o contacto.
Daniel, saber que te lembras de mim é uma honra, ver que lês o meu blog é estapafurdio, saber que cresceste bem é um orgulho. O teu comentário comoveu-me, eu e o Zacarias aprendemos muito contigo.
Bjs :)
Quando vivi em Mamaroneck em 2003-2004, trabalhei num restaurante em Yonkers http://www.lusitaniarestaurant.com/, em dias de grandes festas acompanhavam-me no serviço às mesas um cinquentão bonacheirão e anafado de bigode retorcido e o Daniel, um puto de 18 anos que no final ficava a arrumar a sala comigo. Enquanto varríamos tinha paciência para ouvir os meus dilemas existências, as mágoas e angústias da altura, lembro-me de uma noite em que depois de uma festa de bombeiros, ainda ressacados do 11 de Setembro, depois de pôr no lixo mais garrafas de cerveja do que alguma vez verei na vida, ficámos a contar a alta gorjeta e a conversar até tarde. A tudo o que eu dizia respondia com uma simplicidade desarmante, o espaço para grandes metafísicas ficava ali despojado na nossa simples realidade. Uma brincadeira que eu e o anafado bigodes tínhamos era despedirmo-nos dele com beijinhos, coisa que o rapaz não gostava nada, com a azáfama dos anos fomos perdendo o contacto.
Daniel, saber que te lembras de mim é uma honra, ver que lês o meu blog é estapafurdio, saber que cresceste bem é um orgulho. O teu comentário comoveu-me, eu e o Zacarias aprendemos muito contigo.
Bjs :)
16/01/2012
o corvo voa
Lembrei-me de uma expressão de Oakeshott, «the pursuit of perfection as the crow flies». Procurei essa passagem: «The pursuit of perfection as the crow flies is an activity both impious and unavoidable in human life. It involves the penalties of impiety (the anger of the gods and social isolation), and its reward is not that of achievement but that of having made the attempt. It is an activity, therefore, suitable for individuals, but not for societies». As minhas ideias sempre foram desfavoráveis à «busca da perfeição» na sociedade, ao passo que o meu temperamento favorecia a «busca da perfeição» no indivíduo. Mas talvez as minhas ideias tenham levado a melhor sobre o meu temperamento, ou o tenham modificado, na medida em que cheguei à conclusão de que também o projecto individual está condenado. Oakeshott, no mesmo ensaio, explica: «For an individual who is impelled to engage in it [the pursuit of perfection], the reward may exceed both the penalty and the inevitable defeat. The penitent may hope, or even expect, to fall back, a wounded hero, into the arms of an understanding and forgiving society. And even the impenitent can be reconciled with himself in the powerful necessity of his impulse, though, like Prometheus, he must suffer for it». Já passei por isso, tentei e falhei gloriosamente em devido tempo, com o devido dramatismo prometaico e o devido chinfrim. Agora, fico-me por objectivos modestos, a segurança e a decência, por exemplo. Fico a ver o corvo voar em vez de voar com ele.
aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/
aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola, apesar da idade, da evidência experenciada e sabida, continua a lidar muito mal com a bazófia e a hipocrisia. Depois, não sendo homem dado à parvoíce da mundanice nem ao logro de uma intelectualidade estéril, acaba por ficar num meio que só contribui mais para uma tendência misantrópica que nunca desejou.
Assim, resta ao coração de Zacarias reconhecer quem de facto lhe faz bem e, por vezes, fazer um teste de esforço cardíaco para aceitar, desde que não fique sem ar.
Assim, resta ao coração de Zacarias reconhecer quem de facto lhe faz bem e, por vezes, fazer um teste de esforço cardíaco para aceitar, desde que não fique sem ar.
13/01/2012
recomeçar
Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
aqui: http://hipocrisiasindigenas.blogspot.com/2012/01/recomecar.html
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
aqui: http://hipocrisiasindigenas.blogspot.com/2012/01/recomecar.html
07/01/2012
exorcismo
O senhor precisa de esquecer que o mundo existe, precisa de esquecer-se de si próprio, precisa de criar na sua vida momentos de suspensão, precisa de ler e de escrever como se não houvesse nada mais importante sobre a terra, precisa de alimentar os seus medos e as suas frustrações com o veneno da indiferença, precisa de dizer adeus ao passado e, se lhe não for doloroso, ao próprio futuro.
Ler tudo aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/exorcismo.html
Ler tudo aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/exorcismo.html
06/01/2012
para L
Show me the place where you want your slave to go
Show me the place i've forgotten i don't know
Show me the place for my head is bending low
Show me the place where you want your slave to go
Show me the place help me roll away the stone
Show me the place i can't move this thing alone
Show me the place where the word became a man
Show me the place where the suffering began
The troubles came i saved what i could save
A thread of light a particle a wave
But there were chains so i hastened to behave
There were chains so i loved you like a slave
Show me the place where you want your slave to go
Show me the place i've forgotten i don't know
Show me the place for my head is bent and low
Show me the place where you want your slave to go
The troubles came i saved what i could save
A thread of light a particle a wave
But there were chains so i hastened to behave
There were chains so i loved you like a slave
Show me the place
Show me the place
Show me the place
Show me the place help me roll away the stone
Show me the place i can't move this thing alone
Show me the place where the word became a man
Show me the place where the suffering began
precocidade
A certa idade, que varia segundo as pessoas mas que se situa por volta dos quarenta, a vida começa a parecer-nos insípida, lenta, estéril, sem atractivos, repetitiva, como se cada dia não fosse senão o plágio do anterior. Algo em nós se apaga: entusiasmo, energia, capacidade de fazer planos, espírito de aventura ou simplesmente apetite de prazer, de invenção ou de risco. É o momento de fazer uma paragem, reconsiderar a vida sob todos os seus aspectos e tentar tirar partido das suas fraquezas. Momento de suprema eleição, pois trata-se, na realidade, de escolher entre a sabedoria e a estupidez.
Julio Ramón Ribeyro, in Prosas Apátridas, trad. Tiago Szabo, Edições Ahab, Abril de 2011, p. 67.
Aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/precocidade.html
Julio Ramón Ribeyro, in Prosas Apátridas, trad. Tiago Szabo, Edições Ahab, Abril de 2011, p. 67.
Aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/precocidade.html
05/01/2012
livros do ano
"Quando nascemos, alguma divindade marca com uma cruz preta o nosso nome e a partir daí a vida não dará tréguas, não encontraremos senão obstáculos, chacota, ciladas, e teremos de suar a mais pequena alegria, remando, lutando contra a corrente, vendo os afortunados a deslizar na margem, de trunfo na mão, e sem nos permitirem a menor distracção, pois é isso que se espera de nós, que cedamos um instante ao desânimo para que a arma penetre até ao cabo."
Prosas Apátridas, Julio Ramón Ribeyro, tradução de Tiago Szabo, ed. Ahab
Sérgio Lavos aqui: http://www.retrato-auto.blogspot.com/2011/12/livros-do-ano-1.html
Prosas Apátridas, Julio Ramón Ribeyro, tradução de Tiago Szabo, ed. Ahab
Sérgio Lavos aqui: http://www.retrato-auto.blogspot.com/2011/12/livros-do-ano-1.html
bom dia
Mais crise menos crise, mais mundo menos mundo, o que Manuel Zacarias Segura Viola deseja para o novo ano é que a tesão se mantenha, porque Zacarias sabe que sem tesão não há vontade e sem vontade não há nada, vegeta-se.
Nesta perspectiva, o coração de Manuel Zacarias Segura Viola sentiu que o ano começou muito bem, comeu as passas cheio de vontade.
Nesta perspectiva, o coração de Manuel Zacarias Segura Viola sentiu que o ano começou muito bem, comeu as passas cheio de vontade.
ética da reciprocidade
O minimalismo moral teria sido suficiente. Que adoptassem a «regra de ouro» cristã (faz aos outros o que queres que te façam a ti) ou o «imperativo categórico» kantiano (age segundo um princípio que queiras como lei universal). Essa ética da reciprocidade existe no islamismo, no judaísmo, no confucionismo, no budismo, no hinduísmo e no humanismo laico e é talvez o mínimo denominador comum ético. E no entanto nada parece mais difícil, porque a reciprocidade requer humildade e empatia, bens escassos. Praticamente as únicas pessoas que até hoje vi seguirem uma ética da reciprocidade sem falhas foram pessoas auto-destrutivas, que, como é óbvio, subvertem o princípio de onde parte a regra de ouro. Fora disso, tenho convivido com severos Jeremias que depois fazem alegremente, alarvemente, o contrário do que exigem. O meu percurso moral, reconheço, não é recomendável, mas sempre me mantive fiel a esse preceito, em tempos bons e maus cumpri os mínimos, mesmo quando falhei os máximos, portei-me mal mas nunca nisso, segui sempre a ética da reciprocidade, do pouco que valho tenho isto a alegar antes de pedir justiça.
Pedro Mexia aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/2012/01/etica-da-reciprocidade.html
Pedro Mexia aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/2012/01/etica-da-reciprocidade.html
28/12/2011
no reino da tugolândia
Mais um ano que passou e tudo na mesma continuando a cair a pique para pior na tugolândia. Foi-se o Sócrates mais o choque tecnológico, o discurso positivo de exaltação da nação e sobrou uma tragédia descomunal neste desastre que somos, já Guterres era um apaixonado com juras de amor pela educação. Ontem era notícia de primeira página do Correio da Manhã que uma concorrente de um concurso parvo da TV fez uma mamada, um bico, um broche a outro concorrente, parece que o programa se chama "casa dos segredos", agora imaginem se fosse uma casa sem segredos, o que saberíamos, que têm um burro no quintal com o qual fazem loucas orgias, era giro, quase aposto que o burro ganhava aquela espécie de concurso, talento não lhe falta, enorme talento. Então, mas o que é que isto tem a ver com a educação, epá não sei, fiquei distraído com a imagem do talento burro nos concorrentes, o que é chocante mas não tecnológico. É a natureza pá diria o outro.
Como natural é ser entroikado por uns burocratas aziagos da União Europeia, parece que se fartaram do nosso bacalhau com todos, das azevias, das filhoses e dos coscurões e nos entroikaram até..., enfim até aos dedos dos pés que as solas vão começar a ficar rotas. Vá, esqueçam lá o burro ou não saímos daqui, coisa que, parece, alguns tugas aparentemente com mais neurónios começaram a fazer, desopilar está na moda, só que em vez desses paladinos da civilização como a Alemanha, França, Canadá ou USA estamos a ir para sítios como Angola, Moçambique, Brasil, Burkina Faso e sei lá que mais, parece que são países que estão a crescer, tirando o último que foi só para ver se vão ao mapa ver onde é e se esquecem do raio do burro, mas voltando ao que interessa, se estão a crescer para que é que precisam de tugas, só se for para fazer concursos parvos e levar o burro.
Entretanto andamos a levar com um coelho, que, sendo um animal bastante trabalhador, não me parece tão imponente como o burro, basta ver o tamanho das orelhas.
Como natural é ser entroikado por uns burocratas aziagos da União Europeia, parece que se fartaram do nosso bacalhau com todos, das azevias, das filhoses e dos coscurões e nos entroikaram até..., enfim até aos dedos dos pés que as solas vão começar a ficar rotas. Vá, esqueçam lá o burro ou não saímos daqui, coisa que, parece, alguns tugas aparentemente com mais neurónios começaram a fazer, desopilar está na moda, só que em vez desses paladinos da civilização como a Alemanha, França, Canadá ou USA estamos a ir para sítios como Angola, Moçambique, Brasil, Burkina Faso e sei lá que mais, parece que são países que estão a crescer, tirando o último que foi só para ver se vão ao mapa ver onde é e se esquecem do raio do burro, mas voltando ao que interessa, se estão a crescer para que é que precisam de tugas, só se for para fazer concursos parvos e levar o burro.
Entretanto andamos a levar com um coelho, que, sendo um animal bastante trabalhador, não me parece tão imponente como o burro, basta ver o tamanho das orelhas.
21/12/2011
bom dia
Para Manuel Zacarias Segura Viola o pior cego é o que não vê mesmo, o que não quer ver pode aprender.
E o que é que isto tem a ver com o coração?
E o que é que isto tem a ver com o coração?
19/12/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola conhece bem a história dos papéis e sabe sempre onde está a porra do papel, o que se torna, muitas vezes, uma grande chatice. Depois, não só academicamente mas também na vida real, a merda dos papéis nunca se apresentaram como complicados para Zacarias e, tanto nas várias organizações por onde passou como na família, sempre soube qual o caralho do papel a desempenhar, ainda que, amiúde, agarre no filha da puta do papel faça um avião e o mande ao ar.
Agora o coração de Zacarias sabe que existem alturas em que o cabrão do papel está tão amachucado que se torna de difícil leitura para os outros.
Agora o coração de Zacarias sabe que existem alturas em que o cabrão do papel está tão amachucado que se torna de difícil leitura para os outros.
13/12/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola, apesar de cheio de amor e paixão, anda parvo com a indecência e o mau cheiro que emana do mundo. Crise económica, bolhas que enchem, rebentam, voltam a encher, voltam a rebentar num ciclo de papa papalvos que, mais indignação menos indignação, continuam a ir enganados para o trabalho e a guardar o dinheiro nas instituições que os comem desavergonhadamente.
Nesta conjuntura, resta a Zacarias manter o coração apaixonado e a manter a coluna direita não vá ser apanhado desprevenido de nalgas para o ar.
Nesta conjuntura, resta a Zacarias manter o coração apaixonado e a manter a coluna direita não vá ser apanhado desprevenido de nalgas para o ar.
beijo
The fire's dying out
All the embers have been spent
Outside on the street
Lovers hide in the shadows
You look at me I look at you
There's only one thing
I want you to do
Kiss me
I want you to kiss me
Like a stranger once again
Kiss me like a stranger once again
I want to believe that our love's a mystery
I want to believe that our love's a sin
I want you to kiss me like a stranger once again
You wear the same kind of perfume
You wore when we met
I suppose there's something comforting
In knowing what to expect
But when you brushed up against me
Before i knew your name
Everything was thrilling
Because nothing was the same
I want you to kiss me
I want you to kiss me
Like a stranger once again
Kiss me like a stranger once again
I want to believe our love's a mystery
I want to believe our love's a sin
Oh, will you kiss me like a stranger once again
I want you to kiss me like a stranger
Kiss me like a stranger once again
XV
Olhar para o lado e encontrar-te,
outra vez,
dizer-te bom dia,
sorrir dos sonhos irrequietos da manhã
e sossegar-te com o aconchego de um beijo.
Olhar para o lado e saber que estás lá,
outra vez,
ver-te de novo,
contemplar os traços de uma vida
e sossegar-me no hálito húmido da tua boca.
Olhar para o lado e sentir-te,
outra vez,
encher-me de ti,
aspirar cheirando a essência
e respirar a pele na inquietude do desejo.
Olhar para o lado e dizer amor,
outra vez.
outra vez,
dizer-te bom dia,
sorrir dos sonhos irrequietos da manhã
e sossegar-te com o aconchego de um beijo.
Olhar para o lado e saber que estás lá,
outra vez,
ver-te de novo,
contemplar os traços de uma vida
e sossegar-me no hálito húmido da tua boca.
Olhar para o lado e sentir-te,
outra vez,
encher-me de ti,
aspirar cheirando a essência
e respirar a pele na inquietude do desejo.
Olhar para o lado e dizer amor,
outra vez.
12/12/2011
livro
Não percebo nada de melhores nem de estrelas, mas este foi o que mais gostei de ler este ano.
Rainer Maria Rilke a Lou Andréas-Salomé
Todos sabemos que o destino não tem destino,
sabemos que o destino passa frio
numa rua escura,
num deserto habitado apenas pelo vento.
Só não o dizemos a ninguém,
preferimos calar que o destino
anda dentro dos bolsos da noite,
preferimos escondê-lo na tristeza
snobe dos escritores de canções.
O destino, essa cadeia infame que nos prende,
nos adestra e nos mantém
morrendo para dentro de um poema.
Todos sabemos que o futuro não tem destino.
É esta a razão da nossa trajectória:
a seguir a cada argumento,
uma vaga precavida de calor
para que nos comportemos bem
à porta da sabedoria.
Todos sabemos que a medida do destino
é o fumo esvaindo-se no ar,
o ar adaptando-se aos pulmões,
os pulmões crescendo para fora do peito,
quebrando os ossos.
Henrique Manuel Bento Fialho
satisfied
I said i will have satisfaction
I will be satisfied
Before i'm gone
Before i'm gone
I will have satisfaction
I will be satisfied
I will have satisfaction
I will be satisfied
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola sabe o que é o sacrifício e sabe que em nome do sacrifício se tem sacrificado muita boa gente e, por vezes, Zacarias himself também não consegue fugir a um bom sacrifício, por exemplo, levar uma tia a um concerto dos Anjos. Contudo, a noção messiânica do sacrifício pelo amor aos Homens como noção de amor que se tem mantido até hoje sugere a Segura a Viola uma malha muito desafinada e falaciosa.
Para o coração de Zacarias o amor faz-se não se sacrifica, não se obriga e muito menos se deve.
Para o coração de Zacarias o amor faz-se não se sacrifica, não se obriga e muito menos se deve.
06/12/2011
bom dia
Ultimamente, Manuel Zacarias Segura Viola vem-se debruçando e felizmente, também, ajoelhando, deitando e outras posições indescritíveis, sobre o amor. Um tio de Zacarias diz que o amor estava em cima de uma couve veio um burro e comeu-a, chora baba e ranho a ver filmes românticos mas na realidade dá pouco. Outro tio, seco quase toda a vida, encontrou o amor tardiamente, poucos anos depois teve um ataque cardíaco e morreu. Alguns conhecidos dizem que amam muito, entre outros tipos de violência batem nas mulheres, atenção, por amor claro. Outra diz que ama muito o seu amado mas a tentação de outras carnes é forte. Outra largou tudo, saiu de casa mas voltou passado uns tempos para cuidá-lo de uma doença terminal. Cinquenta anos juntos sem nunca dormirem uma noite um sem o outro é obra de outro casal conhecido.
O coração de Zacarias não sabe nada destas coisas mas sabe que não se ama muito, ama-se ou não se ama e o amor, apesar de fodido, é muita bom.
O coração de Zacarias não sabe nada destas coisas mas sabe que não se ama muito, ama-se ou não se ama e o amor, apesar de fodido, é muita bom.
02/12/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola sabe que quando fica indiferente ao sol, a comida se embaraça sem sabor na boca, que quando a sensação é da cama sobre o corpo e não do corpo sobre a cama, quando a cabeça não ordena e os músculos não querem, resta tentar dormir e esperar que o coração faça o seu trabalho.
psicanálise e a arte
Qual é a origem de produção de Um Método Perigoso? Não é um filme totalmente canadiano?
É uma coprodução entre Canadá e Alemanha. Ironicamente, isso fez com que o filme tivesse sido quase por inteiro rodado na Alemanha, mesmo se a sua história não se passa nesse país. Há uma razão, de produção precisamente, para que isso aconteça: quando se faz um acordo deste género, é preciso gastar o dinheiro em ambos os países. Neste caso, filmámos em Colónia e na zona do Lago Constança. Além do mais, quis filmar em locais nos quais sabemos que Freud viveu, ou por onde passou.
Este filme terá sido, talvez, um reencontro com a psicanálise. Não sente que a sua obra anterior está já muito marcada por Freud e pelas referências psicanalíticas?
Não de forma tão específica. No fundo, creio que a psicanálise e a arte fazem a mesma coisa. Digamos que somos confrontados com a versão oficial da realidade: o paciente chega ao consultório e conta que tem uma profissão, uma família, a sua mulher... E aí, a psicanálise diz: “Certo, mas o que é que está realmente a acontecer? Como é que conseguimos chegar a essas coisas que não são ditas, que fazem com que a sua vida vá num determinado sentido e não noutro?” O artista faz o mesmo com a sociedade: avança para além da superfície das coisas, tenta ver o que está realmente a acontecer. O que está escondido? O que não é compreendido? O que não é dito?
Entrevista completa aqui: http://www.sound--vision.blogspot.com/2011/12/uma-conversa-com-david-cronenberg-13.html
É uma coprodução entre Canadá e Alemanha. Ironicamente, isso fez com que o filme tivesse sido quase por inteiro rodado na Alemanha, mesmo se a sua história não se passa nesse país. Há uma razão, de produção precisamente, para que isso aconteça: quando se faz um acordo deste género, é preciso gastar o dinheiro em ambos os países. Neste caso, filmámos em Colónia e na zona do Lago Constança. Além do mais, quis filmar em locais nos quais sabemos que Freud viveu, ou por onde passou.
Este filme terá sido, talvez, um reencontro com a psicanálise. Não sente que a sua obra anterior está já muito marcada por Freud e pelas referências psicanalíticas?
Não de forma tão específica. No fundo, creio que a psicanálise e a arte fazem a mesma coisa. Digamos que somos confrontados com a versão oficial da realidade: o paciente chega ao consultório e conta que tem uma profissão, uma família, a sua mulher... E aí, a psicanálise diz: “Certo, mas o que é que está realmente a acontecer? Como é que conseguimos chegar a essas coisas que não são ditas, que fazem com que a sua vida vá num determinado sentido e não noutro?” O artista faz o mesmo com a sociedade: avança para além da superfície das coisas, tenta ver o que está realmente a acontecer. O que está escondido? O que não é compreendido? O que não é dito?
Entrevista completa aqui: http://www.sound--vision.blogspot.com/2011/12/uma-conversa-com-david-cronenberg-13.html
01/12/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola é essencialmente coração, vive com o coração na boca, mas existem alturas que Zacarias tem de dizer basta e colocá-lo no lugar não vá mordê-lo e esvair-se em sangue.
30/11/2011
bom dia
Nesta fase da vida, Manuel Zacarias Segura Viola sabe que decidir é a possibilidade futura de arrependimento e o coração de Zacarias já está calejado de arrependimentos, por isso as indecisões costumam sair com os gases da manhã, mesmo que, por vezes, deixem uma fístula teimosa.
o que é a verdade?
Detesto a mentira, mas não amo a verdade. A mentira sei bem o que é, mas, como perguntava Pilatos, «o que é a verdade?»
bom dia
Mas afinal o que é o amor?
Pergunta amiúde o coração de Manuel Zacarias Segura Viola. Um clássico diz que é um contentamento descontente, mas Zacarias sabe que um contentamento descontente também pode ser um chupa-chupa que fica agarrado a um dente.
Pergunta amiúde o coração de Manuel Zacarias Segura Viola. Um clássico diz que é um contentamento descontente, mas Zacarias sabe que um contentamento descontente também pode ser um chupa-chupa que fica agarrado a um dente.
elogio ao amor
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
28/11/2011
pai natal
Ontem fui ao Fórum Almada com os meus filhos e lá estava o Pai Natal a tirar fotografias com crianças, uma coisa linda não fosse eu saber, porque quiseram contratar a minha filha, que os fotografos estão a ganhar 300 euros/mês para trabalhar 10 horas por dia. Vivemos num mundo generoso pois então e é bonito de ver o Pai Natal a contribuir para isso.
ou este
ou este
dicionário dos novos tempos
:) =) :] Sorrindo
¬¬ ¬_¬ ¬.¬ -.- Entediado, sarcástico ou desprezo
;) ;D Piscadela (piscada)
:D =D Sorriso grande ou risada
:] =] sorriso simples, ou sem-graça.
xB XB rindo com os dentes para fora, cara de deboche.
:B =B dentes para fora, cara de deboche ou de sorriso infantil
8I surpreso, deboche, não sabe o que estão falando com os olhos arregalados e boca serrada
:-)(-: beijo sorridente
:P =P de língua para fora, debochando, desregramento dos costumes; má conduta, devassidão, libertinagem
^^ sobrancelha levantada, saliente / feliz
o-o Surpreso /chocado
:o) Palhaço sorrindo
:3 =3 Achar algo fofo, fazer cara de pidão
;o) Palhaço sorrindo piscando
:( =( =[ triste
:'( :,( chorando
='/ :'
lágrimas (geralmente de emoção) ou comumente usado como assobio
:/ :\ =/ =\ =
indeciso, sem emoção, emoção indefinida
:
=
incerto
:# >=[ raiva
:@ Nervoso, Falando Palavrões / Beijo de Língua
:O =O Sujeito surpreso
:S =S Sujeito confuso
:x =X A falar um segredo
:* =* Beijo
B) 8) Com óculos escuros
8
Nerd, Estudioso
:^) Nariz grande ou nariz pontudo (ou compridinho)
:o) :O) Nariz redondo (ou redondinho, ou rondondinho)
O:) santo ou "não fiz nada"
>:) }:) }:] diabólico (com chifres)
5:) topete
:(
) cara de macaco
:@~ =@~ Esta tão nervoso que chega a babar / Beijo de Língua babado
:7) Sorriso Narigudo
ó:) Formando (de beca)
=T :T :I =I a mastigar
:> Sorriso anormalmente grande
<)
:$ =$ Vergonha, envergonhado
:(#) Com aparelho ortodôntico
:9 Delicioso, comida deliciosa
+:-) Idéia
-q, -Q Deboche, risada
("_")~*, ("_") Vendo estrelas ( Triiin ), Wow que besteira. ( humff))
D: D= )': Muito triste ou com medo.
>:) >:D feliz ou muito feliz.
>:( >:C triste ou muito triste..
v_v triste e Desapontado.
^_^ Feliz e bem disposto.
^-^ Bastante Feliz e bem disposto.
O_o ou o_O confuso e surpreso.
$_$ ou $-$ faminto por dinheiro.
¬¬ ¬_¬ ¬.¬ -.- Entediado, sarcástico ou desprezo
;) ;D Piscadela (piscada)
:D =D Sorriso grande ou risada
:] =] sorriso simples, ou sem-graça.
xB XB rindo com os dentes para fora, cara de deboche.
:B =B dentes para fora, cara de deboche ou de sorriso infantil
8I surpreso, deboche, não sabe o que estão falando com os olhos arregalados e boca serrada
:-)(-: beijo sorridente
:P =P de língua para fora, debochando, desregramento dos costumes; má conduta, devassidão, libertinagem
^^ sobrancelha levantada, saliente / feliz
o-o Surpreso /chocado
:o) Palhaço sorrindo
:3 =3 Achar algo fofo, fazer cara de pidão
;o) Palhaço sorrindo piscando
:( =( =[ triste
:'( :,( chorando
='/ :'
lágrimas (geralmente de emoção) ou comumente usado como assobio
:/ :\ =/ =\ =
indeciso, sem emoção, emoção indefinida
:
=
incerto
:# >=[ raiva
:@ Nervoso, Falando Palavrões / Beijo de Língua
:O =O Sujeito surpreso
:S =S Sujeito confuso
:x =X A falar um segredo
:* =* Beijo
B) 8) Com óculos escuros
8
Nerd, Estudioso
:^) Nariz grande ou nariz pontudo (ou compridinho)
:o) :O) Nariz redondo (ou redondinho, ou rondondinho)
O:) santo ou "não fiz nada"
>:) }:) }:] diabólico (com chifres)
5:) topete
:(
) cara de macaco
:@~ =@~ Esta tão nervoso que chega a babar / Beijo de Língua babado
:7) Sorriso Narigudo
ó:) Formando (de beca)
=T :T :I =I a mastigar
:> Sorriso anormalmente grande
<)
:$ =$ Vergonha, envergonhado
:(#) Com aparelho ortodôntico
:9 Delicioso, comida deliciosa
+:-) Idéia
-q, -Q Deboche, risada
("_")~*, ("_") Vendo estrelas ( Triiin ), Wow que besteira. ( humff))
D: D= )': Muito triste ou com medo.
>:) >:D feliz ou muito feliz.
>:( >:C triste ou muito triste..
v_v triste e Desapontado.
^_^ Feliz e bem disposto.
^-^ Bastante Feliz e bem disposto.
O_o ou o_O confuso e surpreso.
$_$ ou $-$ faminto por dinheiro.
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola já acreditou no Pai Natal e ainda acredita em Duendes, Fadas, Gnomos, Silfos, Elfos, no Speedy Gonzalez, no Calimero mais a Abelha Maia claro, no sapo Cocas, na miss Piggy e no Monstro das Bolachas. Em quem o coração de Zacarias tem mesmo dificuldade em acreditar é no cabrão do Pai Natal.
The question is what is mahna mahna?
The question is who cares?
The question is what is mahna mahna?
The question is who cares?
but it goes on
Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, no harm
Just another false alarm
Last night I felt
Real arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm
So, tell me how long
Before the last one?
And tell me how long
Before the right one?
The story is old - I know
But it goes on
The story is old - I know
But it goes on
the first time ever I saw your face
The first time ever I saw your face
I thought the sun rose in your eyes
And the moon and the stars were the gifts you gave
To the night and the empty skies my love
And the first time ever I kissed your mouth
I felt the earth move trough my hands
Like the trembling heart of a captive bird
That was there at my command my love
And the first time ever I lay with you
I felt your heart so close to mine
and I know our joy would fill the earth
And last 'till the end of time my love
The first time ever I saw your face
26/11/2011
on fire
Jurei nunca mais meter os pés no Rock no Rio, mas como quem mais jura mais mente, serei perdoado. Nunca andou por aqui nem sei bem porquê mas isto é do melhor.
e mais isto
e mais isto
24/11/2011
frágil
Hoje parei em galáxias longínquas no frio húmido desta estação, e voaram palavras por baixo das estrelas que trouxeram constelações mais um universo infinito de ânsias.
Já houve um tempo em que as palavras traziam sossego amanhado na saliva que pensava conhecer, mas os tempos não estão fáceis e a saliva começa a ficar gasta na acidez de desejos e sonhos que se desfazem em percepções inúteis e, quem sabe, falaciosas.
E regresso à terra, esta que os pés teimam em pisar, a força da gravidade é mais forte que a ilusão distante de outras dimensões, físicas, extrafísicas, é indiferente, a terra que pisamos será a terra que seremos.
Entretanto, enquanto a cabeça se mantém entre as orelhas, pouco mais há para querer do que o amor de quem amamos, olhar o espelho, ver a loucura de tudo e ter a certeza que, mesmo assim, ainda nos vemos e, já agora, fazer uma careta aos fracassos e insistir.
Depois, podemos sempre questionar a existência, esse abismo sem resolução, podemos sempre procurar um sentido para tudo, alguns podem até conhecer deus e fazer da esperança e da fé um nirvana, outros tentar perceber a força das emoções ou a natureza dos conflitos, é igual, no fim resta aquilo que sentimos, o que fizemos será apagado pela voragem do tempo.
Neste teatro tragicómico, resta-me resistir e procurar-te no canto mais isolado do palco, dar-te a mão, trazer-te à boca de cena e dizer que te amo.
Já houve um tempo em que as palavras traziam sossego amanhado na saliva que pensava conhecer, mas os tempos não estão fáceis e a saliva começa a ficar gasta na acidez de desejos e sonhos que se desfazem em percepções inúteis e, quem sabe, falaciosas.
E regresso à terra, esta que os pés teimam em pisar, a força da gravidade é mais forte que a ilusão distante de outras dimensões, físicas, extrafísicas, é indiferente, a terra que pisamos será a terra que seremos.
Entretanto, enquanto a cabeça se mantém entre as orelhas, pouco mais há para querer do que o amor de quem amamos, olhar o espelho, ver a loucura de tudo e ter a certeza que, mesmo assim, ainda nos vemos e, já agora, fazer uma careta aos fracassos e insistir.
Depois, podemos sempre questionar a existência, esse abismo sem resolução, podemos sempre procurar um sentido para tudo, alguns podem até conhecer deus e fazer da esperança e da fé um nirvana, outros tentar perceber a força das emoções ou a natureza dos conflitos, é igual, no fim resta aquilo que sentimos, o que fizemos será apagado pela voragem do tempo.
Neste teatro tragicómico, resta-me resistir e procurar-te no canto mais isolado do palco, dar-te a mão, trazer-te à boca de cena e dizer que te amo.
house is on fire
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, children are alone
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, your children are alone
22/11/2011
tenderness
A minha filha anda a ouvir isto.
O meu puto com 13 anos tem isto no mp3
The sun is up the world is flat
Damn good address for a rat
The smell of blood
The Drone of flies
You know what to do if
The baby cries
Hoist that rag
Fuck it tenho uns putos lindos, agora vou ver se chove.
O meu puto com 13 anos tem isto no mp3
The sun is up the world is flat
Damn good address for a rat
The smell of blood
The Drone of flies
You know what to do if
The baby cries
Hoist that rag
Fuck it tenho uns putos lindos, agora vou ver se chove.
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola sabe o que quer dizer relação, sabe o que é o Tribunal da Relação, acordãos da relação, uma relação de bens, e, sobretudo, esforça-se por saber relacionar as coisas, o que o coração de Zacarias não consegue relacionar é o que é ter uma relação ou ter relações com pessoas.
21/11/2011
down for you is up
If I could make the world as pure and strange as what I see
I'd put you in the mirror I put in front of me
I put in front of me
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola sente, muitas vezes, uma tristeza em forma de dor no peito mesmo junto ao coração que revolve as entranhas.
Quando tal acontece Zacarias tem de se bufar e, assim, peido a peido vaza o corpo e mente.
Quando tal acontece Zacarias tem de se bufar e, assim, peido a peido vaza o corpo e mente.
31/10/2011
Love Will Tear Us Apart
When routine bites hard
and ambitions are low
And resentment rides high
But emotions won't grow
And we're changing our ways
Taking different roads
the Tree of Life
E se quisesses preencher o vazio e só encontrasses mais vazio, e se quisesses um sentido para tudo e só visses loucura, e se quisesses compreender o mistério da existência e este se reduza a nada, e se quisesses falar com deus que meio usarias, e se quisesses tocar guitarra e te falhassem os dedos, e se quisesses valorizar o sofrimento qual seria a utilidade, e se quisesses ter esperança ou até fé o que farias com estes conceitos, e se quisesses perceber a força das emoções e a natureza dos conflitos será que a vida era mais facilmente explicável, e se quisesses voltar onde pertences e não soubesses.
E se quisesses, simplesmente, amar.
Aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/10/tree-of-life.html
E se quisesses, simplesmente, amar.
Aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/10/tree-of-life.html
we all go back to where we belong
I dreamed what what you were offering
Imagine lying next to me
You should, and your reputation talks
I will write our story in my mind
Write about our dreams and triumphs
This might be my "Innocence Lost"
I can taste the ocean on your skin
That is where it all began
I dreamed that we were elephants
Out of sight, clouds of dust
And woke up thinking we were free
Oh oh oh
I can taste the ocean on your skin
That is where it all began
We all go back to where we belong
We all go back to where we belong
This really what you want
This really what you want
I can taste the ocean on your skin
That is where it all began
We all go back to where we belong
We all go back to where we belong
This really what you want
This really what you want
maioria maiorias enrendilhadas
"Um passeio pelas redes sociais, esse intrépido passatempo moderno, e logo me deparo pensando em como as pessoas andam modestas. Em todos os lugares das redes elas se confessam a todo instante, politicamente desinteressadas, inteligentemente deficientes, indignas ou incapazes de realizarem qualquer coisa. Ninguém crê ou tem convicção de nada, a não ser de sua própria imperfeição. Elas se vêem sempre como mutiladas. Frases como: “o primeiro desejo da inteligência é desconfiar dela mesma” ou “é preciso coragem para ser imperfeito”, seguido, do clichê socrático, “só sei que nada sei” e “preferia ser um burro para não sofrer tanto”, entulham os perfis ou se somam às mensagens diárias que as pessoas enviam umas às outras. Ninguém quer parecer auto-suficiente. Nos dias atuais isso soa indigno. Vai daí que as coisas andem tão pantanosas como estão. Ninguém tem a mínima convicção de nada. Andam todos em círculos esperando a voz de um líder que os indique o caminho. Com tantas trilhas abertas eu me pergunto o que estão todos ainda esperando para se enfurnarem em uma delas. Sigam as picadas ou desbravem rotas alternativas. Parem de ler manuais de auto-ajuda."
AQUI: http://implantesdeciclone.blogspot.com/
Relembrando um texto de 2009
Cada vez mais, tal como no tempo dos meus avós, volto a ouvir falar de mau olhado, superstições, bruxas, mezinhas. Conheço pessoas, quase todas relativamente bem e instruídas, que não param de me falar de auto-ajuda, feng shuis, meditismos e uma panóplia de situações que me deixam em estado de contracção para não ser indelicado e a abanar a cabeça ao jeito de pois, pois, tentando disfarçar o ar parvo com que fico. Porra pá, eu também gosto muito de Yoga, mas só porque aquilo estica-me o corpo todo depois do ginásio, quando começam a chamar não sei por quem desligo. Por outro lado, de forma mais séria, existem pessoas a organizar-se em movimentos cheios de boas intenções, mas completamente obscurantistas. Vou a uma entrevista de trabalho e a Sra. que me entrevista (que tem trabalho e não tão mau quanto isso) começa a desabafar comigo, à velocidade da luz, durante duas horas. Tenho uma reunião com vista a definir uma linha de trabalho para atingir determinados objectivos e está tudo completamente noutro planeta ou lugar espiritual sei lá. Com isto tudo, começa a parecer-me que o maluco sou eu, como os desgraçados deste estudo De Rerum Natura: Conformidade ou conformismo?, que apesar de saberem que a resposta estava mal seguem com a maioria. Apesar desta campanha, os medos são muitos e sinto um retrocesso civilizacional enorme, mas se calhar sou eu que estou a ficar choné.
AQUI: http://n--coisas.blogspot.com/search?q=auto+ajuda
AQUI: http://implantesdeciclone.blogspot.com/
Relembrando um texto de 2009
Cada vez mais, tal como no tempo dos meus avós, volto a ouvir falar de mau olhado, superstições, bruxas, mezinhas. Conheço pessoas, quase todas relativamente bem e instruídas, que não param de me falar de auto-ajuda, feng shuis, meditismos e uma panóplia de situações que me deixam em estado de contracção para não ser indelicado e a abanar a cabeça ao jeito de pois, pois, tentando disfarçar o ar parvo com que fico. Porra pá, eu também gosto muito de Yoga, mas só porque aquilo estica-me o corpo todo depois do ginásio, quando começam a chamar não sei por quem desligo. Por outro lado, de forma mais séria, existem pessoas a organizar-se em movimentos cheios de boas intenções, mas completamente obscurantistas. Vou a uma entrevista de trabalho e a Sra. que me entrevista (que tem trabalho e não tão mau quanto isso) começa a desabafar comigo, à velocidade da luz, durante duas horas. Tenho uma reunião com vista a definir uma linha de trabalho para atingir determinados objectivos e está tudo completamente noutro planeta ou lugar espiritual sei lá. Com isto tudo, começa a parecer-me que o maluco sou eu, como os desgraçados deste estudo De Rerum Natura: Conformidade ou conformismo?, que apesar de saberem que a resposta estava mal seguem com a maioria. Apesar desta campanha, os medos são muitos e sinto um retrocesso civilizacional enorme, mas se calhar sou eu que estou a ficar choné.
AQUI: http://n--coisas.blogspot.com/search?q=auto+ajuda
26/10/2011
correr, correr, correr
Ao fim de cerca de 15 anos voltei a jogar andebol, sem o peso da competição e com a anarquia própria de quem já só joga para se divertir. O primeiro treino foi cansativo mas compensador, em primeiro lugar parece que o corpo ainda se mexe bem mas, sobretudo, enquanto dura a contenda só penso no jogo, dá para esquecer tudo, absolutamente tudo, só existe o jogo, o que é um luxo que não tinha há muito anos.
Por isso larguem todos os psis e terapeutas e comecem a jogar a qualquer coisa, nem que seja ao chinquilho.
Por isso larguem todos os psis e terapeutas e comecem a jogar a qualquer coisa, nem que seja ao chinquilho.
25/10/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola não substitui, muda, à procura do hálito que lhe aqueça o coração.
24/10/2011
arejar
Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none
Stay with me, Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt
there's so much in this world to make me bleed
Stay with me, You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...
fluir
Even flow, thoughts arrive like butterflies
Oh, he don't know, so he chases them away
Someday yet, he'll begin his life again
Whispering hands, gently lead him away
Him away, him away...
Yeah!
Woo...ah yeah...fuck it up...
20/10/2011
19/10/2011
second coming
Sem a genialidade e a pujança do primeiro o segundo ainda deu para manter a coisa bastante erecta.
Oiçam lá isto.
ou isto
ou ainda isto
Oiçam lá isto.
ou isto
ou ainda isto
ressurreição
Parece que os Stone Roses vão voltar aos palcos e talvez aos discos.
Se for para fazerem mais um álbum como o primeiro e ressuscitar mais músicas como esta o que vem aí é do melhor.
Oiçam e digam lá se isto não dá tusa?
Se for para fazerem mais um álbum como o primeiro e ressuscitar mais músicas como esta o que vem aí é do melhor.
Oiçam e digam lá se isto não dá tusa?
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola não acredita em bruxas mas acredita em bruxarias e gosta de pensar que, por vezes, também é bom estar enfeitiçado, mas o que fascina mesmo o coração de Zacarias é a possibilidade de agarrar numa vassoura, voar e avassourar ao lado da Maria.
17/10/2011
realismo
De que falamos, então, quando falamos de realismo? Exactamente do contrário do pueril naturalismo televisivo. O efeito de real nasce, não de qualquer “transcrição” neutra, mas de um elaborado trabalho narrativo que começa no visível (da vibração dos corpos à especificidade dramática dos objectos mais secundários) e passa por todas as nuances dramáticas (as relações entre personagens recusam qualquer espartilho moralista típico de telenovela).
Texto completo aqui: http://sound--vision.blogspot.com/2011/10/realismo-realismos.html
Texto completo aqui: http://sound--vision.blogspot.com/2011/10/realismo-realismos.html
no surprises
Such a pretty house and such a pretty garden
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises please (let me out of here)
Brazilina
Brazilina Correia de Paiva é uma mulher de 95 anos nascida na Tulha Velha, aldeia numa montanha perto de Cabril, Castro d'Aire, Viseu mas longe de tudo, onde há 30 anos quando lá cheguei pela primeira vez ainda se mijava e cagava para um buraco onde os porcos davam conta do recado, sem luz nem água e onde as mulheres não sabiam o que eram cuecas, ou sabiam mas achavam uma inutilidade, o que, bem vistas as coisas, é uma evidência que nesta urbanidade tosca nos recusamos a aceitar, a não ser por um erotismo tão estafado quanto básico.
Essas viagens que se tornaram regulares na segunda quinzena de Agosto, tinham o objectivo do reconhecimento das raízes familiares e, principalmente, proporcionar que a Brazilina revê-se a família. Pela estrada nacional n.º 1 até ao Porto e por uma espécie de estradas que nem lembro do Porto até à Tulha Velha chegávamos a levar 8 ou mais horas de caminho, isto numa carrinha mini com dois velhos e duas crianças no banco de trás. Estas viagens eram uma alegria, o reconhecimento que o mundo era muito mais que uma cidade onde tudo aparecia feito uma alegria ainda maior. Para a Brazilina foi um gosto dentro do que era possível a uma pessoa como ela ter gosto em alguma coisa. Mulher desinteressada e até apática não sabia ler nem escrever, chamou uma vida inteira Manel ao marido que se chamava José Leal Carriça, mas tinha um dom que dava e sobrava para a casualidade de estar vivo, embalava os bebés da família numa voz tão maravilhosa quanto a simplicidade com que se respira. Lembro-me de sair da escola primária e descer os 500 metros que me levavam aquela casa, encontrar o José Leal Carriça que era Manel a fumar cigarros atrás de cigarros, guardar tralha nas traseiras e a resmungar sozinho, só para a ouvir embalar os meus primos. Passava horas em pé com os bebés ao colo a cantar e eu no sofá deleitado a beber café, sim café da cafeteira e a comer pão com manteiga depois da sopa de feijão com hortaliças do quintal. Naquela casa bebia-se café como se fosse água e sempre foi uma questão democrática e consensual, calhava a todos, crianças, jovens e velhos, se nos fez mal não parece, no caso da Brazilina era mesmo o conduto principal do dia, de manhã, à tarde, à noite e até de madrugada. Mal não lhe fez como não faz ainda hoje, com 95 anos, por vezes, ainda é o café que a desperta de uma Alzheimer cada vez mais profunda, tão profunda que nem a tem lembrado que viver assim não vale a pena.
Há vários anos que já não reconhece ninguém, tirando os beijinhos que ainda sabe dar, das últimas coisas que a doença lhe levou foi a vontade de cantar e sem vontade de cantar de que vale viver, principalmente quando a voz se revelava tão importante como o ar.
Essas viagens que se tornaram regulares na segunda quinzena de Agosto, tinham o objectivo do reconhecimento das raízes familiares e, principalmente, proporcionar que a Brazilina revê-se a família. Pela estrada nacional n.º 1 até ao Porto e por uma espécie de estradas que nem lembro do Porto até à Tulha Velha chegávamos a levar 8 ou mais horas de caminho, isto numa carrinha mini com dois velhos e duas crianças no banco de trás. Estas viagens eram uma alegria, o reconhecimento que o mundo era muito mais que uma cidade onde tudo aparecia feito uma alegria ainda maior. Para a Brazilina foi um gosto dentro do que era possível a uma pessoa como ela ter gosto em alguma coisa. Mulher desinteressada e até apática não sabia ler nem escrever, chamou uma vida inteira Manel ao marido que se chamava José Leal Carriça, mas tinha um dom que dava e sobrava para a casualidade de estar vivo, embalava os bebés da família numa voz tão maravilhosa quanto a simplicidade com que se respira. Lembro-me de sair da escola primária e descer os 500 metros que me levavam aquela casa, encontrar o José Leal Carriça que era Manel a fumar cigarros atrás de cigarros, guardar tralha nas traseiras e a resmungar sozinho, só para a ouvir embalar os meus primos. Passava horas em pé com os bebés ao colo a cantar e eu no sofá deleitado a beber café, sim café da cafeteira e a comer pão com manteiga depois da sopa de feijão com hortaliças do quintal. Naquela casa bebia-se café como se fosse água e sempre foi uma questão democrática e consensual, calhava a todos, crianças, jovens e velhos, se nos fez mal não parece, no caso da Brazilina era mesmo o conduto principal do dia, de manhã, à tarde, à noite e até de madrugada. Mal não lhe fez como não faz ainda hoje, com 95 anos, por vezes, ainda é o café que a desperta de uma Alzheimer cada vez mais profunda, tão profunda que nem a tem lembrado que viver assim não vale a pena.
Há vários anos que já não reconhece ninguém, tirando os beijinhos que ainda sabe dar, das últimas coisas que a doença lhe levou foi a vontade de cantar e sem vontade de cantar de que vale viver, principalmente quando a voz se revelava tão importante como o ar.
14/10/2011
It's not going to stop
It's not.. what you thought...
When you first... began it.
You got... what you want...
Now you can hardly stand it, though,
By now you know, it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
You're sure... there's a cure...
And you have finally found it.
You think... one drink...
Will shrink you to... your underground
And living down, but it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
Prepare a list for what you need,
Before you sign away the deed,
'Cause it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
So just give up.
12/10/2011
um manancial
e já agora o melhor texto que li sobre Magnólia aqui: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/search?q=magnolia
11/10/2011
XIII
Suspenso,
inútil Outono a queimar o Verão ultrapassado.
As nuvens chegarão,
chegam sempre,
a chuva arrastará tudo,
lavará corpo e alma.
A massa fria trará o vento forte,
uma tempestade levará o desejo e a ilusão.
Tu permanecerás, estática mas permanecerás.
As folhas despenhar-se-ão como sempre,
ficarás despida outra vez.
Serás as raízes profundas, o tronco e os ramos nus,
a geada abater-se-á sobre ti.
Suspenso,
inútil será querer-te.
Lograr-te para quê se não te alcanço?
inútil Outono a queimar o Verão ultrapassado.
As nuvens chegarão,
chegam sempre,
a chuva arrastará tudo,
lavará corpo e alma.
A massa fria trará o vento forte,
uma tempestade levará o desejo e a ilusão.
Tu permanecerás, estática mas permanecerás.
As folhas despenhar-se-ão como sempre,
ficarás despida outra vez.
Serás as raízes profundas, o tronco e os ramos nus,
a geada abater-se-á sobre ti.
Suspenso,
inútil será querer-te.
Lograr-te para quê se não te alcanço?
10/10/2011
a casa dos poetas
No dia em que podia ter feito um brilharete, porque até li umas coisas do novo Nobel da Literatura, passei o tempo todo a trabalhar que nem um burro de carga. Depois chego a casa e dou de caras com uma histeria apenas compreensível porque há muito nos preparámos para o carácter neurótico dos amantes de poesia. Uma coisa vos digo cá do fundo do coração, só por causa da quantidade de palermices que já vi escritas, mesmo que de raspão, acerca da atribuição do Nobel, fico convencido de que A Casa dos Segredos teria muito mais sucesso se metesse por lá poetas e leitores de poesia em vez de putas e pasteleiros.
casa dos segredos
Que A Casa dos Segredos (TVI) seja mais uma variação do horror humano do Big Brother, eis o que já sabíamos. Que haja políticos que fingem acreditar que é possível discutir o “serviço público”, ou apenas a nossa sanidade mental, sem enfrentar os efeitos (des)educacionais de tal horror, eis a triste conjuntura em que vivemos...
Daí que seja oportuno relançar a questão política que, neste caso, realmente conta: na televisão portuguesa, onde estão os anticorpos que proclamem alternativas? Quando vemos Estado de Graça (RTP1), compreendemos que nem tudo está perdido. Desde logo porque, ao regressar, o programa das Produções Fictícias escolheu A Casa dos Segredos como “inimigo principal”: já que, na sociedade portuguesa, quase ninguém tem uma palavra a dizer sobre a violência simbólica da institucionalização da reality TV, saúde-se a coragem moral de um genuíno programa de humor.
Podemos considerar que a fórmula adoptada (um sketch + uma charla a dois + uma canção) tem limitações difíceis de superar. Talvez. Mas o programa nasce de dois valores fundamentais: primeiro, o gosto pelas palavras e seus poderes de humor, ironia, contundência ou ambiguidade; depois, a valorização desse maravilhoso material humano que dá pelo nome de “actor” (ou “actriz”). Saudemos, por isso, os cinco mosqueteiros de Estado de Graça: Ana Bola, Eduardo Madeira, Manuel Marques, Joaquim Monchique e Maria Rueff são a prova muito real do talento dos nossos actores. Afogar a maior parte desses actores na rotina medíocre das telenovelas é matar, lentamente, as energias criativas que existem na sua classe profissional.
João Lopes aqui: http://sound--vision.blogspot.com/2011/10/contra-casa-dos-segredos.html
Daí que seja oportuno relançar a questão política que, neste caso, realmente conta: na televisão portuguesa, onde estão os anticorpos que proclamem alternativas? Quando vemos Estado de Graça (RTP1), compreendemos que nem tudo está perdido. Desde logo porque, ao regressar, o programa das Produções Fictícias escolheu A Casa dos Segredos como “inimigo principal”: já que, na sociedade portuguesa, quase ninguém tem uma palavra a dizer sobre a violência simbólica da institucionalização da reality TV, saúde-se a coragem moral de um genuíno programa de humor.
Podemos considerar que a fórmula adoptada (um sketch + uma charla a dois + uma canção) tem limitações difíceis de superar. Talvez. Mas o programa nasce de dois valores fundamentais: primeiro, o gosto pelas palavras e seus poderes de humor, ironia, contundência ou ambiguidade; depois, a valorização desse maravilhoso material humano que dá pelo nome de “actor” (ou “actriz”). Saudemos, por isso, os cinco mosqueteiros de Estado de Graça: Ana Bola, Eduardo Madeira, Manuel Marques, Joaquim Monchique e Maria Rueff são a prova muito real do talento dos nossos actores. Afogar a maior parte desses actores na rotina medíocre das telenovelas é matar, lentamente, as energias criativas que existem na sua classe profissional.
João Lopes aqui: http://sound--vision.blogspot.com/2011/10/contra-casa-dos-segredos.html
07/10/2011
03/10/2011
Gostavas que a morte fechasse os olhos
e dissesse a palavra amo-te
enquanto se entrega ao desejo,
ou escolhias um golpe aniquilador
que devorasse o tempo?
Diz.
Preferes o sossego seco do deserto
a paz solidificada no vazio,
ou a humildade da luta sem tréguas
que todas as acções abarcam?
Reconheces a inutilidade de tudo,
na mão que repousa, respira e sente,
na palavra que é dita ou que se escreve
e marcas as mãos na terra
como quem agarra a vida?
Diz.
Queres que o amor seja o espaço
largo de uma planície serena,
ou a força implacável
de um punho contra o ventre?
e dissesse a palavra amo-te
enquanto se entrega ao desejo,
ou escolhias um golpe aniquilador
que devorasse o tempo?
Diz.
Preferes o sossego seco do deserto
a paz solidificada no vazio,
ou a humildade da luta sem tréguas
que todas as acções abarcam?
Reconheces a inutilidade de tudo,
na mão que repousa, respira e sente,
na palavra que é dita ou que se escreve
e marcas as mãos na terra
como quem agarra a vida?
Diz.
Queres que o amor seja o espaço
largo de uma planície serena,
ou a força implacável
de um punho contra o ventre?
02/10/2011
holes in the story
Don't leave me now
I must confess
Haven't been the worst
Haven't been the best
Since you came
Don't take me now
I must confess
Found the word digress
And made it a home
Don't leave me now
I must confess
Haven't been the worst
Haven't been the best
Since you came
It's all the same
It's all the same
Don't take me now
I must confess
Found the word digress
And made it a home
It's all the same
It's all the same
Don't come try to find me now
I must confess
Holes in the plot rearrange themselves
with all the rest
Holes in the story
Holes in myself
nada
Aguentava-me como podia: num caco. Segue-se o marasmo à descoberta de que no âmago existe o nada.
AQUI: http://raposasasul.blogspot.com/2011/09/fors-sua-cuique-loco-est.html
AQUI: http://raposasasul.blogspot.com/2011/09/fors-sua-cuique-loco-est.html
do fazer
"Os conhecimentos ouvem-se, mas para agir a capacidade de audição é praticamente desprezível. Porque agir é estar próximo das coisas e ouvir é estar afastado das coisas. Alguém que apenas ouve nunca será considerado um intruso no mundo, a Natureza não se sentirá ameaçada. Quem ouve poderá acumular conhecimentos, mas essa acumulação não lutará com a Natureza. Esta resiste bem à inteligência, ao raciocíonio e à memória do Homem... ...e o que ameaça a natureza são as acções:...
... Qualquer cão mesquinho mijaria nas pernas de um homem altamente inteligente, mas imóvel."
Gonçalo M. Tavares "Um Homem Klaus Klump"
... Qualquer cão mesquinho mijaria nas pernas de um homem altamente inteligente, mas imóvel."
Gonçalo M. Tavares "Um Homem Klaus Klump"
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola é um homem bastante simples, tem o cabelo grande e meio desgrenhado, barba por fazer, roupa meio desleixada, um andar desajeitado. Aparentemente distraído, é, na verdade, uma pessoa muito atenta a todos os pormenores e não nega à partida ciências que desconhece.
Mas uma coisa o coração de Zacarias sabe, é que o amor não se guarda vive-se.
Mas uma coisa o coração de Zacarias sabe, é que o amor não se guarda vive-se.
29/09/2011
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola nunca percebeu bem aquela estória da porta que se fecha e abre uma janela, ou da janela que se fecha e abre uma porta, ou da porta que se fecha e abre outra porta, qualquer coisa assim, até por causa das correntes de ar.
Já a questão da Luz sempre surgiu simples ao coração de Zacarias, é só abrir a janela quando o sol nasce.
Já a questão da Luz sempre surgiu simples ao coração de Zacarias, é só abrir a janela quando o sol nasce.
28/09/2011
na ramada
É verdade que te reconheço a inutilidade, não semeias, não lavras, não dás fruto, não cultivas, no fundo não geras riqueza e a vida está cara, se está, mas foda-se, ver-te perdido no meio de tantos papéis inúteis, como tudo, foi triste.
Tocar-te como quem toca o chão e amaciar-te a terra nas mãos,
sentir todos os grãos de vida nas partículas mais ínfimas,
do passado extrair as raízes que te fizeram,
do presente todas as sensações que provocam,
do futuro o sorriso que desejo.
Embrulhar o tempo num abraço e querer,
querer o corpo que é pele e o pensamento que é ser,
a palavra que é voz e o desejo que é carne,
o sangue que é ferida e os nervos que são dor,
a mão que é expressão e os olhos que são alma.
Desenhar o espaço num horizonte e sentir,
sentir o silêncio na paz que aconchegas e afagas,
o sossego no segredo que se faz profundo,
a música que imaginas no murmúrio dos corpos,
e os dedos que são verdade vincada na eternidade.
E voltar.
Tocar-te como quem toca o chão e amaciar-te a terra nas mãos,
sonhar-te presente em mim.
Tocar-te como quem toca o chão e amaciar-te a terra nas mãos,
sentir todos os grãos de vida nas partículas mais ínfimas,
do passado extrair as raízes que te fizeram,
do presente todas as sensações que provocam,
do futuro o sorriso que desejo.
Embrulhar o tempo num abraço e querer,
querer o corpo que é pele e o pensamento que é ser,
a palavra que é voz e o desejo que é carne,
o sangue que é ferida e os nervos que são dor,
a mão que é expressão e os olhos que são alma.
Desenhar o espaço num horizonte e sentir,
sentir o silêncio na paz que aconchegas e afagas,
o sossego no segredo que se faz profundo,
a música que imaginas no murmúrio dos corpos,
e os dedos que são verdade vincada na eternidade.
E voltar.
Tocar-te como quem toca o chão e amaciar-te a terra nas mãos,
sonhar-te presente em mim.
desilusões
Passei o dia a arrumar tralha de uma vida, uma enorme volta ao quarto/biblioteca/videoteca/discoteca e sei lá que mais. A inutilidade do que guardamos é de uma pobreza confrangedora. Coisas que pensámos importantes, ou, pior ainda, que até foram importantes em determinada altura e agora resumem-se a pedaços de nada cheios de pó.
A questão é.
Será que com as pessoas é muito diferente?
A questão é.
Será que com as pessoas é muito diferente?
aprende
...À pergunta Para Que Serve a Poesia Hoje? Nós podemos, desde logo, juntar uma outra: para que servem hoje conferências e debates sobre a utilidade da poesia? E mais esta: servirá hoje a poesia para alguma coisa que não tenha já servido no passado? Estes problemas são tão mais urgentes quanto se torna necessário entender se, de facto, a poesia alguma vez serviu para alguma coisa ou se tem mesmo de servir para alguma coisa. Um pouco à semelhança da presunção de um sentido para a vida, buscado, cavado, semeado, colhido no absurdo da existência, também a utilidade de toda e qualquer actividade humana deverá ser pensada em função do paradoxo suscitado pela prática do impraticável. Na realidade, nada na vida pede sentido senão a própria perdição dos homens. Assim como a vida não tem que ter sentido algum, também a poesia não tem que servir para o que quer que seja...
...A poesia terá uma dimensão terapêutica que não esgota as suas funções, mas que de algum modo sublinha o carácter utilitário da sua não-utilidade. Duvido que cure ou dê prazer, pelo menos não tanto quanto um bom vinho ou a masturbação...
Sublinhados meus.
AQUI: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/09/para-que-serve-poesia-hoje.html
...A poesia terá uma dimensão terapêutica que não esgota as suas funções, mas que de algum modo sublinha o carácter utilitário da sua não-utilidade. Duvido que cure ou dê prazer, pelo menos não tanto quanto um bom vinho ou a masturbação...
Sublinhados meus.
AQUI: http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/09/para-que-serve-poesia-hoje.html
bom dia
O coração de Manuel Zacarias Segura Viola inchou tanto de amor que até meteu nojo. De tanto inchar rebentou, deixando merda espalhada em todos os que estavam à sua volta.
Está pronto para voltar a ser.
Está pronto para voltar a ser.
25/09/2011
manifesto
não digam que a arte não alimenta
não digam que arte não abriga
não digam que a arte é inútil
nem para a enaltecer
nem para a desprezar
alimentem-se de arte,
da vossa e a da dos outros
façam da arte a vossa casa
e o vosso porto de abrigo
de onde partem e chegam
a verdade é que inútil é
a própria ideia
de utilidade
a arte é tão inútil
como o ser
luís ene
aqui: http://luis-ene.blogspot.com/
não digam que arte não abriga
não digam que a arte é inútil
nem para a enaltecer
nem para a desprezar
alimentem-se de arte,
da vossa e a da dos outros
façam da arte a vossa casa
e o vosso porto de abrigo
de onde partem e chegam
a verdade é que inútil é
a própria ideia
de utilidade
a arte é tão inútil
como o ser
luís ene
aqui: http://luis-ene.blogspot.com/
22/09/2011
fim
Hoje sinto tudo em cima de mim
e o mundo é esta reflexão que sou.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
I read bad poetry
into your machine
I save your messages
just to hear your voice.
you always listen carefully
to awkwards rhymes.
you always say your name.
like I woulden't know it's you,
at your most beautiful.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
at my most beautiful
I count your eyelashes secretly.
with every one, whisper I love you.
I let you sleep.
I know you're closed eye watching me,
listening.
I thought I saw a smile.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
e o mundo é esta reflexão que sou.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
I read bad poetry
into your machine
I save your messages
just to hear your voice.
you always listen carefully
to awkwards rhymes.
you always say your name.
like I woulden't know it's you,
at your most beautiful.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
at my most beautiful
I count your eyelashes secretly.
with every one, whisper I love you.
I let you sleep.
I know you're closed eye watching me,
listening.
I thought I saw a smile.
I've found a way to make you
I've found a way
a way to make you smile
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