14/10/2008

Não há engano, na tormenta voraz dos acontecimentos. O que foi, o que é e o que irá ser, não há desvios, paragens ou perspectivas abstractas. O caminho, que é uma estrada já feita, terá o tempo que o tempo precisa, sem pressas, que o tempo tem os seus caprichos e leva, sempre, o tempo que o tempo tem. Não há engano, no desbravar voraz dos sentimentos. O que se quis, o que se quer e o que se irá querer, não há curvas, atalhos ou certezas condicionadas. O destino, que é um fado já cantado, terá todo o espaço que o espaço precisa, e, na vastidão, qualquer dúvida será varrida, porque o espaço quer-se vasto mas limpo também. Não há engano, no tempo e no espaço que é só um. Onde tudo o que foi dito, se diz ou virá a dizer é, tão só, um ciclo de repetições constantes. Nesta vida, que temos e fazemos, o tempo que levamos leva-nos também e o espaço que é nosso é aquele que conquistamos. Resta-nos esperar que os enganos se vão apagando.

2 comentários:

Ricardo Pulido Valente disse...

mt bem escrito, colega;)

um abraço

np disse...

"muito bem escrito", dito por um pulido valente, seja ele quem for, soa bem :)
agora a sério, ainda bem que gostou