19/03/2009

Insónia: FIM

Depois do estado civil o insónia também fecha as portas, num texto onde o Henrique escreve claro e com a frontalidade habitual. Alguns apontaram-lhe defeitos e fizeram birras, sendo a principal acusação a de vaidade, nunca percebendo que essa vaidade era um orgulho mais que justificado no facto de não fazer favores a ninguém, nem aos amigos ou pseudo-amigos ou, ainda, amiguinhos se preferirem, quando digo favores sabem a qualidade e o tipo a que me refiro. Não sou advogado do Henrique, nem tão pouco o conheço pessoalmente, nunca quis nada dele nem ele de mim, nunca lhe enviei o que escrevo nem a minha música, embora se o fizer não vou querer mais do que a tal frontalidade tão rara e subestimada nos dias de hoje. Fartou-se, está cansado, é normal, este País cansa, deixa-nos demasiadas vezes a falar sozinhos, corta-nos as pernas e o pensamento, senão pela inércia contorna pela mediocridade ou apanha um atalho pela inveja banhada em hipocrisia. Neste momento, também estou a prolongar um limite, não deste blog, nunca dei tanta importância à blogagem como o Henrique, até por falta de empenho e talento (às vezes gosto mesmo mais de coçar os tomates), mas de um sonho que entendi concretizar quando regressei dos EUA cheio de força e vitalidade, com bastante prejuízo para mim e para os meus. Apesar do esforço enorme nestes 4 anos, a mediocridade e, principalmente, a hipocrisia estão prestes a arrebatar-me para saltar daqui para fora outra vez, preciso urgentemente de uma injecção de adrenalina e, sobretudo, dinheiro que sei não ser aqui que encontro. Portugal é mesmo triste.

1 comentário:

Maria João Lopes Fernandes disse...

É triste trabalharmos em condições tão precárias, Portugal cança um horror nisso - eu habituei-me a viver com pouco, ganho tão pouco que é ridiculo falar nisso. É triste!
Maria João