06/11/2009

Humberto Borges

Sou um tipo que gosta de rir da vida e com a vida e, principalmente, rir de mim próprio, dos falhanços, das pequenas vitórias, de alegria e, também, das tristezas. Esta semana foi particularmente difícil e se me ri algum dia, hora ou minuto, não consigo ou quero lembrar agora. Entre o impacto da morte do António Sérgio no principio da semana, a morte do Humberto na quarta e o funeral hoje, o espaço e disposição para a ironia foi pouco. O Humberto foi meu treinador de andebol e um amigo, daqueles que não é preciso estar sempre a aparecer mas que sabemos que estão lá. Nestes últimos anos, voltámos a aproximar-nos, regressei ao meu clube, agora eu como treinador, e ele lá estava, como sempre, quarenta anos dedicados ao desporto, ao andebol, às crianças, tudo sem ganhar um tostão. Há trinta anos, organizou o primeiro torneio internacional de andebol para jovens da Europa e nunca mais parou, até agora. Ainda conseguiu acabar o sonho dele, um livro sobre a história do andebol no Concelho de Almada, um levantamento que lhe levou dez exaustivos anos. Aqui http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=181818 falam em doença prolongada, felizmente não foi tão prolongada quanto isso, ainda há três semanas lá estava no pavilhão a ver um jogo, com algumas dores mas ainda com esperança, com a mesma esperança que nos faz continuar. Amanhã lá estarei com os meus meninos para mais um jogo, sabendo que, perdendo ou ganhando, vou rir outra vez.

2 comentários:

hmbf disse...

E isso é que importa.

np disse...

Hoje já ri, com os putos mesmo, depois conto como :)