26/06/2012
23/06/2012
31/03/2012
dança de roda
O balcão bancário que me emprestou dinheiro para comprar a minha casa é hoje uma sex shop chamada pérola do prazer, nasci em 69, sendo um número que só por si vale o que vale com um terramoto à mistura torna tudo ainda mais vibrante. Ontem, quando saí do teatro passa um grande rato ou rata à frente do carro, macho ou fémea era uma grande ratazana. Parei e deixei-a passar, com animais destes nunca gostei de me cruzar, depois da peça e deste episódio uma epifânia assaltou-me e percebi muita coisa.
Se puderem vão ver a Dança de Roda ao Teatro de Almada, da minha parte juro não faltar às próximas consultas com a psicóloga. Raios partam os animais.
Se puderem vão ver a Dança de Roda ao Teatro de Almada, da minha parte juro não faltar às próximas consultas com a psicóloga. Raios partam os animais.
vermes
O dono desta casa tem andado ocupado em arrumações no sotão, o motivo da desarrumação é uma espécie de macacos traquinas de que não se conhece a espécie, mas desconfio que são anões.
13/03/2012
XVI
E perde-se mais um dia na ânsia de te encontrar.
Como agarrar a terra se não te acho as mãos.
Como cheirar o hálito se não te vejo a boca.
Mais um interregno marcado no tempo,
Como as folhas que vão e voltam com as estações.
Assim, o teu corpo são as raízes e eu sou o tronco.
Tu profunda dentro da terra sorvendo a água
que sustenta a minha robustez.
A tua vontade é o vai e vem das folhas
que os meus ramos aguardam.
Como agarrar a terra se não te acho as mãos.
Como cheirar o hálito se não te vejo a boca.
Mais um interregno marcado no tempo,
Como as folhas que vão e voltam com as estações.
Assim, o teu corpo são as raízes e eu sou o tronco.
Tu profunda dentro da terra sorvendo a água
que sustenta a minha robustez.
A tua vontade é o vai e vem das folhas
que os meus ramos aguardam.
12/03/2012
diverge - prólogo
Bruno: Andamos aqui com esta conversa de merda não sei para quê. Já viste aqueles gajos todos que morreram com 27 anos, o Hendrix, a Janis Joplin, o Morrison, o Brian Jones, o Cobain, agora a Amy casa do vinho.
Jack: Sim, o que tem?
Bruno: Então? O que tem? Coincidências a mais não?
Jack: O Ian Curtis foi com 23, outros que não são tão conhecidos nas mais variadas idades, uns foram de overdose, outros de afogamento, enforcamento, outros de sei lá do quê. O Cobain deu um tiro na testa.
Bruno: Esse é que morreu como um Homem, Pum! Já está, miolos por tudo o que é sítio.
Jack: Eu seria no coração.
Bruno: Porra meu, isso é de gaja, era um suicídio gay.
Jack: Qual suicídio! Parava só o coração que é a causa desta merda toda.
Bruno: Mas olha que ficava a doer na mesma.
Jack: Eu sei.
Jack: Sim, o que tem?
Bruno: Então? O que tem? Coincidências a mais não?
Jack: O Ian Curtis foi com 23, outros que não são tão conhecidos nas mais variadas idades, uns foram de overdose, outros de afogamento, enforcamento, outros de sei lá do quê. O Cobain deu um tiro na testa.
Bruno: Esse é que morreu como um Homem, Pum! Já está, miolos por tudo o que é sítio.
Jack: Eu seria no coração.
Bruno: Porra meu, isso é de gaja, era um suicídio gay.
Jack: Qual suicídio! Parava só o coração que é a causa desta merda toda.
Bruno: Mas olha que ficava a doer na mesma.
Jack: Eu sei.
10/03/2012
08/03/2012
genitivo
Do Latim, o que sempre mais gostei foi do Genitivo, e não posso dizer que me faça sentir a lígua morta.
17/02/2012
14/02/2012
um texto verdadeiramente piegas
Mais um dia em que o sol se levantou num resplandecente louvor à mãe terra inundando-a de brilho e luz. (Porra que frase extraordinariamente piegas) Os seres, os mais ou menos racionais, levantam-se mais ou menos estremunhados, mais ou menos deprimidos e seguem mais ou menos caminho sem verdadeiramente sair da concha que julgam mais ou menos os proteger. Uns vão directamente para os trabalhos miseráveis que aceitam para pagar a vida, a vidinha que lhes permitem ter, que se permitem aceitar numa acomodação tão acomodada como os desejos que esqueceram e os sonhos que não lembram, mas há que por comida na mesa e pagar as continhas, uma luta perdida à partida na voragem de tudo.
Mas, enquanto não cai um calhau ou um raio gama direccionado ao centro deste lindo planeta (piegas), a vida segue e cada segundo é mais um momento conquistado aos elementos. Assim seja. Entretanto, lá nos vamos entretendo, como sempre, com as merdinhas do costume, o facebook é um manancial de pura distracção e diversão, são as frases feitas, as mensagens de amor a tudo e a todos, à mãe, ao pai, aos irmãos, aos amigos, aos cães, aos gatos, aos passarinhos (acho que não são fritos) às pulgas, aos chatos e a toda a fauna e flora desta querida terra neste glorioso universo plantado (pieguinhas), eu cá liko muito toda esta cena, aqui não há mentira, ou se lika ou não se lika e ficamos todos um pouco mais felikes. Depois, nós portugas, temos aquela arte de falar sobre tudo e sobre todos, ter sempre uma opinião é regra, até porque somos um povo muito instruído, que lê muito, principalmente os outros, quando toca a nós o espelho é o reflexo de uma luz intensa e brilhante. Por exemplo, somos uma cambada que adora futebol, nas tricas do dia seguinte claro porque quando o jogo é jogado os estádios estão vazios, somos um povo de poetas e artistas mas não lemos poesia nem vamos ao teatro, somos um povo de brandos costumes excepto para criticar o vizinho do lado ou até os mais próximos, somos um povo de garanhões e foliões que na hora da verdade se encolhe e fica castrado a moralismos serôdios. Depois do céu na terra que era Sócrates (paz à sua alma), agora temos o empreendedor e competitivo Coelho, que de castrado não parece ter nada, anda a foder tudo a torto e a direito e ainda se dá ao luxo de nos brindar com mimos e pieguices como nunca vi, o povo finge que está chateado mas anda sempre de rabo espetado a ver o que lhe calha, pode ser que uma seja bem dada e se consiga um lugar qualquer num qualquer lugar a que o rabo se habitue.
E agora para terminar de uma forma verdadeiramente piegas. Uma maravilha este glorioso rectângulo de nariz empinado para o mar cheio de gente linda, solidária e amiga, tão glorioso como a luz desta espantosa estrela que me aquece a alma.
Liko muito este sol. Levitemos.
Mas, enquanto não cai um calhau ou um raio gama direccionado ao centro deste lindo planeta (piegas), a vida segue e cada segundo é mais um momento conquistado aos elementos. Assim seja. Entretanto, lá nos vamos entretendo, como sempre, com as merdinhas do costume, o facebook é um manancial de pura distracção e diversão, são as frases feitas, as mensagens de amor a tudo e a todos, à mãe, ao pai, aos irmãos, aos amigos, aos cães, aos gatos, aos passarinhos (acho que não são fritos) às pulgas, aos chatos e a toda a fauna e flora desta querida terra neste glorioso universo plantado (pieguinhas), eu cá liko muito toda esta cena, aqui não há mentira, ou se lika ou não se lika e ficamos todos um pouco mais felikes. Depois, nós portugas, temos aquela arte de falar sobre tudo e sobre todos, ter sempre uma opinião é regra, até porque somos um povo muito instruído, que lê muito, principalmente os outros, quando toca a nós o espelho é o reflexo de uma luz intensa e brilhante. Por exemplo, somos uma cambada que adora futebol, nas tricas do dia seguinte claro porque quando o jogo é jogado os estádios estão vazios, somos um povo de poetas e artistas mas não lemos poesia nem vamos ao teatro, somos um povo de brandos costumes excepto para criticar o vizinho do lado ou até os mais próximos, somos um povo de garanhões e foliões que na hora da verdade se encolhe e fica castrado a moralismos serôdios. Depois do céu na terra que era Sócrates (paz à sua alma), agora temos o empreendedor e competitivo Coelho, que de castrado não parece ter nada, anda a foder tudo a torto e a direito e ainda se dá ao luxo de nos brindar com mimos e pieguices como nunca vi, o povo finge que está chateado mas anda sempre de rabo espetado a ver o que lhe calha, pode ser que uma seja bem dada e se consiga um lugar qualquer num qualquer lugar a que o rabo se habitue.
E agora para terminar de uma forma verdadeiramente piegas. Uma maravilha este glorioso rectângulo de nariz empinado para o mar cheio de gente linda, solidária e amiga, tão glorioso como a luz desta espantosa estrela que me aquece a alma.
Liko muito este sol. Levitemos.
08/02/2012
07/02/2012
dialecto
O novo disco da banda do meu querido tio Lindolfo Paiva, o que parece o avô cantigas mas assim pró mais bonito, muito mais.
7
Sometimes i'd head for the highway
I'm old and the mirrors don't lie
But crazy has places to hide in
That are deeper than any goodbye
I had to go crazy to love you
Had to let everything fall
Had to be people i hated
Had to be no one at all
31/01/2012
prova documental
Preciso de prova documental, sempre precisei, talvez por optimismo, talvez por masoquismo. E quem procura provas documentais está condenado a encontrá-las.
aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/2012/01/prova-documental.html
aqui: http://a-leiseca.blogspot.com/2012/01/prova-documental.html
bom dia
Do passado Manuel Zacarias Segura Viola tenta reter o que a vida lhe ensinou, cada pedra pisada foi um caminho, cada palavra teve um contexto, cada acorde uma motivação, cada acontecimento uma estória, mas, como diz o outro, o passado foi lá atrás. Do presente guarda o sol da manhã tardia que lhe bate nos olhos e as vagas nos pés enterrados nos grãos finos da areia. Do futuro a tentação de voltar a mergulhar sem medo do tamanho da onda, até porque um dia Zacarias não será mais que a terra que gosta de pisar.
Desperto para o mundo, o coração de Zacarias também sabe bater ao sabor do vento.
Desperto para o mundo, o coração de Zacarias também sabe bater ao sabor do vento.
going home
I love to speak with Leonard
He’s a sportsman and a shepherd
He’s a lazy bastard
Living in a suit
But he does say what I tell him
Even though it isn’t welcome
He will never have the freedom
To refuse
He will speak these words of wisdom
Like a sage, a man of vision
Though he knows he’s really nothing
But the brief elaboration of a tube
Going home
Without my sorrow
Going home
Sometime tomorrow
Going home
To where it’s better
Than before
Going home
Without my burden
Going home
Behind the curtain
Going home
Without the costume
That I wore
He wants to write a love song
An anthem of forgiving
A manual for living with defeat
A cry above the suffering
A sacrifice recovering
But that isn’t what I want him to complete
I want to make him certain
That he doesn’t have a burden
That he doesn’t need a vision
That he only has permission
To do my instant bidding
That is to SAY what I have told him
To repeat
Going home
Without my sorrow
Going home
Sometime tomorrow
Going home
To where it’s better
han before
Going home
Without my burden
Going home
Behind the curtain
Going home
Without the costume
That I wore
I love to speak with Leonard
He’s a sportsman and a shepherd
He’s a lazy bastard
Living in a suit
30/01/2012
bom dia
Manuel Zacarias Segura Viola gosta de olhar para todo lado e ter várias perspectivas das coisas, incluindo a periférica. Quando se levanta gosta de olhar para o sol, e, se por um momento pode ter um devaneio sonhador, do que gosta mesmo é de ouvir, aprender, fazer e dizer.
Para o coração de Zacarias chega-lhe a noção de, em todas as formas de olhar, se sentir vivo e acordado procurando fazer sempre o melhor, o que quer que isso seja.
Para o coração de Zacarias chega-lhe a noção de, em todas as formas de olhar, se sentir vivo e acordado procurando fazer sempre o melhor, o que quer que isso seja.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
