31/12/2008

bom 2009

Para 2009, aconselho pessoas como o HMBF do insónia, o João Lopes do Sound$Vision, o Pedro Mexia do estado civil entre outros, a entregar os respectivos teclados ao génio das prosas do Pacheco Pereira no abrupto e aos "ressabiamentos" com estilo do João Gonçalves no portugal dos pequeninos. Xutos & Pontapés Sou Bom

banda sonora para as 00 h

The Beatles - Helter Skelter Jimi Hendrix - Voodoo Child Sex Pistols - Anarchy In The UK Nirvana - Smells Like Teen Spirit Metalica - Enter Sandman Rage Against the Machine - Killing in the Name entre outras...

30/12/2008

doente, quem?

Ontem revi os momentos Tumba dos Gatos Fedorentos, passando a piada da primeira vez, desta vi-me a pensar na amplitude de tais programas. João Lopes no soun&vision tem alertado, muito bem, para a primazia do discurso novelesco "...com a formatação das narrativas e normalização dos olhares todos os dias decorrentes do domínio totalitário das telenovelas...", cada vez mais imbecil e vazio de conteúdo narrativo e até de imagem, cenários sempre com muitas cores e a transbordar de uma falsidade arrepiantes. Mas que se pode esperar de uma geração que já cresceu e foi formada em momentos fascinantes como os que vimos nos Tumba, desde o big show sic ao muita louco até aquele momento mágico com o ícone da cultura que é o Toy. Quando apareceram as tv's privadas passou a valer tudo, o resultado está aí, seja no jornalismo das gripes e outras desgraças, seja nos conteúdos culturais ou colturais. Agora vou ali ver se apanho uma gripe, que está a chegar o pico da doença e não tenho nem uma gota no nariz.

29/12/2008

hipocrisias

Nesta hipocrisia em que vivemos, o que eu mais gosto são as pessoas que não tratam dos seus pais, avós e até filhos, mas gostam de falar, recriminar e aconselhar. Quando se lembram de estar com eles é só beijinhos. Só não digo para porem os beijinhos no cu porque os beijinhos no cu até são bons.

26/12/2008

mudar as cordas

Mudar as cordas sempre foi um frete para mim, mas até gosto de passar o óleo de cedro e ao som de Johnny Cash até escorre melhor, agora que o disco acabou deixo aqui uma. Johnny Cash Hurt

24/12/2008

boas festinhas

Contemporâneos Salvem os Ricos O RFF do hipocrisias indígenas que me desculpe o decalque, mas esta não podia deixar passar. Parece-me que aqui os contemporâneos atingem o máximo da crítica do que é o mundo de hoje e, ainda por cima, conseguem por-nos a rir por isso. Vi quase todos os programas, mas esta tinha deixado passar e parece-me o melhor momento de todo um conjunto já de si muito bom. Por isso boas festinhas que as festas estão caras e a crise é grande.

23/12/2008

que se lixe o árbitro, vivão os trenadores coltus

O treinador do Nacional é um tipo culto e engraçado, disse logo a seguir ao jogo o seguinte: claro que a subtracção de um jogador nosso dificultou, etc e etc (palavras difíceis)... rapaz da sport tv: então e o lance polémico no fim do jogo? treinador: sinceramente do lugar onde estava, com 22 jogadores à minha frente, não consegui ver e etc (mais palavras de cinco tostões como se dizia quando existiam tostões). 22 jogadores, então e a subtracção já não contando com o Moreira entre outros. Depois ainda falou da mão do Nuno Gomes e que não era golo e mais não sei o quê. Não foi o Nuno foi o Miguel Vítor ó sinceramente subtraído pá. Que é que se pode esperar de uma pessoa que ficou chateada com um sketch dos gatos fedorentos sobre a forma peculiar como este fala dos jogos.

errata

No post anterior referi o texto como pertencendo ao insónia mas não, era o estado civil do Pedro Mexia. Foi engano de simpatia, acho que já várias vezes demonstrei que o blog do hmbf é aquele pelo qual sinto uma maior afinidade, não conheço o Henrique pessoalmente, mas garanto que se passar pelas Caldas lhe faço uma visita à livraria e me identifico com um abraço se ele me permitir. Posto isto, as minhas desculpas a todos pela troca, a porra da tesão deu-me a volta à cabeça.

22/12/2008

ainda a tesão

Bem f Ele conta-me que uma mulher lhe disse: «eu gosto de ser bem fodida». Não sei se foi um statement, um clin d'oeil, um caveat ou qualquer outra coisa em estrangeiro. Sei que ele ficou como ficam os homens quando as mulheres usam linguagem reles: surpreendido, chocado e excitado. É verdade que, tirante o vocábulo, ela não disse nada do outro mundo. Toda a gente gosta de foder ou ser fodida, de preferência bem. A falta de manutenção ou o serviço deficiente já não são tolerados, especialmente pelas mulheres, que antes tinham de suportar o que lhes calhasse em azar. Hoje em dia uma mulher perdoa tudo a um homem, até violências e traições, mas não perdoa ser mal fodida. Abençoadas. Texto de Pedro Mexia no estado civil Na realidade, o que não se desculpa é a falta de vontade e dedicação no acto, no fundo é uma questão de tesão, seja homem ou mulher.

18/12/2008

2009

Nestes dias, tenho recebido votos de felicidade, sucesso, entre outras palavras mais ou menos bonitas, sucesso é muito feia por acaso. Não se cansem, para o próximo ano só quero uma coisa. Continuar com tesão. Nirvana Lithium

15/12/2008

Manoel de Oliveira

No meu último ano do curso de Ciências da Comunicação, farto de publicidade e, ainda mais, de jornalismo, optei por realização e produção de cinema. Num estágio final de três meses no Cenjor, tive de fazer um documentário. Nas primeiras semanas, enquanto aprendíamos a editar, o formador, penso que o editor chefe da TVI, pôs-me a alcunha de Manoel de Oliveira, segundo ele os meus planos eram demasiado longos. Apesar de ser só uma brincadeira deu para constatar dos preconceitos que, até os profissionais do ramo, têm para com o cineasta. A piada até esbarrou no facto de conhecer mal a obra do centenário realizador, quatro filmes apenas, e a minha indiferença traduziu-se em acabar a realizar o documentário sozinho, os meus colegas assustaram-se penso eu. Por azar tive a melhor nota, mas o referido formador ainda me disse que o documentário era demasiado triste, como para mim demasiado nunca foi demais agradeci. O pior é que fiquei com a sensação, quase certeza, que o rapaz nunca tinha visto um filme de Manoel de Oliveira.

12/12/2008

ainda o natal

O meu pai teve uma bela prenda de natal. Como tem uma reforma bastante alta, cerca de 450 €, as finanças resolveram cortar 160 € devido a uma dívida, tudo bem quem deve tem de pagar, eu acho que ao Estado nem sempre mas enfim deve, deve. O problema é que não deve, a referida dívida está paga e foi paga há mais de três anos, mais de 36 meses, mais de 1080 dias. Muitos meses, dias, horas, minutos para entrar num sistema de computadores obsoleto e não foder o natal a uma pessoa, que mais do que a honestidade, se fartou e ainda farta de trabalhar (desde os 10 anos) para este estrume à beira mar plantado. Sei que as finanças andam atrás das pessoas como os cães atrás de gatos, já era tempo dos gatos que não têm carros desportivos último modelo soltarem as garras e deitarem fogo a umas quantas repartições, principalmente a sede, porque parece que o problema é sempre na sede. Entretanto, num pequeno negócio que ele tem em nome individual porque 450 € só dão para metade da prestação da casa, água, luz, etc, ou seja não chega para comer, faz umas vendas para umas escolas, como estas pertencem ao Estado, os serviços só pagam se a pessoa (empresa) não tiver dívidas, nem às finanças nem à segurança social. Para receber é preciso apresentar de 6 em 6 meses, não é ano a ano, é mesmo 6 em 6 meses uma declaração de cada instituição em como não existem dívidas. Tudo bem também, ele tem as declarações, o que só por si invalida a "estória" dos parágrafos anteriores mas, mas sei lá, como não sou nenhum Kafka não consigo fazer melhor, de qualquer forma tudo bem, não, tudo mal, porque o prazo das declarações expirou e era suposto terem renovado automaticamente, pois o meu pai tinha posto uma cruz para esse efeito mas nada. Ou seja não só não recebe do Estado como ainda lhe gamam 150 € da reforma, por isso: Viva o natal; viva as finanças; viva a segurança social; viva Portugal, aliás portugal; viva a Puta que os Pariu e, principalmente, viva o fogo nas sedes.

10/12/2008

o natal o lindo natal

Só saiu esta porcaria, não sei se a minha tia vai gostar, muito menos a professora De ano para ano, todos os anos segue em ritual. São as luzes, os enfeites ou o engano, do calor que queríamos, talvez divino, talvez humano, talvez esta cor não fique mal. Compra, compra, se não te serve dá, oferece. Não tens notas ou moedas tens cartão, ou inventas qualquer coisa, que o comboio já está na estação, se não entras ele vai e esquece. Lembra, lembra, não te deixes ficar, caminha. Nesta paragem todos podem entrar, mas vai cedo e prevenido, que a lotação pode esgotar e a entrada não se adivinha. Perde, perde, se não perderes não há pobres. E queremos muitos pobres para ajudar, ou uma coisa assim, que fique bem e dê um ar, de sentimentos puros e nobres. De ano para ano, todos os anos segue em ritual. É a certeza da ilusão da esperança, ou de uma vontade qualquer, talvez uma mão, talvez a mudança, que queres sempre e não só no Natal.

natal

Uma tia minha pediu-me um poema de natal, não sei bem para que efeito, o meu puto idem, para a escola, duas alunas de guitarra pediram-me para ensinar uma música de natal. Isto anda seco, ainda por cima com a hipocrisia que esta época representa mais seco fica. Como é que se explica isto a quem não merece que lhes estraguem a festa.
Suaram, aleijaram-se, morderam os lábios e até choraram mas ganharam a uns putos muita grandes e fortes do Paço de Arcos. Os meus meninos do andebol aprenderam este domingo que a vontade e capacidade de sofrer fazem parte do caminho e não só no desporto, há 3 meses que lhes digo. Fico feliz que tenham percebido. Ainda que de uma das bandas mais foleiras de sempre, para eles a música certa. Queen We Are The Champions

05/12/2008

em stock

O Festival Super Bock em Stock foi uma desilusão, grande confusão para organizar o programa, salas esgotadas e duas delas manifestamente más para este tipo de evento, o Teatro Variedades e o Maxime, incluindo para os desgraçados dos técnicos de som. Na primeira noite no São Jorge, vi uma Ladyhawke com uma banda muito bem ensaiada, um baterista muito bom, 2 ou 3 boas canções mas pouco mais. Do outro lado, no Tivoli, sala bonita e com boas condições, ainda cheguei com um José James em palco e para surpresa minha assisti a uma boa actuação de um jazz muito cool, pena o som demasiado baixo, dizia o técnico que não podia usar os compressores, só para a Santogold, coisa que achei estranho mas enfim. A dita, de santa tinha pouco, mas de diabo também não tinha nada, novamente algumas boas canções, mas a falta de músicos torna o concerto demasiado digital para mim, tenho a certeza que com uma banda seria bem melhor. Ainda fui ao Maxime para os El Perro del Mar, até consegui entrar sem dificuldade mas desisti, o som é muito mau nesta sala, conseguir sair é que foi mais difícil. No segundo dia de festival comecei com a Lykke Li no Variedades, a sala não ajudou, mas não foi o que estava à espera, meio desiludido saltei para o Tivoli, pelo menos dá para curtir o espaço, e estava a cantar um Camelo, mais propriamente um Marcelo Camelo. O que faltava à Santogold aqui sobrava, oito músicos em palco, sendo que o guitarrista ao lado do trompetista persistia em estragar uma música muito bem feita e sobretudo sincera, com muitas das virtudes da boa música brasileira, mas, infelizmente, também alguns dos defeitos, mais uma vez o som boicotado, não consigo mesmo entender. Por fim a banda onde depositava mais esperança, fruto de um bom recente disco, mas com os Walkman apanhei a desilusão maior. O som que faltava aos desgraçados das primeiras partes aqui sobrava e a banda não ajudava, muita tesão descontrolada, o rock também é isso, mas aqui não funcionou, além de alto o som estava embrulhado, só que vinha embrulhado dos próprios músicos, nas primeiras filas conseguia ouvir o som de palco. Diria que a vontade estragou um conjunto de boas e até muito boas canções. Ainda fui ao Variedades, mas não consigo gostar dos X-Wife e ainda menos da sala, 3 músicas foram suficiente. Parece que para o ano esta ideia um pouco parva de por as pessoas de um lado para o outro é para continuar, ainda por cima a pagar 40 € é que os sapatos não estão baratos.

01/12/2008

convergências

Gosto tanto quando os chamam de sectários enquanto arrumam a casa num piscar de olhos. Uns gostam de convergências, outros gostam de fazer coisas como por exemplo, arrumar a casa assim, num piscar de olhos. Gente mais sectária só pensa em trabalhar.

28/11/2008

digital e outras coisas

Daí a nostalgia. Faz-nos falta essa capacidade de inventar outros mundos que, no limite, nos devolvam o sabor da epopeia (veja-se ou reveja-se, justamente, O Rei Leão). Às vezes, até sentimos que o digital pode ser uma limitação: faz-nos falta a “imprecisão” dos traços desenhados pelas mãos humanas. Texto integral de João Lopes no Sound & Vision A questão do digital não se verifica apenas nas soluções precisas para o produto final, neste momento já existe uma geração de criativos e profissionais que cresceram, apreenderam e aprenderam somente esta técnica, ou seja, independentemente da técnica, o próprio pensamento já é digital. É aqui que reside o problema, pelo menos para quem estava habituado a uma forma de estar muito mais orgânica, não só nos processos de trabalho, mas, principalmente, no resultado final. A rapidez dos métodos significa uma maior rapidez de pensamento que, mal gerida, torna-se inimiga de epopeias ou da capacidade de inventar outros mundos que não seja qualquer coisa rápida, barulhenta e, muitas vezes, vazia ou pouco mais que vazia. Vi acontecer nas artes gráficas há cerca de 15 anos, na música pouco depois e no cinema logo a seguir. Muitos dirão que sempre existiu má música, filmes ou criações gráficas, é um facto, mas a questão aqui é toda uma mudança de mentalidade à qual dificilmente fugimos. Noto nos meus alunos de guitarra, nos miúdos do andebol que treino, nas bandas de bares que encontro por aí, aprendem e assimilam com uma rapidez impressionante, mas, de uma forma geral, são demasiado formatados, apesar do esforço que faço para procurarem outras soluções, imaginadas e criadas por eles, dificilmente saiem do previsto. Cebola num macdonalds? Nem lhes passa pela cabeça. Não pretendo com este texto criticar esta geração mas, por trabalhar bastante com crianças e jovens, tem sido algo com que me tenho debatido nestes últimos anos, até porque estou convencido que a criatividade, independentemente dos meios e da forma, existirá sempre.

27/11/2008

ao Nuno

de profundis I Navegando pelo mar, ausente, perdido na razão contraditória de uma ficção real, avisto uma paisagem que parece um sonho, que me pertence. Talvez? Mas é imensa e real esta sensação, de um lugar amplo onde o vento sopra, acolhendo o corpo como um braço macio, que penetra fundo, envolvendo-o profundamente na confusão. De repente, o mar cresce, atormenta-se, baloiçando ainda mais a ténue convicção desta imagem fantástica. Raros são os momentos de tão pura harmonia, em que os sentidos não são sentidos, em que ser não é ser. Ausência, total ausência. Mas será assim? Será possível? No fundo é só um sonho, o imaginário da ilusão que inunda o corpo de sensações. Mas depois há sempre um sinal qualquer que estremece esta opinião... Um pouco depois, vejo-me enrolado nas ondas, mas já não estão revoltas, simplesmente embalam-me, ternamente. Eu confundo-me com o meu sonho, se é que de um sonho se trata. Súbito, sem qualquer motivo, afundo-me, com tal rapidez que perco os sentidos. Mas nos sonhos não se perdem os sentidos. Acorda-se. Estranho! II Que luz é esta que tudo ofusca e não deixa ver nada, estarei dentro da minha própria ilusão. Que ausência é esta, serei uma ilusão iluminada por uma clareza cega. Mas lentamente começo a ver. Que enorme alucinação! Caberá tamanha alucinação dentro de um sonho? Vejo um mundo de cristal envolto numa grande bolha de água. E eu perdido, sem saber que caminho tomar, mas noto não existirem caminhos. Vagueio, vagueio sem sentido aparente... Sem dar por isso, encontro-me ao lado de pessoas e parecem-me familiares, mas não consigo distinguir feições. Parecem demasiado envolvidas em algo. Devagar começo a ver um pouco mais, nesta claridade vislumbro alguma nitidez. Parece que escrevem. Canetas iguais à minha? Porquê? Estranho! Apesar de confuso, surge-me, nitidamente, a sensação de que tudo é perfeito. Desenrola-se tudo dentro de uma cadência onde apenas a minha confusão diverge. Que abismo é este? Estarei dentro de mim? Serei um estranho dentro de mim? Entretanto, enquanto vagueio neste entendimento, um mundo inigualável corre pelos meus olhos. Como uma música de harmonias infinitas, como um comboio vagaroso numa linha sem fim... III Desfilando calmamente, como o comboio, vejo pessoas, muitas pessoas, com estranhas roupas, parecem-me roupas antigas, cada vez mais antigas. Todas me parecem familiares, as pessoas e as roupas também. Estranho! Por fim, apercebo-me que todas as pessoas são imagens diferentes de mim próprio, as caras, as roupas, os lugares. O tempo é diferente, mas sei que sou eu. Apesar do total desentendimento dos sentidos, reconheço, infinitamente, o meu espírito dentro deste mundo. Não sei se é sonho, ilusão ou o que quer que seja, mas o espírito vagueia, ausente, neste mundo que não sei qual é.

26/11/2008

Esquizofrenia

Richey Edwards, dos Manic Street Preachers, foi, ao fim de 13 anos, declarado morto pelo tribunal. Esquizofrénico talentoso despareceu para não aparecer mais até hoje. Infelizmente, sei bem o que é ter um esquizofrénico talentoso numa banda, quando partem a paz é maior mas a música não é bem a mesma. Manic Street Preachers Motorcycle emptiness Para o Nuno com amor e saudade.

25/11/2008

hipocondriaco eu?

A hipocondria, do grego hypo- (abaixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até as vezes, à descrença nos diagnósticos médicos. A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade. Wikipédia Se nunca pensei padecer de doenças graves, a morte não é coisa que acompanhe muito a minha vida, as únicas obsessões que tenho são aquelas duas que sabes, mas também se podem chamar desejo ou vontade. Também sabes que a minha orelha de abano sempre foi motivo de troça, mas que eu sou o primeiro a rir disso, raramente me vejo ao espelho e tenho uma crença quase absurda nos médicos, embora passem anos sem visitar um. Ansioso sou bastante, mas tirando uma excepção em 39 anos, sempre foi essa ânsia que me fez andar, querer, desejar, fazer. Hipocondriaco eu, porquê?

esquecidos ou talvez não

Echo and the bunnymen killing moon Devotchka We're leaving

24/11/2008

quem pediu?

Vaticano "absolve" John Lennon Artigo do ‘L’Osservatore Romano’ elogia a banda britânica The Beatles. Chegou ao fim a Guerra Fria entre a Igreja Católica e um dos maiores grupos musicais de sempre. Notícia do Correio da Manhã Já vou dormir mais descansado e o John Lennon, a arder no inferno, também. The Beatles Bad Boy

22/11/2008

álbum colorido

Quarenta anos depois do álbum branco um álbum muito colorido, venham mais quarenta. The Fireman Electric Arguments Nothing Too Much Just Out of Sight Lovers in a Dream Two Magpies

21/11/2008

Loverman

A propósito deste Loverman, faz 4 anos que vi esta versão ao vivo em New York. Grande versão e grande concerto. De resto tudo na mesma Cause I am what I am what I am what I am. Metallica
Ao acordar a minha voz é bela, nas duas primeiras frases da manhã atinjo os médios/graves com que sempre sonhei. Em mim, até a voz que mais gosto é efémera. Nick Cave Loverman There's a devil waiting outside your door (How much longer?) There's a devil waiting outside your door It is bucking and braying and pawing at the floor And he's howling with pain and crawling up the walls There's a devil waiting outside your door He's weak with evil and broken by the world He's shouting your name and he's asking for more There's a devil waiting outside your door Loverman! Since the world began Forever, Amen Till end of time Take off that dress I'm coming down I'm your loverman Cause I am what I am what I am what I am L is for LOVE, baby O is for ONLY you that I do V is for loving VIRTUALLY all that you are E is for loving almost EVERYTHING that you do R is for RAPE me M is for MURDER me A is for ANSWERING all of my prayers N is for KNOWING your loverman's going to be the answer to all of yours Loverman! Till the bitter end While empires burn down Forever and ever and ever and ever Amen I'm your loverman So help me, baby So help me Cause I am what I am what I am what I am I'll be your loverman! There's a devil crawling along your floor There's a devil crawling along your floor With a trembling heart, he's coming through your door With his straining sex in his jumping paw There's a devil crawling along your floor And he's old and he's stupid and he's hungry and he's sore And he's lame and he's blind and he's dirty and he's poor Give him more There's a devil crawling along your floor Loverman! Here I stand Forever, Amen Cause I am what I am what I am what I am Forgive me, baby My hands are tied And I got no choice No, I got no choice at all I'll say it again L is for LOVE, baby O is for O yes I do V is for VIRTUE, so I ain't gonna hurt you E is for EVEN if you want me to R is for RENDER unto me, baby M is for that which is MINE A is for ANY old how, darling N is for ANY old time I'll be your loverman! I got a masterplan To take off your dress And be your man Seize the throne Seize the mantle Seize the crown Cause I am what I am What I am what I am I'm your loverman! There's a devil lying by your side You might think he's asleep but look at his eyes He wants you, baby, to be his bride There's a devil lying by your side Loverman! Loverman!

19/11/2008

ainda o silêncio

A Maria João fez o favor de deixar esta delícia aqui, vão ver http://atrama.blogspot.com/2008/11/silncio.html, existe sempre alguém que explica melhor as coisas do que nós. John Cage about silence

17/11/2008

silêncios

«Foram momentos exemplares. Desde logo porque, ao contrário dessa obscenidade a que já assistimos diversas vezes (inclusive em Portugal), o público respeitou o silêncio. Depois, porque quem comentava teve o elementar bom senso, também nem sempre prevalecente, de assinalar o facto, de seguida assumindo por inteiro o seu próprio silêncio (peço desculpa, mas não retive o nome do comentador). Finalmente, porque graças a uma dessas maravilhas que um directo pode proporcionar, o silêncio foi de tal modo avassalador que foi possível ouvir as gotas de chuva que caíam nas superfícies metálicas do estádio. Para nossa desgraça existencial, a televisão pouco ou nada nos ensina sobre essa coisa nobre e difícil que é saber ouvir. O que aconteceu na abertura do Blackburn-Chelsea acabou por ser uma maneira singela, também ela simbólica, de resistir às vozes histéricas dos programas de “entretenimento”, ao alarido de alguns programas de debate em que todos se esquecem que a sobreposição de vozes é impossível de acompanhar e, enfim, aos sons violentos de muita publicidade. Não precisamos de ter vergonha de dizer que ouvir a chuva é uma arte esquecida.» Texto integral no sound +vision Há poucos dias acabei as obras no meu estúdio e a forma como tenho celebrado o fim de 5 meses de trabalho tem sido em silêncio. Sento-me e sinto-me a olhar o que fiz. Mais do que não passar som para fora, o que mais gosto neste meu espaço é o facto de não deixar passar ruído para dentro. Assim, posso construir o meu mundo de sons mas, sobretudo, de silêncios, algo quase impossível nos dias de hoje.

14/11/2008

verdade e mentira

Penso que acabamos por viver sempre em verdade, acho a mentira um engano, porque na realidade, no fim, o que fica foi verdade, mesmo que se pensasse, soubesse, desconfiasse que fosse mentira. Insónia: L' ENFER

clássicos

Hoje a falar com um amigo, ele dissertava sobre o clássico Gasganta Funda (assim escrevi, assim fica). Não sei se este http://www.tlavideo.com/results/index.cfm?searchtext=CAUGHT%20FROM%20BEHIND&sn=3628&g=0&v=4 é um clássico, mas sempre foi o meu preferido. Além disso teve mais sequelas que a Guerra das Estrelas.

13/11/2008

prémios precaridade

Podem ir aqui e votar, www.PremiosPrecariedade.net Vale a pena.

12/11/2008

Gosto quando me cantas no meio-sono e no meio-sonho enrosco a minha língua na tua e adormeço. Manu Chao Minha galera

07/11/2008

Gostava de desistir! Deitar-me com as árvores sobre a terra e parar, ficar quieto, totalmente estático. Desistir de tudo sem contemplações, de todos os pensamentos e movimentos e, simplesmente, existir porque estou lá. Como as árvores, firmes e robustas. Gostava de desistir! Confundir-me numa planície repleta de flores e parar na mistura aleatória de cores. Abandonando em cada pétala tudo o que conheço e aprendi e, simplesmente, existir em cada espécie. Ser todas as cores da natureza. Gostava de desistir! Inserir-me deserto dentro sobre as dunas e parar na imensidão do horizonte. Sossegando o cansaço da gravidade, de todas as recordações e enganos e, simplesmente, existir no crepúsculo que, breve, desponta todos os dias. Gostava de desistir! Afundar-me no oceano, ser uma onda e parar na areia infinita de uma praia, desaparecendo por entre cada pedaço e também os desejos, os sonhos e, simplesmente, existir em cada grão, tornando-me o infinito que não se encontra. Gostava de desistir! Elevar-me ao céu sobre as nuvens e parar, aconchegar-me nas várias formas, perdendo todos os contornos que sou e também o tempo, passado e futuro e, simplesmente, existir no presente, em todas as formas e contornos possíveis. Gostava de desistir! Perder-me no espaço com as estrelas e parar nos braços ternos de uma lua, desintegrando-se todo o corpo palpável e também o espírito e a alma e, simplesmente, existir na eternidade, num ponto qualquer do universo. Gostava de desistir! Mas não sei.

os besouros

O Lourenço descobriu isto, ainda bem para ele. It's All Too Much E já que estamos numa de George esta vai para o meu Marinho, hoje à noite vamos tocar isto. George Harrison While my guitar gently weeps

políticos

Luís Amado diz na SIC notícias, referindo-se a Guantanamo, "...penso que irá acabar com esse pequeno tumor...". Pequeno tumor? Eu me penitencio em relação às gafes. O meu pai, na sabedoria da idade, disse logo, não é ele que está a levar nos cornos.

06/11/2008

esquecidos ou quase 9

Nunca pensei por estes nesta rubrica, mas tendo em conta que telefonaram duas pessoas para a Radar a perguntar quem eram estes, estes aqui estão. E se nesta rubrica tem caído não só mas quase só curiosidades, estes, para mim, são um pouco mais que uma curiosidade. Escolham a versão que quiserem da música que provocou 2 telefonemas. NEW ORDER Blue Monday HARDFLOOR REMIX LIVE Esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3 esquecidos ou quase 4 esquecidos ou quase 5 esquecidos ou quase 6 esquecidos ou quase 7 esquecidos ou quase 8

coisas que me fazem impressão

Falar-se dos políticos e das campanhas, dando, em primeiro lugar, importância às falhas ou "gafes". Pensava que o mais importante seria o projecto, programa, ideias, sei lá, qualquer coisas assim.

05/11/2008

música

Parece que há mais gente a render-se aos Wild Beasts ainda bem. Aqui http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/393840.html

USA

A vitória de Obama é fácil de entender, o que continuo sem perceber é como foi possível muitos dos eleitores de Obama terem ficado em casa na reeleição de W. Seja pela cor ou por uma nova encarnação de JC na terra, qualquer destes me parece um péssimo motivo para começar a transformar o mundo. Portanto, tenhamos fé. Johnny Cash I Am The Nation

04/11/2008

Depois de uma série de exames, que culminaram com uma desagradável endoscopia, parece que tenho uma gastrite do antro, coisa comum a 90% dos adultos. Nem um pouco de colesterol, triglicéridos, ácido úrico, nem um batimento cardiaco ao lado, nem uma úlcera, eczema, nada, tudo absurdamente saudável e normal, tal como a gastrite. E um cirurgião para a alma não há? Jeff Buckley Eternal life Eternal life is now on my trail Got my red glitter coffin man, just need one last nail... While all these ugly gentlemen play out their foolish games There's a flaming red horizon that screams our names And as your fantasies are broken in two Did you really think this bloody road would pave the way for you? You better turn around and blow your kiss hello to life eternal, angel Racist everyman, what have you done? Man, you've made a killer of your unborn son Crown my fear your king, at the point of a gun All I wanna do is love everyone And as your fantasies are broken in two Did you really think this bloody road would pave the way for you? You better turn around and blow your kiss hello to life eternal, angel There's no time for hatred, only questions What is love? Where is happiness? What is a life? Where is peace? When will I find the strength to bring me release? Tell me where is the love in what your prophet has said? Man it sounds to me just like a prison for the walking dead Well I've got a message for you and your twisted hope You'd better turn around and blow your kiss goodbye to life eternal, angel

Dizes que não tenho fé, mas tenho. Tenho fé que quando acabares de ouvir esta canção não irás dizer, esta música é triste. Jeff Buckley Hallelujah

02/11/2008

compreensão

A «compreensão» é um conceito admirável. Quando alguém diz que «compreende» já estuda discretamente as saídas de emergência. diz Pedro Mexia no estado civil. Eu penso que poderá ser muito mais do que isso. Mas o que sei eu?
Falhar. Falhar sempre. Falhar até que o falhanço fique desenhado da pele, no contorno das rugas, dos olhos, cavados na certeza de não ter desistido. Nick Drake Place To Be When I was younger, younger than before I never saw the truth hanging from the door And now I'm older see it face to face And now I'm older gotta get up clean the place. And I was green, greener than the hill Where the flowers grew and the sun shone still Now I'm darker than the deepest sea Just hand me down, give me a place to be. And I was strong, strong in the sun I thought I'd see when day is done Now I'm weaker than the palest blue Oh, so weak in this need for you.

31/10/2008

o que é uma grande canção

Smells Like Teen Spirit Patti Smith Tori Amos Paul Anka Ukulele Orchestra talvez uma que até só com ferrinhos nos faça vibrar.

peixe:avião

Ainda não conheço o novo disco, 40.02, na totalidade, mas o que conheço não engana, muito bom. peixe:avião a espera é um arame podem ouvir mais aqui, http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=224126066

29/10/2008

distrações e outras complicações

O meu amigo e produtor Kalle foi contratado para técnico principal dos Madredeus, como parece que andam numa grande azáfama a preparar 6 concertos em Lisboa até 15 de Novembro, lá vai o meu disco atrasar mais uns dias, logo agora que estava nas misturas finais. De qualquer forma, ainda bem para ele. Entretanto, emprestou-me um disco de uma banda com que andou a trabalhar e que me tinha passado ao lado, ainda por cima tão perto de mim, Setúbal. Acabei de ouvir e, mais macaquinho de imitação ou menos, gostei bastante deste som. Mazgani Lay Down Somewhere Beneath the Sky

contradições

João Gonçalves diz no Portugal dos pequeninos http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/ Existe um défice de confronto por cá. Por todo o lado, no poder, na oposição, nas televisões, pelos jornais, na literatura, entre blogues, etc., etc., nota-se aquele cuidado hipócrita em não ferir a susceptibilidade do Outro. O Outro - uma desgraçada invenção do divã freudiano e da "modernidade" - é a nossa cruz. Como o país é pequenino e toda a gente está mais ou menos comprometida com toda a gente, a amabilidade impede que as relações, públicas ou privadas, sejam adultas. Só a ruptura e a desmesura valem a pena. São um sinal de maturidade e de responsabilidade contra a trivialidade da vida quotidiana falsamente "animada" pelos amáveis de serviço. Por isso gosto de cães grandes e detesto caniches. Por isso não troco o mar por arbustos verdejantes e piqueniques com famílias felizes. Por isso ignoro a maioria das "figuras públicas". Qualquer "mulher-a-dias" que a minha insónia intercepta e que corre debaixo da minha janela às cinco da manhã atrás do primeiro autocarro para o trabalho, merece-me a consideração esdrúxula que não possuo pelos homúnculos do regime. Não conheço melhor libelo contra a amabilidade do que os famosos versos de Botto em homenagem a Pessoa, justamente um dos que, par delicatesse, perdeu literalmente uma vida que nunca chegou a ter. "Isto por cá vai indo como dantes;/O mesmo arremelgado idiotismo/Nuns Senhores que tu já conhecias/- Autênticos patifes bem falantes.../E a mesma intriga; as horas, os minutos,/As noites sempre iguais, os mesmos dias,/Tudo igual! Acordando e adormecendo/Na mesma côr, do mesmo lado, sempre/O mesmo ar e em tudo a mesma posição." Qual contraditório (confronto), aquele que nos fode, aquele que assim que nos apanha de costas nos empurra, usando um eufemismo, para fora de qualquer espécie de argumento, sim porque em frente cala-se, ignora e despreza. Apesar do nada que sou, também eu tenho em consideração a "mulher-a-dias". Mas a consideração também é dada no valor que se paga, quando era um pouco menos nada do que sou agora e tinha uma empregada, não procurei o mais barato e paguei sempre o que me pedia, quando tive uma empresa não andava a esgravatar o degraçado mais barato para me fazer o trabalho. Parece que anda por aí muita gente indignada porque o ordenado mínimo (que nome arrepiante) vai aumentar para a mágica quantia de 450€, essa fortuna para o povo gastar nos centros comerciais, ainda por cima não é na FNAC a comprar os livros que os contraditórios editam. É que a consideração não é coisa para se ter da janela, mas sim com os pés na terra, só da janela parece-me assim, como direi, uma coisa de amabilidades.

28/10/2008

coisas estranhas

Não gosto de um nem do outro, mas isto até está bom. Boss AC & Mariza Alguem me ouviu

completamente esquecidos

Parece que está na moda, outra vez, o roque em português. Iodo Malta à Porta Com o meu amigo Alfredo na bateria. Roquivarios Cristina Com o meu amigo Jorge Loução na guitarra. Quando tinha 11,12 anos, costumava ver estas duas bandas a abrir os concertos dos UHF, com os Xutos entalados no meio.

27/10/2008

incomunicação

A TVI não dá ponto sem nó, depois de uma boa reportagem sobre uma criança com uma doença rara, hoje de manhã enfia essa mesma criança num estúdio sujeita a um ambiente naturalmente hostil. Tentam a todo o custo fazer a menina falar, repetem a mesma história até à exaustão, conseguem por a mãe a chorar, facto que não me apercebi de ter acontecido na reportagem e, como corolário, os pseudo-apresentadores dizem que não podendo resolver o problema, podem, pelo menos, dar uma ajuda ou ajudazita. Sabem qual foi, a fabulosa quantia de 1000 euros. Se fossem bardamerda como dizia o meu avô e fossem explorar o cultivo de uvas em marte. Bem esteve a menina, indiferente a esta palhaçada, mas isso deve ser o peso dos 70 anos num corpo de 10.

24/10/2008

esquecidos ou quase 9

Já agora também estes, com o Nuno Rebelo no baixo. Street Kids Propaganda

esquecidos ou quase 8

Não são as minhas preferidas mas não encontrei outras. Mler if dada Zuvi Zeva Novi Dance Music Esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3 esquecidos ou quase 4 esquecidos ou quase 5 esquecidos ou quase 6 esquecidos ou quase 7

23/10/2008

alma, culpa e outras confissões

"Uma alma que fosse posssível considerar responsável por todo e qualquer acto cometido teria de levar-nos, forçosamente, a reconhecer a total inocência do corpo, reduzido a ser o instrumento passivo de uma vontade, de um querer, de um desejar não especificamente localizáveis nesse mesmo corpo. A mão, em estado de repouso, com os seus ossos, nervos e tendões, está pronta para cumprir no instante seguinte a ordem que lhe for dada e de que em si mesma não é responsável, seja para oferecer uma flor ou para apagar um cigarro na pele de alguém." aqui http://caderno.josesaramago.org/ Um amigo meu dizia-me, (se não me engano a propósito de "gajas") tu é que tás bem, não sentes a culpa, isto por eu não acreditar em Deus, nem no sentido de culpa cristã. O que ele não sabia é que a responsabilidade e o respeito que sempre tentei ter para com os outros, não se absolve em confissões.

22/10/2008

knock on wood

Numa pesquisa que fiz na net, entre outras coisas, knock on wood deu o que vem aí em baixo. Gostava de dizer que o nome do estúdio não tem nada com isto, mas até tem piada. Agora tenho de arranjar uma bola de espelhos. Amii Stewart KNOCK ON WOOD

a minha marca amarela

Este é o logo, feito pelo meu irmão, para o nosso estúdio/escola de música, entre outras coisas que lá vamos fazer. Em Novembro mais um começo, lembrando alguns outros reparo que têm calhado quase sempre com o cair das folhas, quando ficam amarelas.

livros

Aí está um livro muito importante na minha vida A marca amarela. Quando se fala em livros mais importantes ou melhores, andamos sempre pelos clássicos e esquecemos o que nos ajudou a chegar lá. Sigam este caminho, http://abrupto.blogspot.com/2008/10/errata-com-blake-e-mortimer-george.html

20/10/2008

blogs

Estão aí duas moradas novas, a única real tradição viva e casario do ginjal, o primeiro dedicado aos surrealistas, o segundo fala de muitas coisas, mas principalmente do meu ginjal que, pelos vistos, também é do Luís Milheiro. Este foi escrito no ginjal há anos que não lembro. I Não sei para onde vou Sei aquilo que tenho Mas sei também aquilo que não tenho Olho o rio quase parado Correndo lento para o mar Sem força, sem chama Revejo-me nesta imagem E entristeço ainda mais Sinto a minha vida parada Ao menos o rio vai para o mar Eu, não sei para onde vou... Não sei para onde vou Sei aquilo que sou Mas sei também aquilo que não sou Não sei para onde quero ir Nem sequer sei se quero ir O rio sabe para onde vai E devagar chega ao mar Aí transforma-se e fica alegre e pujante Cheio de vida Eu, não sei para onde vou Nem sei onde vou chegar!... II Por vezes os rios têm pontes As pontes são úteis E por vezes bonitas Os rios têm barcos E todos os barcos são bonitos Eu sei aquilo que tenho E o que não tenho Mas também nunca achei útil ou bonito Os rios sabem onde nascem Mas também sabem onde acabam Eu, só sei onde nasci. Por vezes a vida tem aventuras As aventuras são úteis E por vezes bonitas A vida tem sonhos E os sonhos são sempre bonitos Eu sei aquilo que sou E o que não sou Mas também nunca achei útil ou bonito Os rios acabam no mar E o mar é vida Eu, só sei onde nasci.

18/10/2008

jornalismo, jornalistas

"Que a esmagadora maioria da classe jornalística não reaja, todos os dias, a estes atentados aos seus valores mais genuínos, eis o mistério filosófico dos nossos dias televisivos.", diz João Lopes no Sound & Vision. Quais? Quem? Onde? Os que tem medo de perder o lugar, os que nunca conseguiram o lugar, os que estão no lugar, estes não serão de certeza e os outros quem os escuta. E o pior ainda está para vir, que eu bem vi como eles eram feitos para o tal lugar. Na cadeira de Jornalismo e Poder, mais teórica em que era preciso pensar mais e com um bom professor para o efeito, as notas foram uma desgraça. Quem foi o culpado? O professor claro, que logo foi posto a andar porque os meninos não pagavam para chumbar. Depois era vê-los brilhar no atelier em frente às câmaras.

17/10/2008

uma família

Trabalho sobre a família de Mafalda Paiva para o curso de fotografia da ETIC. Esta é assim, a preto e branco e um pouco desfocada, a fotógrafa é a única que não está enevoada, ainda bem para ela.

será uma família

P. vive com R. e P., um casal de canários fêmeas. Será que são uma família?

coisas que me fazem ainda mais impressão

No 5 dias leio uma discussão muita parva sobre Rucas e Pedros, famílias gays, adopções e por aí fora. Tal como dos casamentos, gosto de quem adopta e não me interessa nada o que fazem na cama ou noutro lugar qualquer.

16/10/2008

música

Algumas pessoas perguntam-me porque não escrevo mais sobre música, porque me limito a postar os telediscos sem mais enquadramento algum. Sempre preferi gastar o meu tempo a ouvir e fazer música, quando o faço emprego todos os meus sentidos, começo pelo geral e percorro todos os caminhos, instrumento a instrumento, até aos pormenores mais ínfimos das canções. Seria um chato a falar de música, além disso também escrevo, quando o faço, para me libertar das melodias, embora acabe por tentar fazer música com as palavras, enfim, no fundo é tudo uma questão de ar e já agora de oxigénio também. De qualquer forma, aí ao lado existem pessoas que escrevem muito bem sobre música e da boa, mesmo que pareça filosofia, vejam era um redondo vocábulo 39, aproveitem para ler os outros 38.

coisas que me fazem impressão

Casamentos homosexuais. Como já aqui disse antes, gosto de casamentos, portanto acho que todos deviam poder casar com todos, independentemente do que fazem na cama ou noutro lugar qualquer.

15/10/2008

coisas boas

Muito boa a nova música dos Calexico. Two Silver Trees
No nascer do sol o Lourenço diz "...uma Nova Iorque impiedosa, invadida por provincianos e suburbanos a tentar escalar até um topo místico e completamente inacessível, opaco, preenchido por nova iorquinos de gema." Antes como agora, se isto é verdade também não é mentira que NY é muito mais que isto. e já agora mais isto, ao vivo no ano em que nasci

14/10/2008

Não há engano, na tormenta voraz dos acontecimentos. O que foi, o que é e o que irá ser, não há desvios, paragens ou perspectivas abstractas. O caminho, que é uma estrada já feita, terá o tempo que o tempo precisa, sem pressas, que o tempo tem os seus caprichos e leva, sempre, o tempo que o tempo tem. Não há engano, no desbravar voraz dos sentimentos. O que se quis, o que se quer e o que se irá querer, não há curvas, atalhos ou certezas condicionadas. O destino, que é um fado já cantado, terá todo o espaço que o espaço precisa, e, na vastidão, qualquer dúvida será varrida, porque o espaço quer-se vasto mas limpo também. Não há engano, no tempo e no espaço que é só um. Onde tudo o que foi dito, se diz ou virá a dizer é, tão só, um ciclo de repetições constantes. Nesta vida, que temos e fazemos, o tempo que levamos leva-nos também e o espaço que é nosso é aquele que conquistamos. Resta-nos esperar que os enganos se vão apagando.

10/10/2008

esquecidos ou quase 7

XTC Making plans for nigel (1979) Senses Working Overtime (1982) Dear God (1986) The ballad of Peter Pumpkinhead (1992) Esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3 esquecidos ou quase 4 esquecidos ou quase 5 esquecidos ou quase 6

07/10/2008

blogs

Isto dos blogs é realmente giro, Pedro Mexia diz no estado civil "Como acontece com frequência nos blogues, alguém teve a mesma ideia no mesmo dia e lembrou «It's the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)»." por causa de um post no corta-fitas http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/2502769.html. Já agora tinha tido a mesma ideia aqui Era bom era mais não vai ser, se não me engano por causa da crise do petróleo em Junho e com as mesmas imagens do estado civil e tudo. Andamos todos ao mesmo, mas também como a minha crise já é antiga é normal que me lembrasse primeiro, azar o meu.

03/10/2008

do bom e do burro - texto de Maria João no insónia

Ultimamente tenho reparado que muita gente confunde as pessoas boas com pessoas burras, mas bom e burro não são sinónimos. Se formos verificar, no dicionário a palavra bom quer dizer de boa qualidade, que tem bondade e é sinónimo de virtuoso, vantajoso, próprio, agradável, útil, sadio, nobre, seguro e garantido. É claro que burro também começa por b, mas isso não quer dizer que o b de bom seja igual ao b de burro. Burro, segundo o dicionário é um nome vulgar de uns mamíferos perissodáctilos, da família dos Equídeos, menos corpulentos que os cavalos, mas com orelhas mais compridas; é sinónimo de asno, jumento e cavalgadura; também pode ser um jogo de cartas; e, finalmente, significa indivíduo estúpido e teimoso. Assim, no dicionário verificamos que estas duas palavras não são sinónimas, não surgem associadas, dai se deduz que uma pessoa boa não é burra, ou seja, estúpida e teimosa. Eu acho que por vezes o b de bom pode coincidir com o b de burro, mas isso é uma excepção que confirma a regra. O equívoco existe também porque muita gente confunde as pessoas boas com pessoas fracas. Ora fraco significa não ter força e é sinónimo de débil, frouxo, delgado, cobarde, pusilânime, debilitado, medíocre, brando, mau, reles, defeito, tendência, simpatia, paixão (estes últimos quando se tem um fraco por…), vício, predominante, balda. Assim, ser fraco não é coisa boa de certeza, também não sei se os fracos são burros, ou seja estúpidos e teimosos, não tenho a certeza, um indivíduo pode ser fraco apenas porque está doente, a doença nada tem a ver com a inteligência. Mas penso que a origem deste equívoco está no facto da bondade, o altruísmo, a generosidade, a partilha serem vistas com maus olhos no capitalismo selvático onde vivemos, sobretudo no mundo do trabalho que é uma psicose desenfreada, onde o individualismo, o egocentrismo, o egoísmo é sinónimo de forte no salve-se quem puder. Infelizmente, sinto que o sistema de mercado do salve-se quem puder também contamina e abrange não apenas o mundo do trabalho, mas outras áreas dos humanos. Verifico que essa contaminação está sempre presente na gente que confunde o b de bom com o b de burro. Acho, no entanto, que nunca nos devemos de esquecer que burro em italiano significa manteiga. Com as orelhas de burro que tenho e magro (fraco) que sou só posso ser bom, vou ali matar uma mosca e já venho. Muito fraco este texto, aliás burro, porra bom. É isso bom.

bailado

Duas postas sobre futebol em tão poucos dias parece-me demais, mas vejam lá se a forma como o Nuno Gomes foge ao seu par não parece bailado.

02/10/2008

o estilo das figuras que param em andamento

Parar de escrever, disse outrem Deixar de soltar e trocar palavras Desistir de todas as figuras de estilo Sem excepção. Parar com as prosopopeias, litotes e ironias Com as metonímias, hipérboles e metáforas Com os anacolutos e elipses. Arrumar todas as alegorias contraditórias, Encerrar as comparações imagéticas E as personificações aberrantes numa prateleira. Porque as árvores de fruto não dão dinheiro E a felicidade não nasce do chão. Arrumar as aliterações chatas e monótonas Insistentes, insuportáveis e inconsequentes, E os anacolutos estapafúrdios e confusos Porque todos, nem feito e defeito, nada valemos. Arrumar as anáforas, diáforas, epíforas e o que mais, E parar de repetir que a vida é a vida porque é a vida. Arrumar as anástrofes e hipérbatos enfáticos, Deixar as inversões e disfunções para o dia-a-dia E tornar, que a realidade assim quer, a perder. Arrumar com os eufemismos e litotes contidos E chamar os bois pelos nomes, todos, Porque as moscas passam e o que fica é o mesmo. Arrumar as antíteses, paradoxos e oxímoros E ser concreto, objectivo e claro, Porque a dor que não dói não alegra a felicidade. Arrumar as autonomásias, metonímias e sinédoques Ser analítico, porque a pressa carrega o tempo. Arrumar com os pleonasmos desnecessários, Bem visto com olhos de ver vai dar tudo ao mesmo. Arrumar com o exagero sebastiânico das hipérboles Porque a vida perde-se, sempre, num imenso nevoeiro. Parar de escrever, disseram Deixar de imaginar a vida nas palavras Desistir dos sentidos e sentimentos Sem excepção. Parar com pretensões estéreis e irrelevantes Com a procura da compreensão e entendimento, Com as emoções que se julgam racionais. Arrumar todas as possibilidades de parecer ser, Encerrar a necessidade de oposição e confronto, E a ilusão sonhadora de ser amado. Porque quem não sabe dizer amo-te, É porque não consegue amar. E esta e só mais uma ironia, Que as figuras, com estilo ou sem, nos pregam.
A merda nos sapatos cheira mal e pode fazer-nos tropeçar mas não nos impede de andar em frente.
Se soubeses como eu gosto quando és cruel e me mentes ao ouvido.

01/10/2008

descolonizar, retornar, entornar

De vez em quanto surge, na comunicação social, o tema dos retornados e da descolonização, de uma forma geral mal abordado ou, talvez, bem abordado se virmos na perspectiva de uns media onde predomina a palha, a inconsequência, o Pathos explorado aos limites em doses cada vez mais fortes e pesadas. É o que o povo quer, dizem eles, e como o povo vai comendo está tudo bem, principalmente se as acções não descerem muito. Mais uma vez, era o Salazar é que era bom, os pretos que eram muito maus e ainda por cima pretos, viemos sem um tostão no bolso nem o Baltazar e Anacleta que serviam para tudo, do outro lado estão os da metrópole (isto tem piada metrópole) que se foram para lá que lá ficassem, que o Estado Novo é que provocou tudo, o Salazar era um bandido, só não comia criancinhas isso eram os outros mais a leste, enfim um rol de tanto nada que assusta ao fim destes anos. A descolonização foi mal feita, nada exemplar ao contrário do que diz o Dr. Mário Soares, pois foi e como é que podia ser bem feita com o País extremado como estava e que mesmo quando estável poucas coisas faz bem feitas. Parece que ao fim destes anos todos, com a Europa, globalização, choque tecnológico e sei lá que mais, continuamos os mesmo chorões de sempre.

30/09/2008

enganar a crise

Bom negócio de Rui Costa ter deixado sair aquele rapaz para a equipa azul para vir o Reyes. Vejam bem a última repetição.

esquecidos ou quase 6

Fischer Z The Worker Battalions of strangers esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3 esquecidos ou quase 4 esquecidos ou quase 5

coisas que me fazem impressão

Gosto de Hillary Clinton, gosto menos de Barack Obama, não gosto de John McCain e gosto muito menos de Sarah Palin. Nesta contabilidade não entra sexo, cor, idade, estado civil, número de filhos, e faz-me impressão, muita impressão, que sejam estes os tópicos dominantes quando se fala destas pessoas. A questão do exorcismo é diferente porque a acho, além de estranha para pessoas com este tipo de educação e responsabilidade, potencialmente perigosa para alguém com um poder de vice-presidente.

26/09/2008

exorcismos e/ou ajuda divina

Parece que a candidata a vice-presidente dos USA, Sarah Palin, foi exorcizada. Eu vi a cena e aquilo pareceu-me mais uma peça de teatro rasca, mas fazendo fé, isso mesmo fé, nos meios de comunicação, aceito que fosse um exorcismo. O que se torna complicado, pelo menos para mim, são alguns comentadores a dizer que não deverá afectar a campanha, se isto não afecta uma campanha o que poderá afectar, um vídeo com Barack Obama a ser recebido por Deus himself, que lhe oferece um livro de auto-ajuda para oferecer a cada americano porque Ele está farto dos Humanos e vai mudar de planeta.

25/09/2008

24/09/2008

auto-ajuda

Ofereceram-me um desses livros chamados de auto-ajuda, a pessoa que me ofereceu tem 2 licenciaturas e um mestrado. O meu primeiro pensamento é que está tudo maluco, não pela oferta, mas porque a pessoa devia conhecer-me melhor, embora, vejo agora, também eu pensava que a conhecia melhor. Desde miúdo que tenho gosto em conversar com pessoas de diferentes crenças, credos, personalidades e atitudes. Lembro-me de uma vez, deveria ter uns doze anos, em que duas moças testemunhas do Jeová tentaram durante cerca de 1 hora convencer-me que o primeiro homem tinha sido o Adão. Perguntaram-me se sabia quem tinha sido o primeiro homem e disse-lhes que sim, que era o Australopiteco, durante 1 hora as meninas diziam que era o Adão e eu dizia que era o outro da espécie macacóide, ainda por cima estava a dar o Paleolítico numa das minhas disciplinas favoritas, história. A conversa foi demorada e gira, foram na delas eu fiquei na minha. Pouco mais tarde, no 9.º ano, tive uma colega também testemunha do Jeová, que nas análises aos poemas tinha sempre umas opiniões estranhas, a turma ria e quase que a comiam, eu, impelido pelo meu lado altruísta, lá contornava as minhas opiniões de forma a que ela não ficasse sozinha e não, ela não era um borracho de que eu quisesse qualquer tipo de ajuda (naquela altura era mais auto-ajuda mesmo). Uma vez, num intervalo, o professor, um extraordinário professor que me dava cassetes com os Cure, Triffids, REM entre outros, perguntou-me porque é que eu fazia aquilo, acho que lhe disse que não gostava de ver as pessoas gozadas e muito menos isoladas. Arranquei um 5, espero que pelo esforço mental que eu fazia naquelas aulas para ajeitar o meu pensamento, embora as trocas de cassetes devam ter ajudado e o meu gosto por poesia também. Episódios destes têm-me surgido vários ao longo da vida, apesar de não gostar nada de interferir na vida dos outros, tenho este vício estranho de socorrer pessoas que por qualquer razão estão fragilizadas ou isoladas. Com 18 anos fiz a minha primeira empresa, Libercomp, artes gráficas, durou cerca de década e meia e os primeiros dez anos foram muito bons, tive um bar, nunca tive subsídios nem qualquer outro tipo de ajuda. Quando as coisas ficaram mal fui para Nova Iorque trabalhar e, regressado, fui acabar um curso que tinha deixado a meio. Entretanto, refiz um projecto musical que tenho desde os 16 anos, estou acabar de gravar um disco que paguei a construir, durante um ano, o estúdio onde está a ser gravado. Não satisfeito, comecei há quatro meses, a construir um estúdio/escola de música onde pretendo desenvolver várias actividades relacionadas com a música. Tudo sem dinheiro, apenas com a minha mão-de-obra e, principalmente, do meu irmão e do meu pai com 69 anos, que são gráficos de profissão. Isto tudo para dizer, para que raio preciso eu de um livro de auto-ajuda, das duas uma, se alguém me quiser ajudar não recuso mas se não me pusessem livros destes à frente já era bom. Em relação ao livro, já tentei começar a ler mas não consigo passar das primeiras páginas, é como ver aquele programa novo da Teresa Guilherme, não sabemos se havemos de rir ou de chorar.

Radiohead Live at the Santa Barbara Bowl

Já adulto existiram 2 discos que, na primeira audição, me motivaram um fascínio tão grande como o The Wall aos 11, Stone Roses e Ok Computer dos Radiohead. Tenho estado a ouvir o espectáculo dos últimos no Santa Barbara Bowl, que concerto e que banda extraordinária esta, mesmo em baixa fidelidade o que seria ouvido ao vivo ou, pelo menos, em alta fidelidade. É seguir o link. http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=94315732 Para ser mais completo 2 vídeos onde os Radiohead visitam o maravilhoso mundo dos New Order e dos The Smiths

19/09/2008

crise ou crises

Esta última tão exaltada e exasperante crise, passa-me completamente ao lado, nem sequer me belisca. É que nos últimos 5 anos da minha vida tenho estado tão mas tão longe de créditos, com cartões ou sem eles, de spreds (acho que é assim que se diz), de bonificações, prestações e sei lá que mais, que penso não ter perdido nada em andar neste limbo. Nada de extraordinário, simplesmente esta crise bateu-me à porta bem mais cedo, dá-se um pontapé em tudo e é começar de novo. Está é a demorar, porra. Pink Floyd Money

18/09/2008

esquecidos ou quase 5

The House of Love Beatles and the Stones Christine

à ausência

Preciso da ausência que sou, e de todos os sonhos onde faço o sonho que prefiguro, arrebate falhado de um espírito inconsequente. Esvoaço sem tino, ausente, sempre ausente nesta ausência que sou. Ausência do real no abstracto onde penso, sem voz, sem presença, sem graça, sem garra, sem palavra. Não conheço aventuras, romances ou amores, não parto, fico ou continuo, não partilho, espero ou alcanço, não ofereço nem recebo, não invento nem desejo, na realidade que dizem, fazem e vivem. Ausência no vazio que sinto e sou. Ausência no nada absurdo que não sei. Ausência no espaço e tempo. Ausência na imagem que não vislumbro. Ausência de concretos que não encontro. Ausência de entidade. Ausência de possibilidades e infinitos. Ausência de um passado ou presente. Ausência de um futuro ausente. Ausência de corpo e espírito. Assim sou eu, sombra ausente, sempre ausente nesta ausência que sou. Sou o sonho presente em mim, o sonho que me leva de mansinho e me ensina todas as coisas, todas as letras que me afagam todas as palavras onde me deito, todas as frases onde adormeço e repouso. Neste lençol de linho branco existo, com alma, com promessas, com palavras, com verdade. Sou o sonho que quero e faço, onde construo todos os possíveis, espartilho o espírito, divido-o e multiplico-o, faço, desfaço e refaço impérios. Escalo o Everest e digo olá às nuvens, ofereço-lhes todas as lágrimas que, em água doce, levam-me a mágoa. E a chuva cai. Ao vento conto segredos, em sigilo disfarçado resguardo-os e disperso-os em grãos finos de areia. E as dunas embalam-me. No céu escrevo cartas, todas as cartas com todas as letras que encontro, cartas de paixão e amor, enrolo-as em metáforas papel e sopro. E o céu abre-se. Nesta ausência feita de sonho construo a eternidade. Não quero ser vagabundo, aventureiro, boémio, lunático ou poeta. Só poesia.

insónias

Entre coisas bem mais importantes, principalmente a poesia, outra razão porque gosto muito do insónia é a forma como se simplifica o que para outros parece muito complicado. Sigam o link: AINDA A POESIA

17/09/2008

esquecidos ou nunca lembrados

The Triffids Bury Me Deep In Love O teledisco é foleiro, mas a banda era muito muito boa. Mais algumas canções, Red Pony Save What You Can

16/09/2008

Richard Wrigth

Já tinha lido sobre a morte de Richard Wrigth ontem à noite, mas o cansaço nem me permitiu pensar. Hoje de manhã, quando chego ao estúdio e na rádio passa o Shine on you crazy diamond é que desço à terra e me lembro da importância que os Pink Floyd tiveram para mim. The Wall foi o primeiro disco que comprei, com 11 anos e sem dinheiro pedia todas as noites 5 escudos ao meu pai, acho que custou uns 300 paus, os duplos eram mais caros. Na altura ouvia os Beatles, Beach Boys, UHF (à flor da pele, este sim o meu primeiro LP oferecido pelo meu pai), mas foram os Pink Floyd que eu quis descobrir primeiro, procurando todos os discos e ouvindo-os com uma paixão difícil de reencontrar hoje.

11/09/2008

fuck-se

Hoje é 11 de Setembro, ocupado como andei só me dei conta a meio da tarde, por razões pessoais, a principal ter vivido em Nova Iorque durante cerca de 1 ano, a data devia dizer-me alguma coisa, mas vivo este dia com a mesma indiferença com que esqueço o massacre do Ruanda, o maremoto de 2005 e outros acontecimentos trágicos. Este mundo é muito cínico e eu não me sinto melhor. Fuck-se

esquecidos ou quase 4

Esquecidos ou quase 1 esquecidos ou quase 2 esquecidos ou quase 3

10/09/2008

Agosto

O meu mês de Agosto é assim muito querido, coisa que tento compensar com grandes doses de leitura, este ano foi Dostoiévski, Yukio Mishima, Paul Auster e muitos buracos para encher de buchas, mas está quase, mais 1 mês e o meu knockonwood studio estará pronto, tudo com materiais reciclados de lixos industriais. Este mundo é um desperdício, melhor para mim que a carteira está vazia.

07/09/2008

Aquele Querido Mês de Agosto em Agosto

Em Agosto costumo visitar feiras e festas locais, é a forma barata que encontro de ver bandas portuguesas, é o nosso mercado de concertos com cheiro a farturas e o som de fundo dos carroceis. Apesar de tudo as coisas vão melhorando, espaços mais apropriados (dentro do possível), bons palcos e grande evolução no profissionalismo das equipas, resultando em espectáculos a horas e com o som sempre perto do bom e muito bom. Comecei com duas estreias, Ala dos Namorados no Montijo, espaço bonito mas palco medíocre, som muito bom. Banda estranha esta, metade do concerto com excelentes canções a fazer lembrar Mler if Dada e José Afonso em alguns arranjos, outra metade com uma série de canções inócuas ou mesmo de fazer inveja ao Emanuel, um desperdício. A outra estreia foi no Barreiro com os Buraka, bom palco e muito som, pena eu não gostar da música, mas que é um trabalho de corta e cola bem feito é, com inesperados apontamentos a Kraftverk, ACDC e Prodigy. Depois vi Bandemónio e Xutos em Cascais, novamente boas condições, duas bandas muito competentes e com boas canções mas com espectáculos completamente estafados e a necessitar de grande revisão, se é que ainda é possível, eu penso sempre que sim. Prova do que digo antes foram os UHF, eles mesmo, no melhor palco, som e espaço em Corroios. Há largos anos, muitos mesmo, que não via um bom concerto dos UHF, bem escolhidas as canções, uma banda lúcida e um público que soube estar fizeram a noite. Esta sensação até podia ter sido uma reminescência dos meus 12 anos, visto até ter sido o meu aniversário nesse dia, mas pela reacção do numeroso povo que estava por lá acho que não foi. Em todo o caso, penso que os UHF dos primeiros 4 discos mereciam uma história melhor contada. Por fim, também em Corroios, vi um dos melhores espectáculos deste ano, nunca admirei muito os Silence 4, mas o David Fonseca tem feito bons discos e tem uma banda e arranjos ao vivo extraordinários. Noutro lugar teria sido muito bom mesmo.

05/09/2008

Aquele Querido Mês de Agosto em Julho

Gosto de casamentos, desde que me lembro sempre gostei de casamentos. Em miúdo, apesar da minha timidez racional, gostava de ver, observando, as pessoas e o ritual das roupas, das promessas, dos cumprimentos, dos sorrisos, das promessas, das fotografias, das felicitações, das promessas e da felicidade geral que se abatia sobre aquele dia. Chegado a adulto nada mudou, gostava tanto que acabei por casar com 21 anos, foi um belo dia de belas roupas e promessas e mais promessas e belos sorrisos, estão guardados algures em álbuns de fotografias e em vídeo mas, principalmente, na minha memória. Já não ia a um casamento há anos, desde o meu divórcio nunca tinha ido a nenhum. Em Julho fui ao casamento de um primo que é como um irmão mais novo. Que posso dizer, já sem timidez continuo a ver, observando, tudo e também as promessas que são bonitas porque são isso mesmo promessas. Foi um grande dia, o meu cinismo caminha noutras direcções, além disso fazia tempo que não usava fato e gravata, coisa que nem me fica nada mal. Vejam lá se não pareço um 000 qualquer. PS: Além disso este casamento teve um delicioso pimba-surrealismo. Como se não bastasse a visita surpresa (preparada pela noiva) da águia Vitória, ainda me empurraram a cantar o Wish you were here, com o tratador da águia exuberante na guitarra elétrica, eu a tentar lembrar-me da letra pensando como é que tinha ido ali parar e a banda atrás aos gambuzinos com o guitarrista muito parvo a olhar para a sua Ibanez a ser tocada pelo Barnabé. Os olhos fechados do Barnabé e como é que é a letra mesmo.

28/08/2008

esperar

Hoje faço 39 anos e sinto que tenho passado uma vida à espera, especialmente os últimos 4, este ano sei que o resultado deste esforço, quase ridículo de perseverança, muito trabalho e teimosia, vai ter um final que, espero, seja um começo. A ver vamos.

27/08/2008

bipolar

Acho que sou mais europolar. Quando não os tenho fico muito chateado.

media

Não sou muito dado a este tipo de manifestações de espírito patriótico, esperas de atletas em aeroportos, mas a indignada senhora que acabei de ouvir na TV tem muita razão quando diz que os media não falaram do regresso dos atletas. Tantas horas gastas com a caminha e pseudo-derrotas e agora isto. Entretanto as observações e perguntas ridículas continuam. Vou mas é p'ra caminha.

23/08/2008

do not pirimpapalhate

Estas semanas de Jogos Olímpicos, conseguiram fazer a silly season ainda mais silly do que o costume. No nosso cantinho, quando toca a grandes eventos desportivos, entramos em grandes devaneios, penso que próprios de um povo que a principal actividade física estará algures entre a sueca e o dominó ou a malha e o chinquilho, onde o órgão mais exercitado será a língua. Se existisse uma cultura de desporto séria, tão simples quanto uma prática real nas escolas, e uns media que não perdessem horas a promover menoridades como a bola que entrou ou não entrou ou o tipo de fitas que cobrem os brincos do Ronaldo, talvez fosse diferente. Neste Portugal onde todos somos mais bolos e as declarações de figuras públicas com responsabilidades efectivas são o que são, ficamos chocados com um rapaz que de manhã é mais caminha. Por mim, que o sono não lhe seja pesado e que continue a encarar o mundo com tanta descontracção, bem faria a todos nós, talvez não partíssemos do princípio que somos os melhores do mundo quando na realidade enfim, somos mais bolos e parece que caminha também. O que é mais anedótico é que isto só acontece no desporto, logo no desporto, com todo o carácter aleatório, de sorte e azar e onde os adversários são isso mesmo adversários com possibilidades e vontade própria, como o João Lopes tão bem vem referindo (desde o Europeu) no Sound & Vision. Agora vou comer um pastel de nata. Já que não encontro os bolos fica aí o do not pirimpapalhate the alhey woman ou o que quer que seja.